19 de mar. de 2016

Campanhas de segurança no trânsito com abordagem positiva também são eficazes

Pesquisa da USP, que uniu comunicação e neurociência, mostrou que campanhas de cunho negativo são mais marcantes, mas geram a mesma intenção de comportamento que as positivas; resultado indica novo caminho para publicidade.

Um estudo realizado na Escola de Comunicações e Artes da USP mostrou que campanhas de segurança no trânsito com abordagem positiva, apesar de raras, são tão eficazes no incentivo ao cuidado no trânsito quanto as que apresentam abordagem negativa, caracterizadas por imagens de acidentes e pessoas machucadas. De acordo com o autor da pesquisa, Diogo Rógora Kawano, isso mostra que a busca por chocar o público não se justifica, e incentiva a elaboração de campanhas que apresentem os ganhos ao não se beber e dirigir, por exemplo. Além de também se mostrarem eficazes, elas representam uma nova possibilidade na busca pela redução de acidentes. Para chegar a tais conclusões, o pesquisador uniu métodos da neurociência e da comunicação.

Kawano realizou dois experimentos. O primeiro foi um questionário on-line, aplicado a 108 jovens com idade entre 18 e 25 anos (grupo mais vulnerável a acidentes). Os voluntários foram divididos em dois grupos iguais, e cada grupo foi confrontado com um tipo de abordagem (positiva ou negativa). Depois, tiveram de responder perguntas sobre a maneira como perceberam o anúncio (se foi impactante, emocional, dramático) e qual a intenção de comportamento gerada por ele. Ao analisar os resultados, o pesquisador percebeu que de fato as campanhas negativas são mais impactantes, mas sua eficácia –  ou seja, a capacidade de gerar a intenção de comportamento seguro do público – não é superior àquelas de abordagem positiva. De 54 pessoas que viram campanhas positivas, 30 declararam que muito provavelmente evitariam beber antes de dirigir após o contato com o anúncio. No caso das campanhas negativas, o número foi de 33.

Na segunda etapa da pesquisa, Kawano utilizou a neurociência para avaliar o impacto neurofisiológico dessas campanhas. E os resultados corroboraram o que foi encontrado no primeiro experimento. Dessa vez, contou com 24 voluntários. Eles também foram divididos em dois grupos iguais e confrontados com campanhas de abordagem positiva ou negativa. A diferença é que, enquanto observavam os anúncios, eles tiveram suas ondas cerebrais monitoradas por um eletroencefalograma (EEG). O pesquisador avaliou especificamente duas ondas: alfa e teta, ambas relacionadas a emoções positivas e negativas.

Os voluntários também tiveram de responder um questionário sobre o que acharam da campanha e se ela gerou a intenção de tomar mais cuidado no trânsito. Mais uma vez, os resultados mostraram que as campanhas negativas são bem mais impactantes, gerando emoções negativas (o que pôde ser detectado pelo EEG), mas não mais eficazes. De 12 pessoas que observaram campanhas negativas, cinco declararam que “muito provavelmente” evitariam beber e dirigir, mesmo número encontrado no caso das campanhas positivas. “Isso mostra que as agências seguem uma tendência de adotar abordagens negativas, mas sem questionar se elas são mesmo mais eficazes”, diz o pesquisador.

Os resultados da pesquisa, porém, mostram que esse cenário poderia ser diferente, e indica uma nova possibilidade para a publicidade. “Hoje, só a Holanda tem o costume de adotar o uso do humor, por exemplo”, comenta Kawano, ao questionar os motivos que levam agências ao redor do mundo a buscar sempre causar choque e aversão no público.

Neurociência e comunicação

A pesquisa ainda teve outros eixos, como o confronto entre aquilo que foi declarado pelos voluntários com o que pôde ser observado na atividade cortical de cada um deles. Apesar de haver diversas maneiras de analisar esses dados, Kawano chegou a alguns resultados: em 97,7% dos casos não houve correlação esperada entre aquilo que foi respondido e a resposta neurofisiológica. Em 11,4%, as pessoas responderam ter sentido exatamente o oposto daquilo que pôde ser detectado pelo EEG. Por exemplo, disseram que uma campanha não foi impactante, quando a atividade cortical mostrou o contrário.

Segundo o pesquisador, esses resultados mostram que o EEG realmente traz novas informações que não poderiam ser fornecidas pelos questionários, já que as pessoas têm dificuldade em explicitar suas emoções. Por isso, Kawano defende que pesquisas que busquem avaliar emoções usem métodos neurocientíficos. Mas, para ele, também não se pode encarar a neurociência como "a solução de todos os problemas", pois ela também apresenta limitadores e não se aplica a todas as pesquisas de mercado. "Por exemplo, no uso do eyetracking, que rastreia os pontos que mais atraem o olhar das pessoas. Nem sempre aquilo que você olha significa que você esteja prestando atenção. Um exemplo claro é quando você olha as horas no celular e, logo em seguida, percebe que não prestou atenção”, explica.

Por isso, ele acredita que seja necessário aprofundar os estudos e investir na interdisciplinaridade, unindo neurociência e comunicação. Assim, as pesquisas podem ser mais completas e seus resultados ainda melhores. Ele também acredita ser importante que esse tipo de estudo tenha o acompanhamento de um profissional de comunicação, não sendo restrito aos pesquisadores da ciência. “No Brasil e no mundo, hoje, a maior parte dessas pesquisas que usam comunicação e neurociência, ainda é feita a partir das ciências biológicas ou exatas. São pessoas que tem conhecimento aprofundado sobre funcionamento do cérebro, mas falta o aporte teórico da comunicação”, diz o pesquisador.

Centro de Comunicação e Ciências Cognitivas

Estudos como esse, que aliam comunicação e neurociência, poderão ser aprofundados no Centro de Comunicação e Ciências Cognitivas, laboratório que está se organizando no Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP) da Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP), sob a coordenação do professor Leandro Batista, orientador de Kawano nessa pesquisa. O laboratório será o primeiro da USP a aliar essas duas áreas e contará com equipamentos próprios, como o eletroencefalograma e o eyetracking (rastreador de olhar). Além disso, terá parceria de outras unidades da USP, como o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), o Instituto de Psicologia (IP), e a colaboração de professores da área de antropologia.


Disponível em:

Poesias e músicas educativas para o trânsito, de Clauriberto Levy

 Clauriberto Levy - Santarém/PA - Fonte: awinformaticastm.blogspot.com

 



Paródias

Motociclista! Atenção!
 

Pé na Faixa


Curso de Métodos e Técnicas Educativas para a Segurança Viária, em Santarém/PA

































16 de mar. de 2016

Pesquisa mostra que 'bicicleta é o meio de transporte do trabalhador'

Estudo aponta que 30% dos brasileiros que pedalam ganham entre um e dois salários mínimos. Na Baixada, vira até bazar

Wilson Aquino 
 
Rio - Cotonete, esponja, pregador, abridor de lata, de garrafa, faca de cozinha ou tesoura. O freguês pode escolher à vontade, porque o mascate Jorge Carlos do Nascimento oferece isso tudo no seu bazar de duas rodas, que ainda comporta o Jeremias, de 1 ano e 8 meses, e a Sarah, de 5 anos. Ele não tem certeza da idade — é algo entre 55 e 60 anos — e sabe muito menos quando se equilibrou pela primeira vez sobre uma bicicleta. Mas tem plena consciência de que sem ela, não poderia arcar com as despesas de casa. “Não posso carregar peso, não posso trabalhar em obra e nem fazer limpeza, mas tenho que dar comida para eles e viver”, diz apontando as crianças que ouvem tudo com atenção. “E a bicicleta ajuda”, garante Nascimento, antes de dar uma tossida e seguir em frente.

O Perfil do Ciclista brasileiro, pesquisa realizada pelo Observatório das Metrópoles, Programa de Pós-Graduação em Urbanismo (PROURB/UFRJ) e pela ONG Transporte Ativo, em parceria com outras nove organizações que atuam na promoção da bicicleta, revela que 30% dos brasileiros que pedalam ganham entre um e dois salários mínimos, como o Nascimento. “A bicicleta é o meio de transporte dos trabalhadores”, crava sem medo de errar o pesquisador Juciano Rodrigues, do Observatório das Metrópoles, um dos coordenadores do estudo. E é mesmo. Basta olhar o estacionamento das fábricas ou dar uma passadinha por um dos bicicletários que a Supervia construiu ao lado de seis estações de trens da Baixada Fluminense e Zona Oeste do Rio, para conferir a quantidade de bicicletas.
Jorge Nascimento, com os filhos Sarah e Jeremias. Ele percorre ruas de Engenheiro Pedreira, na Baixada Fluminense, com sua bicicleta, vendendo os mais variados produtos
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Além das características do ciclista, a pesquisa quis saber o que motiva as pessoas a optar pela bicicleta. Questões como rapidez e praticidade, saúde e custo despontam como as principais razões. “É o meio de transporte completo, que ainda tem a vantagem de não ser poluente e ocupar pouco espaço”, reforça o pesquisador Rodrigues. A Pesquisa ouviu 5012 ciclistas, de dez cidades das diferentes regiões brasileiras. Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, 34,8% dos ciclistas utiliza a bicicleta em combinação com outro modo de transporte, seja para trabalhar, estudar ou fazer compras.
A bicicleta é o principal meio de transporte utilizado pelos passageiros da Baixada Fluminense e da Zona Oeste para chegar às estações de trem da Região Metropolitana do estado. O ramal Japeri lidera o ranking, sendo representado por 58% de passageiros”, segundo a Supervia. No entanto, nem tudo é perfeito nesse universo. A pesquisa indica que para os cariocas a insegurança e a falta de educação no trânsito são os principais problema enfrentados pelos ciclistas na cidade. Eles reclamam dos motoristas e pedestres que não respeitam a bicicleta. Entretanto, quem está na rua vê que muitos ciclistas, apesar de vestirem o uniforme do politicamente correto, também violam regras básicas, como trafegar no sentido certo das ruas e parar nos sinais vermelhos. “O comportamento do ciclista será objeto de outra pesquisa”, adianta Rodrigues, afirmando que as batalhas no trânsito “são conflitos da sociedade,independente do transporte que o cidadão utiliza”.

Os pesquisadores acreditam que o estudo fornece subsídios para que gestores públicos e urbanistas, entre outros envolvidos, formulem uma agenda mais precisa e robusta de políticas públicas e ações de promoção do transporte cicloviário. Apesar de todas as vantagens do uso da bicicleta na comparação com o carro, a produção nacional caiu 10% no ano passando, chegando a 3,6 milhões. As vendas também apresentaram queda de 10%, alcançando os 3,3 milhões de unidades, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Existem várias teorias sobre a invenção e o desenvolvimento da bicicleta como veículo de transporte. Diz-se até que foi coisa do genial italiano Leonardo da Vinci, mas não há comprovação científica de nada. O inventor não patenteou sua criação. Se desconhecemos o passado, o futuro também se apresenta como um mistério, já que a quantidade de bicicletas elétricas ou motorizadas que circulam na cidade é um indício de que pedalar mesmo pode estar com os dias contados. Além de novas tecnologias, as preocupações ambientais também devem influenciar a produção de novas alternativas para as duas rodas. Mas, afinal onde vai parar a bicicleta? Talvez na porta de sua casa, com o Nascimento, a Sarah e o Jeremias oferecendo cotonete, esponja, pregador, abridor de lata...
Dalila usa a bicicleta para chegar ao trabalho na Baixada
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
ANDRÉ LUÍS GOMES, CASADO, 35
Chama sua bicicleta, que tem um dos pedais quebrados, de ‘Caidinha’. “Levo 15 minutos até minha casa. Se fosse de ônibus seria uma hora. Só o tempo que a gente espera a condução passar já desanima. Ando com ela todos os dias. O Fusca fica na garagem”.

ANA CLÁUDIA E ÍRIA DE OLIVEIRA
Deixam suas bicicletas guardadas em uma estação da Baixada Fluminense e pegam o trem para trabalhar. Ana aprendeu a andar há dois anos e valoriza a atividade física. Íria pedala desde criança. Acha prazeroso, mas teme a violência no trânsito.

DALILA MIRANDA, SECRETÁRIA
Mora em Paracambi e vai de trem até Engenheiro Pedreira, onde a bicicleta fica guardada. “Os ônibus demoram muito a passar. De bicicleta, levo 15 minutos até o escritório”, conta Dalila, que pedala de segunda a sexta-feira e folga as pernas no fim de semana.

BICICLETÁRIOS DA SUPERVIA
Integrados ao sistema de trens, oferecem quatro mil vagas para os ciclistas. No espaço tem oficina para pequenos reparos, bombas de ar para calibragem de pneus e bebedouros. Quem não é usuário do sistema ferroviário, paga diária de R$1.

Números da pesquisa
- 42,9% optam pela rapidez e praticidade
- 50% atribuem à infraestrutura cicloviária a motivação para pedalar
- 88,01% usam a bicicleta para ir ao trabalho
- 34,6% reclamam da falta de educação no trânsito

Fonte:

27 de fev. de 2016

GRUPO: Educação para a Segurança no Trânsito

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Queda no pagamento de indenizações do DPVAT

A seguradora Líder, responsável pelo seguro obrigatório DPVAT, pagou em 2015, 652.349 mil indenizações por acidentes de trânsito em todo o Brasil. Esse resultado é 15% menor que no ano anterior. A maior queda foi registrada na cobertura de morte (19%), seguida de reembolso por despesas hospitalares (18%) e invalidez permanente (13%). Em valores, as indenizações chegaram a R$ 3,381 bilhões no ano passado.

Para o diretor-presidente da Seguradora Líder-DPVAT, Ricardo Xavier, a queda é um reflexo de uma fiscalização mais efetiva. “Os efeitos da Lei Seca e a conscientização sobre o uso de equipamentos de segurança no trânsito. No entanto, nossas ruas, estradas e avenidas produzem por dia muitos feridos, inválidos e mortos todos os dias. Temos que investir agora na educação do cidadão no trânsito para que o número de acidentes reduza mais ainda”, afirmou.

De acordo com os dados, as indenizações pagas por acidentes de motocicletas (497.009) são 76% do montante pago. Dos acidentes por motocicleta, 83% geraram algum tipo de invalidez permanente, 4% acabaram em morte e 13% resultaram em reembolso hospitalar. No caso dos automóveis, foram 124.267 indenizações pagas (19%). Caminhões e pick-ups geraram 17.973 (3%) e ônibus, micro-ônibus e vans 13,1 mil (2%).

O balanço revelou ainda que, do total das indenizações pagas, 416.413 (64%) foram destinadas aos motoristas, 118.156 (18%) para passageiros e 117.780 (18%) para pedestres. O levantamento ainda indicou que 74% das vítimas indenizadas são homens e 24% mulheres. As pessoas entre 18 a 34 anos são as que mais aparecem entre as indenizadas (51%). Quando analisadas as regiões, o Nordeste concentrou 33% das indenizações. O Sudeste registrou 29%, o Sul 18%, enquanto o Norte e o Centro-Oeste concentraram 10% cada.

Segundo os dados, a arrecadação total paga pelos proprietários de veículos somou R$ 8.654 bilhões em 2015, sendo que 50% foi destinado por lei para a União. O restante foi gasto com despesas de indenização, constituições de provisões técnicas para pagamento de indenizações futuras e despesas administrativas.

Com 16,92% da frota nacional, a região Nordeste concentrou 33% (213.726) das indenizações pagas no ano passado. Já a região Sudeste, que tem 49,21% da frota, respondeu por 29% (192.724) das indenizações. A região Sul correspondeu por 18% (116.613) das indenizações pagas e tem 19,69% da frota. A região Norte e a Centro-Oeste tiveram, cada uma, 10% (cerca de 65 mil) das indenizações do Seguro DPVAT em 2015, cada região conta com 5,08% e 9,10% da frota de automóveis nacional, respectivamente.

DPVAT
Para receber o seguro basta ir até um dos mais de oito mil postos de atendimento existentes no país, reunir a documentação necessária de acordo com a cobertura, preencher o pedido de indenização e entregar os papéis.

O seguro oferece cobertura por morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso por despesas médicas e hospitalares (R$ 2.700). Mais informações podem ser conseguidas na página da seguradora ou pelo telefone 0800 022 1204. As agências próprias dos Correios também recebem pedidos de indenização do Seguro DPVAT. Os Sindicatos dos Corretores de Seguros de todo país, também possuem postos de atendimentos gratuitos.

Resultado financeiro
 A arrecadação total do Seguro DPVAT, pago pelos proprietários de veículos automotores, somou R$ 8.654 bi no ano passado. Por lei, 50% desse dinheiro vai direto para União, via transferência bancária automática, no ato do pagamento da apólice do seguro, que destina 45% para o Sistema Único de Saúde (SUS) e 5% para o Denatran. Cada órgão recebeu R$ 3,894 bilhões e R$ 432,8 milhões, respectivamente.

O total arrecadado para operação do Seguro DPVAT foi de R$ 4,326 bilhões, sendo R$ 3,381 bilhões gastos com despesas de pagamento de indenizações. Ainda há despesas com a constituições de provisões técnicas para pagamento de indenizações futuras e despesas administrativas e com impostos, como PIS e COFINS. O lucro das seguradoras consorciadas é estabelecido por lei em 2%, que, depois do Imposto de Renda e da Contribuição Social, fica em 1,2%.



26 de fev. de 2016

Santarém sediará Feira de Educação e Segurança no Trânsito

Está confirmada para os dias 2 e 3 de março de 2016, no Centro Municipal de Informação e Educação Ambiental (CIAM), a primeira etapa da I Feira de Educação e Segurança no Trânsito. O encontro vai contar com a presença da educadora e mestre em Educação e Segurança no Trânsito Irene Rios, referência nacional no assunto, com obras já publicadas a respeito dessa temática.

A promoção do evento é da Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) e Secretaria Municipal de Educação (SEMED). A solenidade de abertura será das 09h às 11h30, no dia 02/03. À tarde e durante o dia 03/03, haverá capacitação sobre a matéria, com disponibilidade de 40 vagas, prioritariamente destinada a agentes de órgãos públicos que atuam na segurança pública e trânsito.


A segunda etapa da Feira será desenvolvida durante a programação do aniversário de Santarém, que acontece no mês de junho. Nessa etapa será feita uma exposição de carros envolvidos em acidentes, fotos e depoimentos de familiares de vítimas fatais. O local da segunda etapa, também, já ficou definido. Será no Parque da Cidade.

A coordenação está a cargo das Divisões de Educação de Trânsito da SMT e SEMED. (PMS).
 

18 de fev. de 2016

Avaliação do Condutor Infrator

De fato entendo a preocupação de melhorar o comportamento no trânsito. Verdade é que precisamos evoluir muito em relação ao comportamento social no trânsito e em outras áreas. Compreendo que precisamos de uma forma de mudar a cultura e implantar uma maneira prática de bom relacionamento interpessoal e intra pessoal no trânsito. enfim, tudo que é pra melhor é válido e é bom. Claro, desde que seja legal.

O que não compreendo é que:

O Curso de reciclagem é uma penalidade. Não é pra formar é pra penalizar a pessoa sobre o mal comportamento aplicado na sociedade pelo motorista infrator. (lembrando que sou a favor de uma sociedade educadora e não que apenas penaliza)

Sendo uma ferramenta para alterar ou melhor condicionar o comportamento, ele deve ser realizado de forma que o condutor sinta que foi pesado, foi pedagogicamente "puxada a orelha" e que entendeu a responsabilidade social.

Pergunto, o que vamos avaliar no condutor infrator com o exame? Ou o que se avalia?

Se ele aprendeu a decorar? Se aprendeu a fazer uma prova? ou se aprendeu que por meio de um exame deve mudar o comportamento? Não sei o verdadeiro sentido de aplicação do exame.

Digo do exame da forma que foi dado pela 285/08. (O condutor aluno reprovado uma primeira vez poderá realizar nova avaliação após 5 (cinco) dias e, se reprovado pela 2ª. vez poderá matricular-se para um novo curso, freqüentando-o integralmente. Caso ainda não consiga resultado satisfatório, deverá receber atendimento individualizado a fim de superar suas dificuldades.)

Qual o objetivo de uma avaliação pedagogicamente? Que mede uma avaliação? Penalizar pra educar? Como funciona isso?

bom, vivemos numa sociedade que prioriza a penalização em detrimento da sociedade da educação.
.
Avaliação faz comparação e/ou declara algo, pois emite valores e juízos. 

Quando se faz a avaliação de um aluno à Primeira Habilitação, o parâmetro medidor revela que este aluno, assimilou bem as informações teóricas da legislação de trânsito em comparação  um grupo ou aluno ou teste. mas não diz que haverá um bom comportamento desse aluno na prática.

Nisso revela que temos a errônea primissia em pensar que avaliar objetivamente uma pessoa, neste caso especifico, lhes dá uma posição de conhecedores da matéria e que será bem sucedido.  

Fiz um teste com alguns alunos candidatos á Primeira Habilitação, que obtiveram boas notas e portanto aprovados. uma semana depois pedi pra que repetissem o teste. a maioria, 90% seriam reprovados. Então o que fez o exame avaliativo de saber objetivo? Nada. Não mudou o conhecimento e nem alterou o comportamento. Não agregou muita coisa. Porque?

A melhor educação é aquela que incomoda e me faz altera o comportamento em relação ao que aprendi. E a melhor avaliação é aquela que verifica a alteração do comportamento.

Exemplo. Aprendi que é proibido estacionar de maneira proibida. Sou educado a estacionar de forma correta. A avaliação pode ser de duas formas. A tradicional = teste objetivo que irá avaliar se eu "conheço" o que aprendi e a dinâmica = prática diária, se eu aplico o que aprendi.

Porém, você perguntaria: e como faria a avaliação dinâmica? Ora, com a reincidência do condutor, com sua conduta, seu prontuário e a várias maneiras de obter esses dados. que poderiam até levar este condutor a novo curso de reciclagem, sem precisar ter a CNH suspensa, Já tá previsto na lei 9.503/97:

Art. 268. O infrator será submetido a curso de reciclagem, na forma estabelecida pelo CONTRAN:

 I - quando, sendo contumaz, for necessário à sua reeducação;

V - a qualquer tempo, se for constatado que o condutor está colocando em risco a segurança do trânsito;

Enfim, precisamos amadurecer e olhar não o trânsito, mas o objeto que o compõe e lhe dá vida, as pessoas. 


 

6 de fev. de 2016

Alemanha inaugura primeiro trecho de rodovia para bicicletas



A estrada ao longo da qual a ciclovia está sendo construída, fechada para os carros em um final de semana (Foto: mr.g2003/Flickr)

Cem quilômetros totalmente livres de carros. Essa vai ser a extensão da Radler B-1, quando estiver totalmente concluída. Até lá, porém, os ciclistas já podem usufruir dos primeiros cinco quilômetros, inaugurados no começo do mês.

Além das faixas asfaltadas, a Radler B-1 tem iluminação própria, barreira de proteção e não possui cruzamentos – passagens elevadas e pontes são utilizadas a fim de evitar possíveis acidentes e garantir a segurança dos ciclistas.

Os responsáveis pelo projeto, do grupo de desenvolvimento RVR, acreditam que a infraestrutura beneficiará cerca de dois milhões de pessoas e poderá tirar das estradas alemãs até 50 mil carros por dia. Quando estiver pronta, a rodovia exclusiva para ciclistas vai ligar as cidades de Duisburg e Hamm, passando por universidades e outros oito municípios no caminho.

A pista onde a super ciclovia está sendo construída, a autoestrada A40, já vinha sido fechada há três anos para os carros nos finais de semana. A experiência positiva serviu para mostrar a viabilidade e a necessidade da nova infraestrutura.

Fonte:
http://thecityfixbrasil.com/2016/01/28/alemanha-inaugura-primeiro-trecho-de-rodovia-para-bicicletas/?utm_source=tcfb&utm_medium=facebook&utm_campaign=rodovia-bicicletas-alemanha - Acesso em 06/02/2016.

Curso de Atualização em Legislação de Trânsito, em Balneário Camboriú



Ainda há Vagas! Inscreva-se aqui!

Local do Curso: Hotel Sibara Flat e Convenções
Av. Brasil, 1500 - Centro - Balneário Camboriú - SC
47 3261 5016 - 47 8497 9451
eventos@sibaraflathotel.com.br
 

Data: 19 e 20 de abril de 2016.
Horário: das 8:00 às 12:00 e das 13:30 às 17:30.
Carga horária: 20 horas aula

Público Alvo:  Gestores e agentes de trânsito, policiais, instrutores de CFC e demais interessados nos temas.

Conteúdos

1. ATUALIZAÇÃO EM LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO – As 28 Leis que alteraram o CTB e a Medida Provisória 699/15 – 05h/a;

2. PENALIDADES e MEDIDAS ADMINISTRATIVAS – Cap. XVI e XVII do CTB e principais Resoluções vinculadas - 05h/a;

3. PRINCIPAIS INFRAÇÕES DE TRÂNSITO – Cap. XV do CTB e principais Resoluções vinculadas, especialmente a 371/10 e atualizações e 561/15 (Manuais Brasileiros de Fiscalização de Trânsito, Vol. I e II) – 05h/a;

4. PROCESSO ADMINISTRATIVO – Cap. XVIII do CTB e principais Resoluções vinculadas - 03h/a;

5. CRIMES DE TRÂNSITO – Cap. XIX do CTB e Res. 432/2013 – 02h/a.

* Poderá haver alguma flexibilização nas horas aulas previstas, dependendo do interesse da turma por determinado tema, aprofundando o estudo.

Docente

Tenente Coronel Ordeli Savedra Gomes
Bacharel em Direito; Pós-Graduando em Gestão e Legislação de Trânsito; Especialista em Segurança Pública; Professor de Legislação de Trânsito em Instituições de Ensino Superior, como a Unisc e Faculdade Dom Bosco; Palestrante e Autor dos livros: Código de Trânsito Brasileiro Comentado e Legislação Complementar – 11ª Ed, 2016, Ed. Juruá/PR e Código de Trânsito Brasileiro com Comentários Especiais para Concursos – 4ª Ed, 2016, Ed. Juruá/PR, dentre outros do tema; Observador Certificado da 1ª Turma do Observatório Nacional de Segurança Viária e Coordenador do Movimento Internacional Maio Amarelo no RS . Comandou Pelotões, Companhias e o 3º Batalhão Rodoviário da Brigada Militar, ao longo de doze anos e foi Assessor Superior de Segurança no Trânsito, no Comitê Estadual de Mobilização pela Segurança no Trânsito – Gabinete do Vice-Governador do RS, além de ter sido instrutor da temática trânsito na Academia de Polícia Militar e nos cursos regulares da Brigada Militar.

Investimento: R$ 390,00

No valor está incluso coffee break (período vespertino)

Os participantes receberão certificado de participação.


Formas de pagamento
1. Depósito Bancário
Banco do Brasil
Agência: 2638-7 - Conta: 38842-4
Favorecido: Instituto Ousar Comércio e Serviços Ltda Me.
2. Boleto Bancário 
3. Empenho


A confirmação da inscrição acontece após o envio do comprovante de pagamento, ou do empenho, pelo e-mail: transito@institutoousar.com.br.

Instituto Ousar
institutoousar@gmail.com
irene@ilhamagica.com.br
Fone: (48) 8496-1702 (48) 3246-8038