8 de mar. de 2013

X Congresso Brasileiro sobre Acidentes e Medicina de Trafego


12 a 14 de setembro de 2013 - Foz do Iguaçú - PR

PROGRAMA PRELIMINAR (Sujeito à alteração)

Dia 12 de setembro - quinta-feira

CURSOS PRÉ-CONGRESSO

9h-17h
DF- O exame de aptidão física e mental do candidato portador de deficiência física Resolução nº267 do CONTRAN e NBR nº14970 da ABNT

9h-13h
AERO - Medicina Aeroespacial

14h-18h
Workshop -  Psicologia do Trânsito

13 de setembro - 6ª. Feira
 
  9h00 - 9h40
Medicina de Tráfego: uma ciência para salvar vidas no asfalto 
  9h50 - 10h30
As sequelas visíveis dos acidentes de trânsito
10h30
Coffe Break
11h - 11h30
Quando os dias se tornam noites
11h30 - 12h
Medicina aeroespacial Aspectos dos vôos comerciais 

12h - 12h30
Atendimento Pré-Hospitalar de vítimas de acidentes de trânsito
14h - 14h30

Habilitação como motoristas de pessoas com deficiência
14h40 - 15h10

Diretrizes  aplicadas na avaliação de condutores
 com doenças de alta prevalência 
15h20 - 16h

Doenças do sono associadas a acidentes
 com veículos automotores
16h
Coffe Break
16h30 - 17h

Diretrizes em Medicina de Tráfego
17h - 17h30

 Avaliação cognitiva de condutores e candidatos a
condutores de veículos automotores 
17h30 - 18h00

Campanhas de conscientização na redução de acidentes
18h00-18h30

Psicologia do Trânsito no Brasil e no Mundo 

14 de setembro - Sábado
 
  9h00 - 9h40
Acidentes de trânsito: quando as vítimas são
 crianças e adolescentes 
  9h50 - 10h30
 Cuidados oftalmológicos para o condutor de veículos 
10h30
Coffe Break
11h - 11h30
Mobilidade e segurança viária em uma sociedade em envelhecimento
11h30 - 12h
Panorama Acidentógeno da América do Sul 
12h - 12h30
Efeito do uso de drogas sobre o comportamento
ea cognição de motoristas 
14h - 14h30

Recomendações Brasileiras para a direção veicular em portadores de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis
 e arritmias cardíacas 
14h40 - 15h10

Diretrizes atuais da American Heart Association para Ressucitação Cardiopulmonar no Atendimento Pré-Hospitalar 
15h20 - 16h

Repercussão da tecnologia na direção veicular.
Abordagem do simulador como necessidade real no CFC.
Equipamentos de risco na direção veicular 
(celular, iphone, smarthfone, TV, GPS) 
16h
Coffe Break
16h30 - 17h

Mobilidade segura na terra, no mar e no ar
17h - 17h30

Uso de benzodiazepínicos e risco de acidente de trânsito
17h30 - 18h00

Comportamento de risco e agressividade no trânsito       
18h00-18h30

Síndrome do Caracol Seu carro: sua casa sobre rodas 

EVENTOS PARALELOS

Apresentação de Pôsteres

Encontro dos Presidentes das Federadas da ABRAMET

Reunião da Câmara Temática de Saúde e Meio Ambiente do CONTRAN

Prova para obtenção do Título de Especialista em Medicina de Tráfego

Inscrições e informações:
http://www.abramet.net/congresso/info.php?k=3 - Acesso em 08/03/2013

7 de mar. de 2013

Campanhas de trânsito agressivas são mais eficientes




A recente campanha para a segurança do trânsito no carnaval, apresentada pelo Ministério das Cidades, representa um novo momento para o combate à violência no trânsito brasileiro, com imagens mais diretas, realistas e agressivas. Mas será que campanhas mais violentas pode ajudar a reduzir o alarmante número de óbitos nas estradas do país?
Os números mostram que sim. No feriado de carnaval, foi registrada uma redução de 18% nas mortes em estradas federais, 24% levando-se em consideração o crescimento da frota brasileira. Claro, o mérito não é apenas da campanha, mas sim de uma ação conjunta com políticas mais eficientes de fiscalização e uma legislação mais rígida. Ainda assim, parece que este tipo de linguagem tem um efeito maior do que as usadas anteriormente, que apresentavam um tom mais leve.
O vídeo de carnaval mostra amigos de carro se envolvendo em uma colisão em um cruzamento, quando um carro de um motorista embriagado ultrapassa um sinal vermelho. Os jovens são mostrados feridos depois do acidente, que é filmado de forma bastante realista.
“Era necessário que as campanhas, principalmente nos comerciais de TV, mostrassem a realidade de um acidente de trânsito com todas as suas consequências”, explicou Agnelo Pacheco, publicitário que realizou a campanha para o Ministério das Cidades, em entrevista para o portal Administradores.com.  “Foi o que fizemos no filme de Carnaval, quando um grupo de jovens que não tinham bebido têm seu carro atingido por um jovem embriagado”.
Pacheco revelou ainda que o acidente registrado foi encenado com carros reais e um piloto equipado para aguentar o impacto. “Para que a cena fosse real, foi contratado um piloto especializado, com proteção forte em todos os pontos do veículo”, explicou. “Ele chocou seu carro contra o outro veículo, que só tinha manequins no lugar de gente, a uma velocidade de 140 km por hora. Com trucagens ou efeitos especiais, este choque não teria a força que a realidade trouxe para o comercial”.
O sociólogo Eduardo Biavati alerta que, em campanhas do tipo, é importante primeiro traçar qual público alvo você quer atingir. “O erro principal é elaborar campanhas com mil públicos diferentes em mente”, explica Biavati. “Temos um público prioritário em relação ao risco no trânsito: os jovens. No mundo inteiro, a faixa de maiores óbitos no trânsito é de cinco a 30 anos. São crianças, adolescentes e jovens adultos, que tem maior independência e maior circulação. Uma campanha para todos não dá certo. O grau de exposição ao risco é diferente”.
“Sabendo disso, temos que nos perguntar qual é a linguagem mais eficiente, senão, podemos cair em mensagens generalistas que não dão certo. Não dá pra fazer campanhas o tempo todo, os recursos são limitados”, continua. “Considerando isso, não há dúvidas de que o melhor caminho é uma linguagem que revele qual é o grau real de violência no trânsito”.

Na análise de Biavati, o Brasil agora começa a mudar o estilo das campanhas que podem ter maior eficácia no público jovem. “A última campanha grande que acompanhei foi essa do carnaval de 2013, e eu gostei. Ela se aproxima mais do realismo, com uma mensagem mais focada”, avalia.
Campanhas mais gráficas não são exclusividade do Brasil, e já são tradição em países como a Inglaterra e Austrália. A campanha que ilustra a matéria, por exemplo, veiculada pela Polícia de Trânsito de Bangalore, Índia, é extremamente violenta em sua mensagem, que alerta para os perigos de usar o telefone ao volante. No Brasil, a ideia ainda começa a pegar. “Só agora começamos a descongelar a percepção de que não é efetivo você apelar para a bondade das pessoas”, diz Biavati. “As campanhas anteriores tentavam tratar o assunto de forma mais leve, bem-humorada, e o resultado é que não deram certo. Não é para espirrar sangue nos comerciais, mas não podemos tratar a coisa como engraçada, até porque ela não é”.
Confira aqui a campanha do carnaval de 2013:
Confira um exemplo de campanha australiana:

Fonte: http://transitoseguro.net/index.php/?p=12081 - Acesso em 07/03/2013

A percepção dos motoristas sobre os cursos de 1° habilitação no país

Talita Inaba - Portal do Trânsito


Da redação do Portal do Trânsito
No período de 23 até 30 de janeiro, o Portal do Trânsito entrevistou 501 internautas através de um questionário on-line com 10 questões, cujo objetivo era verificar a opinião desses a respeito do curso de primeira habilitação no país.


Entre os entrevistados, 59% são homens e 41% mulheres, sendo que 91% deles já possuem a CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Quando perguntados se já dirigiram sem habilitação, 53% disseram que não. Além disso, 70% deles já foram parados em alguma blitz de fiscalização de documentação. No entanto, de acordo com Celso Alves Mariano, especialista de trânsito e consultor do Portal do Trânsito, se forem comparados o aumento da frota de veículos com a emissão de novas habilitações nos últimos anos - números que deveriam ter uma alta correlação- é fácil deduzir que muita gente não passou pelo CFC, mas está dirigindo. “A quase certeza de que não será descoberto dirigindo de forma irregular, ou com documentos vencidos ou débitos do veículo, acaba funcionando como um estímulo ao descumprimento da Lei. Porém, quando há fiscalização, uma onda positiva muda à crença popular do "não dá nada, tô tranquilo" para algo do tipo "agora não dá mais, vou ter que me regularizar", explica Mariano.

Mais da metade dos entrevistados, ou seja, 56% deles não aprenderam a dirigir antes dos 18 anos.

No que diz respeito ao processo de formação, 52% dos internautas disseram que foram “muito dedicados” durante o curso de primeira habilitação, enquanto 38% deles disseram que foram “dedicados”. Segundo Mariano, o nível de dedicação do aluno durante um curso de primeira habilitação interfere na sua aprendizagem de duas formas: de forma direta, naquele "mergulho intelectual" e "emocional" - acontece nos bons CFCs, nos necessários conceitos de cidadania, direção defensiva, legislação, etc, que são fundamentais para uma participação segura no trânsito; e, de forma indireta, nas ações cidadãs que devem se manifestar a partir daí: “quem faz um bom curso de primeira habilitação adquire uma visão crítica do mundo do trânsito e tende a participar dele não apenas como condutor, mas como cidadão, contaminando as outras pessoas com os conceitos de respeito e bom senso na utilização deste bem público”, diz o especialista.

A qualidade da autoescola que ofertou o curso de primeira habilitação foi avaliada por 52% dos entrevistados como “satisfatória” e 23% “muito satisfatória”.

Após o término do curso, 81% dos motoristas acreditam que desenvolveram novas aptidões para o trânsito.

De acordo com Fábio de Cristo, membro do Laboratório de Psicologia Ambiental da UnB, administrador do Portal de Psicologia do Trânsito, coordenador da Rede Latino-Americana de Psicologia do Trânsito e autor do livro Psicologia e trânsito - Reflexões para pais, educadores e (futuros) condutores, “durante um curso de primeira habilitação e no dia a dia do trânsito, são adquiridos conhecimentos das leis de trânsito e habilidades básicas para manobrar o veículo. No dia a dia, essas habilidades aumentam com a prática”, diz.

Saiba mais:

Livro: Psicologia e trânsito: Reflexões para pais, educadores e (futuros) condutores

O que se aprende na autoescola?

Na opinião dos alunos, o que deveria melhorar nos cursos de 1° habilitação por ordem de importância é: mais aulas práticas, qualificação dos instrutores, atualização de conteúdo cobrado pelos DETRANs em prova, modernização do material didático, estrutura física das autoescolas e mais aulas teóricas.

Resultados enquete habilitacao

Fonte: 

4 de mar. de 2013

Indenizações do DPVAT crescem quase cinco vezes mais que a frota


Talita Inaba - Portal do Trânsito


A Seguradora Líder DPVAT acaba de divulgar o balanço com as indenizações pagas pelo Seguro DPVAT de janeiro a dezembro de 2012. No período, foram contabilizadas 507.915 indenizações pagas por morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares, representando um aumento de 39% em relação ao ano de 2011. O crescimento do número de indenizações em 2012 foi superior ao aumento da frota, que ficou em 7,9%, quando comparado com 2011, chegando a 74,4 milhões de veículos.


Para a Seguradora Líder DPVAT, administradora do seguro no país, o aumento acentuado das indenizações pagas é impulsionado pelo crescimento de pedidos de invalidez permanente, além de um maior conhecimento da população sobre o acesso ao benefício. “A quantidade de pessoas que recebem a indenização por invalidez permanente aumentou principalmente devido ao alto número de motociclistas que estão muito mais expostos aos impactos de um acidente. Também temos realizado uma série de campanhas educativas para a população brasileira sobre o direito ao Seguro DPVAT. A Seguradora expandiu os locais de atendimento para a vítima dar entrada no pedido de indenização com a parceria com os Correios”, afirma o diretor-presidente da Seguradora, Ricardo Xavier.

Embora representem 27% da frota nacional de veículos, as motocicletas foram responsáveis por 69% das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT em 2012. Nestes casos, 72% das vítimas são os próprios motociclistas. Os automóveis, que respondem por 60% da frota nacional de veículos, foram os responsáveis por 25% das indenizações pagas em 2012. Para os acidentes indenizados ocasionados por automóveis, 52% das vítimas foram pedestres. De todas as indenizações pagas em 2012, 58% dos beneficiários foram os motoristas.

O perfil das vítimas que receberam indenização permaneceu estável. A grande maioria é composta por homens de idades entre 18 e 34 anos, representando 40,97% Os homens representaram 77% das indenizações pagas. A maior incidência das vítimas de ambos os sexos foram os motoristas, totalizando 58% sendo 45% destes, do sexo masculino.

Mapa dos acidentes pelo país

O Nordeste foi a região com maior quantidade de indenizações do Seguro DPVAT - 29%, quando comparado com as outras regiões. A liderança se deve aos acidentes com motocicletas que totalizaram 65% dos pagamentos. A região Sul vem logo a seguir com 28%.

Quando analisadas apenas as indenizações de morte, o Sudeste do país continua em primeiro lugar. A região representa 38% dos benefícios pagos, sendo São Paulo o estado com o maior percentual: 19% das indenizações por morte no Brasil foram entregues aos beneficiários legais das vítimas.

As estatísticas completas do balanço de 2012 do Seguro DPVAT estão disponíveis no site da Seguradora Líder DPVAT, na sala de imprensa, em Boletim Estatístico.

Sobre o DPVAT

O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, mais conhecido com Seguro DPVAT, existe desde 1974. É um seguro de caráter social que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, sem apuração de culpa, seja motorista, passageiro ou pedestre. O DPVAT oferece coberturas para três naturezas de danos: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares (DAMS).

A atual responsável pela administração do Seguro DPVAT é a Seguradora Líder - DPVAT, que tem o objetivo de assegurar à população, em todo o território nacional, o acesso aos benefícios do Seguro DPVAT. O procedimento para o recebimento do seguro pelas vítimas de trânsito é simples e não é necessário intermediário para dar entrada no pedido de indenização. Há seguradoras em todo o Brasil para receber as vítimas de trânsito. Basta apresentar os documentos na seguradora escolhida no prazo de três anos a contar da data da ocorrência do acidente.

O pagamento da indenização é feito em conta corrente ou poupança da vítima ou de seus beneficiários, em até 30 dias após a apresentação da documentação necessária. O valor da indenização é de R$ 13.500 no caso de morte e de até R$ 13.500 nos casos de invalidez permanente, variando conforme o grau da invalidez, e de até R$ 2.700 em reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas.

Os recursos do Seguro DPVAT são financiados pelos proprietários de veículos, por meio de pagamento anual. Do total arrecadado, 45% são repassados ao Ministério da Saúde (SUS), para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país. 5% são repassados ao Ministério das Cidades, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito. Os demais 50% são voltados para o pagamento das indenizações.

Fonte: Segs.com.br

Disponível em 

2 de mar. de 2013

Propagandas que sugerem irresponsabilidades ao volante: há caminho alternativo?

Estudiosos e publicitários apontam maneiras para evitar mensagens de imprudência no trânsito.

André Marques e Shenara Pantaleão

Além da rivalidade entre as montadoras de veículos em suas campanhas publicitárias, um ponto polêmico é a apologia ao desrespeito às normas de trânsito, em especial quanto aos limites de velocidade. Entre 2007 e 2012, por exemplo, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) registrou 31 denúncias contra as montadoras por sugerirem desrespeito no trânsito em seus anúncios, grande parte por meio da acusação dos consumidores. Todo o histórico de denúncias fica registrado no site, mas é o Conselho que decide pelo arquivamento (caso considere improcedente) ou sugere penalidades como a recomendação de alteração do anúncio, correção ou sustação definitiva. Apesar da participação do público em retirar de circulação propagandas que podem ferir a legislação, a publicitária e jornalista Cynthia Bertholini e o economista Florindo Enoki, autores do estudo “Publicidade de automóveis no contexto da educação para o trânsito” – que avaliou 18 comerciais de automóveis –, mostram-se preocupados com o cenário do trânsito no Brasil, mas, para eles, nem sempre as campanhas são as únicas responsáveis pela má conduta no nas vias. “A propaganda não é só o reboque, mas a propulsora dos anseios da sociedade.”

Propaganda da Volkswagen, um dos exemplos 
analisados no estudo por Cynthia e Enoki.
Crédito: Divulgação

Em busca de reforçar a boa conduta no trânsito, foi sancionada a Lei Federal 12.206/2009, que determina a obrigatoriedade de mensagem educativa de trânsito em todas as peças publicitárias de produtos da indústria automobilística ou afins. Na avaliação dos autores do estudo, essas mensagens não recebem o destaque merecido. “A exigência de mensagens educativas impõe, ainda que quase subliminarmente – de tão rápidas que são – um certo cuidado, nem sempre trabalhados plasticamente pelas peças publicitárias, o que seria muito mais interessante.” Para eles, os governos deveriam buscar parcerias com a indústria automobilística para incentivar atitudes que tornassem o trânsito civilizado.

Para não repassar mensagens que possam sugerir irresponsabilidades ao volante, a Chrysler do Brasil, por exemplo, procura focar nas principais qualidades do produto.  De acordo com Luiz Tambor, gerente de Marketing e Vendas da empresa, o departamento analisa criteriosamente todas as propostas criadas pela agência de publicidade. “Mas pode haver casos em que algum aspecto da campanha tenha uma avaliação diferente da prevista. Quando isso acontece, agimos rapidamente, para minimizar qualquer conflito”, acrescenta o gestor.

De acordo com Manir Fadel, Chief Creative Officer da Lew’laraTBWA, agência que produz campanhas para a Nissan, não passa pela cabeça dos criativos algo que seja contra os bons hábitos no trânsito. “A função da propaganda é entreter o consumidor, melhorar cada vez mais a imagem da marca e, obviamente, ajudar a vender. Somente ideias com as quais as pessoas se identifiquem conseguem isso. E ninguém quer ligar a TV, o computador ou abrir o jornal e ver algo que os incentive a colocar a vida em risco.”

Para Enoki e Cynthia, as campanhas das montadoras, ao enfatizarem a potência, a velocidade, o torque, a beleza, a superioridade e a individualidade, certamente não estão contribuindo para a civilidade. “Quando vendem veículos, as montadoras sabem exatamente quem é o seu público-alvo, do que gosta. A montadora escolhe qual imagem quer associada ao seu produto. É aí que pode contribuir para a construção de uma imagem positiva ou negativa, conforto, velocidade, solidariedade, individualismo e por aí vai”, apontam.

O Conar oferece em seu portal o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, que conta com um tópico para a propaganda de veículos motorizados. Confira abaixo as exigências e, caso acredite que algum anúncio merece denúncia, basta acessar a página (www.conar.com.br) e clicar em “Faça sua reclamação para propaganda” no cabeçalho do site.

O que não pode conter em um anúncio de automóveis, caminhões, ônibus e tratores:

1. A divulgação de dados de desempenho que correspondam a condições de uso atípicas para a maioria dos consumidores – a não ser quando tais condições forem claramente especificadas.

2  Sugestões de utilização do veículo que possam pôr em risco a segurança pessoal do usuário e de terceiros, tais como ultrapassagens não permitidas em estradas, excesso de velocidade, não utilização de acessórios de segurança, desrespeito à sinalização, desrespeito aos pedestres e às normas de trânsito de uma forma geral.

3. Indução ao desrespeito às regras de silêncio e de higiene das vias públicas, bem como aos recursos naturais e ecológicos quando em viagem.

4. Indução ao erro quanto às características específicas do veículo, tais como consumo, velocidade, desempenho, conforto e segurança.

Fonte: 
-

1 de mar. de 2013

Audiência do Site, em Fevereiro de 2013




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Indenizações pagas pelo DPVAT registram crescimento de 39%

Talita Inaba - Portal do Trânsito


Da redação do Portal do Trânsito

A Seguradora Líder, responsável pelo pagamento do seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) divulgou nesta terça feira (26) o boletim referente ao ano de 2012 sobre acidentes de trânsito.

Os casos de Invalidez Permanente representaram a maioria das indenizações pagas pelo seguro no período, 69%, mantendo o mesmo comportamento observado no ano anterior e representando um crescimento de 47% em relação às indenizações de 2011.

Nos casos de morte apesar de apresentar um crescimento de 5% em relação a 2011, sua participação em 2012 foi menor na quantidade de sinistros pagos em relação às demais coberturas.

Em números absolutos foram pagas 352.495 indenizações por invalidez permanente e 60.752 por mortes no período de janeiro a dezembro de 2012.

No ano de 2012, a maior incidência de indenizações pagas foi para vítimas entre 18 e 34 anos (51%), predominantemente do sexo masculino (41%), mantendo o comportamento observado no ano de 2011.

De janeiro a dezembro de 2012, a maioria das vítimas indenizadas pelo Seguro DPVAT foram do sexo masculino, 77%, percentual idêntico ao ano anterior. A maior incidência de vítimas foram os motoristas (58%), e dentre estes, 45% foram do sexo masculino.

A maior incidência foi de Invalidez Permanente, que representou 69% das indenizações pagas, aumentando em 4 pontos percentuais a participação dessa cobertura frente o mesmo
período de 2011.

No ano de 2012, a motocicleta representou a maior parte das indenizações, 69% dos pagamentos, sendo o anoitecer o período de maior incidência de acidentes indenizados, seguido pela tarde.

De janeiro a dezembro de 2012, 58% das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT, por tipo de vítima, foi para motoristas, sendo que o período com maior incidência de acidentes indenizados foi o anoitecer seguido pela tarde.

Para ler o Boletim Estatístico na íntegra, clique aqui.