10 de ago. de 2026

Quando os números insistem em voltar


 

Por Irene Rios 

A humanidade, que é pouco sensível, não se angustia com o tempo, porque faz sempre tempo; não sente a chuva senão quando lhe cai em cima. (PESSOA, 1986).

Fernando Pessoa argumenta que a falta de sensibilidade faz a humanidade permanecer alheia aos acontecimentos. Só sentimos a chuva quando ela nos atinge diretamente. Essa reflexão, escrita há décadas, permite uma analogia quase imediata com o cotidiano no trânsito. Pessoas pouco sensíveis não se comovem com os sinistros de trânsito porque eles acontecem todos os dias. A dor costuma ser sentida apenas quando a perda envolve alguém próximo.

Talvez seja por isso que os números do trânsito não costumam provocar indignação duradoura. Há uma espécie de anestesia dos sentimentos diante das estatísticas. Elas se repetem, ocupam espaço nas manchetes, mas raramente atravessam a sensibilidade social. Quando um número se repete por muitos anos, ele deixa de causar espanto e passa a ser tratado como parte do cotidiano. E normalizar a violência é uma das formas mais silenciosas de aceitá-la.

Em 2024, 37.150 pessoas morreram em sinistros de trânsito no Brasil, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM/DATASUS (BRASIL, 2026). Esse número não é um ponto fora da curva, mas parte de uma série histórica que revela como decisões políticas, legislação, fiscalização e educação impactam diretamente a preservação ou a perda de vidas no trânsito.

Entre 2003 e 2012, os óbitos cresceram quase de forma contínua, passando de 33.139 mortes para 44.812 (BRASIL, 2026). Esse período foi marcado pela rápida expansão da frota, especialmente de motocicletas, pelo aumento dos deslocamentos urbanos e rodoviários e por um trânsito cada vez mais complexo. Ao mesmo tempo, a legislação ainda apresentava fragilidades importantes, sobretudo na responsabilização de condutas de risco, como dirigir sob efeito de álcool.

A partir de 2012, mudanças relevantes começaram a alterar esse cenário. A promulgação da Lei nº 12.760/2012, conhecida como Nova Lei Seca, ampliou os meios de comprovação da embriaguez ao volante, permitindo o uso de provas testemunhais, vídeos e exames clínicos, o que reduziu a impunidade e fortaleceu a fiscalização (BRASIL, 2012). Nos anos seguintes, outras alterações no Código de Trânsito Brasileiro endureceram as penalidades, elevaram valores de multas e ampliaram a suspensão do direito de dirigir em infrações gravíssimas, especialmente aquelas associadas a comportamentos de alto risco (BRASIL, 2016; BRASIL, 2017).

Paralelamente, ocorreram avanços importantes na segurança veicular. Desde 2014, todos os veículos novos comercializados no país passaram a ser obrigados a sair de fábrica com airbags frontais e freios com sistema ABS, conforme a resolução 311 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN (BRASIL, 2009). Essas tecnologias não evitam o sinistro, mas reduzem significativamente a gravidade das lesões e o risco de morte em colisões, contribuindo para a queda da letalidade.

Essas transformações ajudam a compreender o movimento observado nos anos seguintes. Entre 2013 e 2019, os óbitos diminuíram de forma consistente: 42.266 mortes em 2013, 38.651 em 2015, 35.375 em 2017, até atingir 31.945 em 2019, o menor patamar em mais de uma década (BRASIL, 2026). Essa redução coincidiu com a legislação mais rigorosa, maior presença fiscalizatória, avanços na segurança veicular e um esforço mais visível de comunicação e educação para o trânsito.

É nesse ponto que entra o Movimento Maio Amarelo. Não surgiu como solução mágica, mas como uma campanha mobilizadora que ajudou a criar um ambiente social diferente. O trânsito ganhou cor, pauta, espaço na mídia, diálogo com empresas, escolas e órgãos públicos. O tema saiu da invisibilidade, passou a ser assunto e isso importa. Campanhas não mudam comportamento sozinhas, mas potencializam o efeito das leis e da fiscalização. Quando a sociedade fala mais sobre risco, a regra ganha sentido. Quando o tema está em evidência, a fiscalização deixa de ser vista apenas como punição e passa a ser entendida como proteção.

Os dados parecem confirmar esse movimento. A queda que se consolida a partir de 2015 não acontece por acaso, ela coincide com um período em que a educação, a fiscalização e a legislação caminharam com mais conexão, ainda que de forma desigual pelo país.

No entanto, parece que os usuários do trânsito têm memória curta. A partir de 2020, com a pandemia da Covid-19, houve redução da circulação, mas também enfraquecimento da fiscalização. Vias mais vazias favoreceram o excesso de velocidade e comportamentos imprudentes. Nesse mesmo período, foram aprovadas mudanças legais que flexibilizaram regras administrativas, como o aumento do limite de pontos na CNH e a ampliação de sua validade, por meio da Lei nº 14.071/2020 (BRASIL, 2020). O resultado foi a perda de continuidade das políticas de segurança viária.

Os números reagiram rapidamente. Em 2020, foram 32.716 mortes; em 2021, 33.813; em 2022, 33.894; em 2023, 34.881; até alcançar novamente 37.150 óbitos em 2024 (BRASIL, 2026). Parte dos avanços conquistados na década anterior foi, assim, progressivamente anulada.

O trabalho por aplicativos se expandiu, o fluxo aumentou e a educação para o trânsito continuou, em muitos lugares, restrita a campanhas concentradas em um único mês. A atenção diminuiu e os números voltaram a crescer, para nos lembrar de que o cuidado não pode ser sazonal.

Campanhas, como o Maio Amarelo, sensibilizam, provocam, abrem portas, mas não sustentam resultados sozinhas. Sempre que a atenção se dispersa, a sensibilidade se anestesia, os cuidados se tornam sazonais e os números insistem em voltar.

Como educadora, paro de olhar apenas para o gráfico e começo a pensar na escola. Porque todo mundo que morre no trânsito já foi estudante, já atravessou a rua com mochila nas costas, já foi passageiro distraído no banco de trás, ou já foi ciclista improvisando caminhos.

Por que esperar a autoescola para falar de risco, quando o trânsito já faz parte da nossa vida desde a infância?

Falamos de regras, mas pouco de convivência. Falamos de direção, mas pouco de responsabilidade coletiva. O desafio não é apenas técnico ou normativo, mas humano, ou seja, desenvolver uma sensibilidade coletiva capaz de perceber o risco antes do impacto, de sentir a chuva antes que ela caia. Enquanto o trânsito for tratado como algo que acontece com os outros, seguiremos contando mortes.

Talvez o desafio do trânsito no Brasil não seja apenas reduzir números, mas não permitir que eles voltem a subir. E isso exige mais do que um mês de mobilização, exige educação desde a base, fiscalização contínua e políticas públicas que tratem o trânsito como o que ele é, um espaço de relações humanas e de cidadania.

Referências

BRASIL. Lei nº 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 20 dez. 2012. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12760.htm. Acesso em: 08 fev. 2026.

BRASIL. Lei nº 13.281, de 4 de maio de 2016. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), e a Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Brasília, 4 maio 2016. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13281.htm. Acesso em: 08 fev. 2026.

BRASIL. Lei nº 13.546, de 19 de dezembro de 2017. Altera dispositivos da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), para dispor sobre crimes cometidos na direção de veículos automotores. Brasília, 19 dez. 2017. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13546.htm. Acesso em: 08 fev. 2026.

BRASIL. Lei nº 14.071, de 13 de outubro de 2020. Altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), para modificar a composição do Conselho Nacional de Trânsito e ampliar o prazo de validade das habilitações; e dá outras providências. Brasília, 13 out. 2020. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14071.htm. Acesso em: 08 fev. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS). Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Óbitos por Causas Externas – Brasil. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sim/cnv/ext10uf.def. Acesso em: 01 fev. 2026.

BRASIL. Resolução CONTRAN nº 311, de 3 de abril de 2009. Dispõe sobre a obrigatoriedade do uso do equipamento suplementar de segurança passiva – air bag, na parte frontal dos veículos novos saídos de fábrica, nacionais e importados. Brasília, 3 abr. 2009. Disponível em: https://www.gov.br/transportes/pt-br/assuntos/transito/conteudo-contran/resolucoes/resolucao_contran_311_09.pdf. Acesso em: 08 fev. 2026.

PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego. Por Bernardo Soares. Seleção e introdução de Leyla Perrony Moysés. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986.




8 de out. de 2025

CURSO: Linguagens Criativas na Educação para o Trânsito - Com Irene Rios


1. Identificação

Título: Linguagens Criativas na Educação para o Trânsito
Carga horária: 16 horas/aula
Modalidade: Oficina teórico-prática (presencial)
Público-alvo: Professores da Educação Básica, educadores de Detrans e órgãos públicos e demais interessados no tema.
Formato: 4 blocos de 4 horas/aula cada
Número ideal de participantes: até 30 pessoas

2. Objetivo Geral

Capacitar educadores para utilizar linguagens artísticas e criativas na Educação para o Trânsito, desenvolvendo práticas pedagógicas que favoreçam a percepção de risco no trânsito, a reflexão, a empatia e a adoção de atitudes seguras nas vias.

3. Objetivos Específicos

  • Reconhecer as diferentes linguagens expressivas como instrumentos pedagógicos.

  • Aplicar estratégias criativas de ensino sobre segurança, empatia e cidadania no trânsito.

  • Produzir materiais educativos integrando arte, música, literatura e tecnologia.

  • Planejar ações transversais que relacionem o trânsito aos conteúdos curriculares.

4. Metodologia

O curso será desenvolvido de forma vivencial e participativa, com uso de metodologias ativas:

  • Aprendizagem baseada em problemass;

  • Aprendizagem baseada em projetos;

  • Storytelling (narrativas educativas);

  • Aprendizagem entre pares;

  • Produção artística colaborativa;

  • Gamificação e dinâmicas de grupo.

As atividades envolverão música, poesia, dramatização, escrita criativa e produção digital, sempre conectadas aos valores e comportamentos seguros no trânsito.

5. Programa

Bloco 1 – A Arte de Educar para o Trânsito

  • O trânsito como tema transversal e expressão social.

  • Linguagens artísticas e seus potenciais educativos.

  • O papel do professor como mediador criativo.

Bloco 2 – Música, Poesia e Narrativas que Educam

  • O poder das palavras: poema, paródia e cordel.

  • A música como recurso didático e emocional.

  • Histórias e personagens como mediadores da aprendizagem.

Bloco 3 – Teatro, Quadrinhos e Expressão Visual

  • Linguagens dramáticas e visuais aplicadas ao trânsito.

  • Técnicas de dramatização e produção de tirinhas.

  • Diálogo, humor e emoção como estratégias de ensino.

Bloco 4 – Projetos Criativos e Integração Curricular

  • Integração entre linguagens criativas e BNCC.

  • Planejamento de projetos de educação para o trânsito.

  • Avaliação e registro das experiências criativas.


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Contato: (48) 98496 1702 
Instituto Ousar

Material produzido com auxílio da IA.

21 de mai. de 2025

18 de mai. de 2025

Sinal Vermelho para a Pressa!

 Objetivo:

Promover a conscientização sobre a travessia segura de pedestres, ressaltando os riscos de atravessar com pressa e a importância de respeitar a sinalização.

Público-alvo:

Estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, bem como o público em geral, especialmente pedestres urbanos que enfrentam o cotidiano apressado das cidades.

1. Leitura e compreensão:

a) O que a personagem pensa no primeiro quadro?
b) Qual é o perigo que ela enfrenta ao tentar atravessar a rua correndo?
c) O que faz a personagem mudar de atitude?
d) Qual é a mensagem que ela transmite no último quadro?
e) O que representa o laço amarelo na camiseta da personagem?


2. Interpretação crítica:

a) Você já presenciou ou vivenciou uma situação parecida com a da tirinha? Como foi?
b) Por que muitas pessoas atravessam a rua mesmo quando o sinal está vermelho para pedestres?
c) O que significa a frase: "Desacelere. Seu bem maior é a vida."?
d) Que valores são trabalhados na tirinha? (ex: empatia, paciência, respeito...)
e) Como essa tirinha se relaciona com o trânsito da sua cidade?


3. Produção textual:

Escreva um pequeno parágrafo (4 a 6 linhas) dando um conselho para os pedestres apressados que ignoram o semáforo.


Sugestões de Respostas

1. Leitura e compreensão:

a) Ela pensa: “Se eu correr, ainda dá tempo.”
b) Ela corre risco de ser atropelada, pois o sinal está fechado para pedestres e um carro já se aproxima.
c) Ao observar outras pessoas atravessando com calma e segurança, ela reflete sobre sua atitude apressada.
d) Ela segura um cartaz com a mensagem: “Desacelere. Seu bem maior é a vida.”
e) O laço amarelo representa a campanha do Maio Amarelo, de conscientização sobre a segurança no trânsito.


2. Interpretação crítica:

a) Resposta pessoal.
b) Resposta pessoa (Sugestão: Por pressa, impaciência ou falta de consciência dos riscos).

c) Que devemos reduzir a velocidade e pensar na preservação da vida, não só como motoristas, mas também como pedestres.
d) Respeito à vida, empatia, paciência, responsabilidade.
e) Resposta pessoal, mas deve relacionar com hábitos de travessia e comportamento dos usuários.


3. Produção textual:

(Exemplo)

“Se você está com pressa, pense que alguns segundos a mais podem salvar sua vida. Esperar o sinal verde é um ato de respeito e cuidado — não só com você, mas com todos ao redor.”

Irene Rios - IA

6 de mai. de 2025

Mortes no Trânsito, no Brasil (2009–2023): O que dizem os números?




Pelos dados do DATASUS sobre óbitos por sinistros de trânsito no Brasil, observa-se uma redução expressiva a partir de 2015 — período em que o movimento Maio Amarelo, lançado em 2014, começou a ganhar maior visibilidade e mais mobilizações. Essa tendência de queda se manteve até 2020. No entanto, os dados mais recentes revelam um novo crescimento nas mortes, especialmente entre 2021 e 2023.

Alerta Importante!
Os números mostram que campanhas pontuais, como o Maio Amarelo, são fundamentais, mas não suficientes. É necessário investir em educação contínua para o trânsito, fiscalização eficaz, infraestrutura segura e políticas públicas integradas que promovam a mobilidade segura todos os dias do ano.


27 de abr. de 2025

Atividades para o Maio Amarelo


Maio Amarelo

No trânsito, há uma guerra,
Que destrói casebres e castelos.
Motoristas, pedestres e ciclistas
Vivem em constante duelo,
Em uma competição onde todos perdem,
Aquele que tem muito e o cidadão singelo.

Está na hora de buscar a paz,
De tirar os projetos do prelo.
Está na hora de um novo olhar,
De um olhar mais humano e paralelo,
De dar um basta à violência nas vias.
Está na hora de bater o martelo!


Cidadãs e cidadãos,
Vamos nos unir neste Maio Amarelo,
Envolver toda a sociedade
E reforçar muito bem os elos.
Que esse movimento seja a inspiração
E a chave para um futuro belo.

Está na hora de buscar a paz,
De tirar os projetos do prelo.
Está na hora de um novo olhar,
De um olhar mais humano e paralelo,
De dar um basta à violência nas vias.
Está na hora de bater o martelo!


Irene Rios


Sugestões de Atividades

1. Compreensão literal (3º e 4º ano do Ensino Fundamental)

a) Qual é o tema central do poema?
A violência no trânsito e a necessidade de promover uma cultura de segurança e paz nas vias.

b) Quem são os personagens envolvidos no “duelo” do trânsito, segundo o poema?
Motoristas, pedestres e ciclistas.

c) O que significa “tirar os projetos do prelo”?
Colocar em prática as ideias, tirar os planos do papel, realizar o que foi planejado. A expressão vem da época em que os livros e panfletos eram impressos em prelos (máquinas de impressão).

d) O que significa a expressão “bater o martelo”, usada na segunda estrofe?
Tomar uma decisão definitiva; no contexto, significa decidir coletivamente por um trânsito mais seguro e humano.

e) O que o poema quer dizer com “futuro belo”?
Um futuro com mais respeito, onde todas as pessoas possam circular com segurança no trânsito, sem medo, sem pressa, com empatia entre motoristas, ciclistas e pedestres.

f) Que movimento social é citado explicitamente no poema?
O movimento Maio Amarelo.

2. Interpretação e inferência (4º e 5º ano)

a) Por que a autora compara o trânsito a uma guerra?
Porque o trânsito está marcado por conflitos, desrespeito e mortes — como em uma guerra, todos saem perdendo.

b) O que o poema sugere como solução para os problemas no trânsito?
A união da sociedade, um olhar mais humano e o fim da violência nas vias.

3. Linguagem poética e figuras de linguagem (5º e 6º ano)

a) Identifique e interprete uma metáfora presente no poema.
“No trânsito, há uma guerra” – a guerra simboliza os conflitos e tragédias no trânsito.

b) A expressão “casebres e castelos” sugere o quê sobre as vítimas do trânsito?
Que a violência no trânsito afeta a todos, independentemente de classe social — ricos e pobres.

4. Interação, produção e reflexão (Diversas idades)

a) Que sentimentos o poema desperta em você? 
Resposta pessoal

b) Atividade visual (desenhos, colagens, frases curtas): “Do duelo ao elo” 

Criação de um painel coletivo com duas partes:

  • De um lado, representar a “guerra no trânsito”.

  • Do outro, ilustrar o “futuro belo” com segurança, empatia e respeito.

O painel pode ter como divisão uma faixa de pedestres com a fita amarela no centro.

c) Oficina de escrita criativa: “Está na hora de...”

Propor que cada pessoa escreva uma nova estrofe para o poema, começando com “Está na hora de...”.
Depois, montar um mural poético coletivo ou transformar os versos em um vídeo com narração e trilha.

d) Sarau temático: “Elo que inspira o belo”

Organize um sarau com:

  • Leitura do poema "Maio Amarelo" e de outros poemas sobre o trânsito, criados e/ou pesquisados pelos estudantes.

  • Apresentação de músicas, raps e paródias sobre o trânsito;

e) Dramatização: “Está na hora de bater o martelo!”

Escrever o texto de uma pequena peça teatral em que personagens do trânsito (motorista apressado, ciclista invisibilizado, pedestre distraído, criança sonhadora, idoso confuso, etc.) vivem conflitos que simbolizam essa “guerra no trânsito”. Ao final, surge uma personagem com um martelo dourado (a Justiça, a Consciência, ou o próprio Maio Amarelo), que interrompe a disputa e convoca todos à reflexão e à união.

Sugestão de Peça Teatral: “Hora de Bater o Martelo!”
 
Personagens:
  • Motorista Apressado

  • Ciclista Invisibilizado

  • Pedestre Distraído

  • Criança Sonhadora

  • Idoso Confuso

  • Maio Amarelo (ou Justiça / Consciência) – com um martelo dourado

Cena 1 – A guerra no trânsito

(No palco, simulação de uma rua com faixa de pedestre, uma bicicleta, cones ou placas desenhadas.)

Motorista Apressado (buzinando e gesticulando bravo):
— Sai da frente! Tenho pressa, não posso esperar pedestre nem ciclista!

Pedestre Distraído (olhando o celular e atravessando sem olhar):
— Nossa, quase fui atropelado… mas esse vídeo de gatinho é muito fofo!

Ciclista Invisibilizado (tentando se equilibrar no canto da rua):
— Ninguém me vê! Carro de um lado, moto do outro… parece que eu sou invisível!

Idoso Confuso (parado no meio da faixa, olhando para os dois lados):
— Para onde eu vou? O sinal está verde… mas verde pra quem, minha gente?

Criança Sonhadora (brincando de aviãozinho, correndo perto da rua):
— Zoommm… sou um avião! Ninguém me alcança!

(Todos começam a discutir, cada um defendendo seu lado, falando alto, apontando o dedo uns para os outros.)

Cena 2 – Surge a voz da consciência

(Barulho de martelo batendo três vezes. Luz amarela ilumina o palco. Entra o personagem Maio Amarelo, vestindo amarelo e segurando um martelo dourado.)

Maio Amarelo (com voz firme e calma):
— Silêncio! Basta dessa guerra!
— Cada um de vocês está pensando só no próprio lado… e ninguém sai ganhando desse jeito!

(Todos se calam, olhando surpresos.)

Maio Amarelo (aproximando-se de cada personagem):
— Motorista, sua pressa pode ser o motivo de uma tragédia. Vale a pena correr tanto?
— Pedestre, o celular pode esperar. A vida não pode ser pausada como um vídeo!
— Ciclista, sua segurança importa. E todos precisam enxergar você na rua.
— Vovô, você merece atravessar com calma e respeito.
— Criança, seu sonho é lindo, mas cuidado! A rua não é lugar de brincar.

Cena 3 – A decisão pelo respeito

Maio Amarelo (erguendo o martelo):
— Está na hora de bater o martelo… mas não para punir.
— Vamos decidir, juntos, por um trânsito de paz, respeito e cuidado com a vida?

(Os personagens se olham, abaixam as cabeças, refletem.)

Motorista Apressado (baixando a voz):
— Eu… posso desacelerar.

Pedestre Distraído (guardando o celular no bolso):
— Eu… posso prestar atenção.

Ciclista Invisibilizado (levantando a mão):
— E eu… posso exigir meu espaço com respeito, sem confronto.

Idoso Confuso (sorrindo):
— Eu quero poder atravessar sem medo.

Criança Sonhadora (abrindo os braços):
— E eu… vou brincar onde é seguro!

Cena Final – Todos juntos

(Todos dão as mãos. O personagem Maio Amarelo ergue o martelo dourado.)

Maio Amarelo (com voz firme):
— Vamos bater o martelo pela vida!
— Maio Amarelo: juntos por um trânsito mais humano e seguro!

(Todos juntos, olhando para o público, dizem em coro):
Paz no trânsito, a gente faz junto!

(Luz amarela intensa. Fecha a cortina.)

Irene Rios - IA

23 de fev. de 2025

Tema das Campanhas de Educação para o Trânsito de 2025 - SENATRAN

 

DESACELERE. SEU BEM MAIOR É A VIDA

Fonte: bitmoji

Vá devagar pelas vias percorridas.
Desacelere. Seu bem maior é a vida.

Se você desacelerar, vai ter tempo de olhar,
de pensar e decidir, qual atitude tomar.
O tempo se torna mais generoso,
e o trânsito menos perigoso.

Se você desacelerar, o respeito floresce
e a vida fortalece.
Com menos fumaça, o ar agradece,
o consumo reduz e o planeta enriquece.

Vá devagar pelas vias percorridas.
Desacelere. Seu bem maior é a vida.

Se você desacelerar, haverá menos colisão,
Mais segurança e menos aflição.
No trânsito, mais harmonia,
menos correria e mais alegria.

Se você desacelerar, vai sentir,
Que o maior tesouro é poder existir,
Cuidar do presente, cultivar o amor,
e viver cada instante com mais valor.

Irene Rios