1 de jan. de 2016

Especialistas apontam soluções para melhorar convivência entre ciclistas e veículos nas estradas de SC


Educação, punição e planejamento são caminhos apontados por especialistas para evitar acidentes e mortes no trânsito.


Jornalista morreu atropelado enquanto andava de bicicleta na SC-401, na manhã de domingo Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

A morte do jornalista Róger Bitencourt, atropelado por um motorista embriagado no último domingo, na SC-401, em Florianópolis, expôs novamente o cenário conturbado das ruas e estradas de Santa Catarina. Reverter o quadro das estatísticas negativas no trânsito passa diretamente por mudanças que exigem medidas a curto e longo prazo. A alteração desse panorama só ocorrerá, sentenciam especialistas, se forem iniciadas ações em três frentes: educação, conceito de trânsito e impunidade. Para as duas primeiras, as medidas vão surtir efeito a longo prazo. Mas, para combater a impunidade é necessário agir imediatamente.

No caso do atropelamento do último domingo, por exemplo, o motorista da Parati que atingiu Bitencourt e outro ciclista tinha se envolvido em mais um acidente em 2010. Naquela ocorrência ele também estava embriagado, pagou fiança e foi liberado. A decisão administrativa que suspendeu a carteira de motorista dele foi publicada em 16 de novembro de 2015, ou seja, cinco anos depois do crime.

—Dificilmente quem comete crime de trânsito é condenado. Isso faz com que as pessoas cometam infrações sem se preocupar com punição. Não basta dizer para não beber e dirigir, tem que se fazer refletir sobre a consequência disso, o que está por trás da infração e trabalhar a raiz do problema — aponta a mestre em Educação com pesquisa em campanhas educativas para o trânsito, Irene Rios.

O combate a isso a curto prazo, explica Irene, só pode ser feito com fiscalização. Mas, as medidas de impacto a longo prazo envolvem educação. Um trabalho que inicia na família e vai até as escolas.

— A educação precisa ser feita com qualidade, não só distribuir panfleto em semáforo. Não adianta o professor dar a orientação se o pai fala que não precisa, se ele bebe e dirige. Começa na família e na escola é uma continuidade, onde o professor pode trabalhar o assunto de trânsito junto com o conteúdo previsto — detalha Irene.

O terceiro fator, e talvez o mais complicado, passa pela forma com que o trânsito é pensado. A especialista em planejamento e gestão de trânsito Márcia Pontes destaca o culto ao carro como problema. Desde as ações governamentais até o pensamento dos condutores influenciam na ideia de que os veículos motorizados precisam ter prioridade:

— Quando se fala em trânsito, se leva para o motorizado. As pessoas não pararam para pensar ainda na harmonização entre veículos motorizados, pedestres e ciclistas. Os motoristas também têm muito egoísmo, pensam que a via é deles e que não precisam dar espaço.

Os acidentes com mortos e feridos na SC-401, em Florianópolis, e em outras partes do Estado mostram que as relações entre ciclistas e motoristas precisam de ajustes urgentes. Entre os cicloativistas, é unânime que o desrespeito no trânsito com quem usa bicicleta é diário. O ciclista Ari Boehme critica as ações voltadas para os carros, com pouca estrutura para as bicicletas:

— Estamos em uma civilização carrocentrista. O planejamento é todo para os carros. Cidades têm que abrir espaço para pessoas.

O presidente da Associação dos Treinadores de Corrida (ATC) de Santa Catarina, Fabiano Braun, relata que os corredores e ciclistas penam com falta de informação por parte dos motoristas. Muitos desconhecem as regras de trânsito para pedestres e ciclistas. Para combater essa desinformação, ele garante que a ATC promoverá campanhas:

— Faremos campanhas e vamos cobrar o governo para que sejam feitas fiscalizações da Lei Seca. Vamos mudar esse cenário criando ações para repassar informação.

A especialista em gestão e planejamento de trânsito, Márcia Pontes, reforça que o ciclista precisa ser visto como parte do trânsito, e não como um empecilho:

— O veículo motorizado reina e esse é o maior motivo de não ter harmonia entre ele e o pedestre. O ciclista é visto como alguém que atrapalha o trânsito, mas a bicicleta foi reconhecida pela ONU como tipo de veículo mais sustentável e limpo.

Audiência do site em dezembro de 2015


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20 de dez. de 2015

Comoção em Campanhas Educativas para o Trânsito: Um estudo com jovens e adultos


COMOÇÃO EM CAMPANHAS EDUCATIVAS PARA O TRÂNSITO: UM ESTUDO COM JOVENS E ADULTOS - Página 268 - Irene Rios / Carla Carvalho.

Download do arquivo, aqui!

Pesquisa revela que maioria dos ciclistas usa bicicleta como transporte

Da Agência Brasil



O levantamento revelou que 61,8% dos entrevistados usam a bicicleta como meio de transporte há menos de 5 anos e 26,4% dos ciclistas combinam o veículo com outro meio de transporteArquivo/José Cruz/Agência Brasil

A maioria dos ciclistas de dez regiões metropolitanas do Brasil usa a bicicleta como transporte, para ir ao trabalho (88,1%) e pedala cinco dias ou mais por semana (71,6%). os números constam da pesquisa Perfil do Ciclista Brasileiro, produzida pelas organizações-não governamentais Observatório das Metrópoles e Transporte Ativo.

O levantamento revelou que 61,8% dos entrevistados usam a bicicleta como meio de transporte há menos de 5 anos e 26,4% dos ciclistas combinam o veículo com outro meio de transporte (ônibus e metrô). A maior parte (56,2%) leva entre 10 e 30 minutos em suas viagens, tem entre 25 e 34 anos de idade (34,3%) e renda entre um e dois salários mínimos (30%).

Inédita, a pesquisa, realizada entre agosto e setembro deste ano, informou renda, escolaridade, motivações e principais destinos e demandas de quem anda de bicicleta para deslocamentos. Mais de cinco mil ciclistas foram entrevistados nas cidades de Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Manaus (AM), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

O trabalho indicou ainda que a principal motivação para começar a utilizar a bicicleta como modo de transporte urbano é a rapidez e praticidade (42,9%). Entre os pesquisados, 34,6% apontam a educação no trânsito como principal problema no dia a dia. Metade dos entrevistados afirmou que mais infraestrutura cicloviária daria motivação para pedalar mais.

Os dados foram apresentados hoje na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília. Para Nilo Saccaro, da Coordenmação de Sustentabiliade do órgão, os números mostram que as cidades precisam cada vez mais dos ciclistas. “Não é uma questão ideológica. Percebemos que o transporte individual se esgotou. Não cabem mais carros nas ruas e nem mais ruas nas cidades.”

Renata Florentino, coordenadora da ONG Brasiliense Rodas da Paz, destacou que o uso das bicicletas como transporte não é mais esporádico. “As cidades brasileiras estão reféns de um modelo saturado, que é o do carro. As bicicletas surgem como alternativa pelo baixo custo e pelo tempo de deslocamento, que nunca foge ao controle.”

A pesquisa completa, com dados específicos de cada região, está disponível no site do Observatório das Cidades.

Especialista responde dúvidas do público sobre educação no trânsito

O consultor de Comportamento no Trânsito Horácio Figueira esteve no Como Será? e falou sobre as principais infrações cometidas por brasileiros.

No programa, Horácio falou sobre os principais abusos no trânsito cometidos pelos brasileiros (Foto: Globo)
No programa, Horácio Figueira falou sobre os principais abusos no trânsito cometidos pelos brasileiros
(Foto: Globo)
Você sabia que e o Brasil é país campeão no ranking de mortes no trânsito? Como fazemos para tentar diminuir esse número? Para responder a essa e outras perguntas, o consultor de Comportamento no Trânsito Horácio Figueira esteve no Como Será? (veja o vídeo aqui) e agora responde as dúvidas do público enviadas pelos nossos telespectadores através do VC no Como Será?. Confira!


1 - É permitido pelo Código de Trânsito as motos trafegarem entre os veículos? – pergunta enviada por Sérgio Rodrigues.

Formalmente não é permitido. É sim tolerado. O CTB simplesmente se omite. Apesar de ter sido vetado em 1997 o “Artigo-56º – É proibida ao condutor de motocicletas, motonetas e ciclomotores a passagem entre veículos de filas adjacentes ou entre a calçada e veículos de fila adjacentes a ela”, o CTB vale ou não vale para as motocicletas e seus condutores? Atualmente as motos circulam aonde? O espaço onde elas circulam não é previsto no CTB. Não existem interfaixas. Obviamente o CTB não prevê interfaixas ou entre faixas até por que as larguras das “faixas de trânsito” devem guardar distância lateral entre veículos, por segurança, como definem as normas nacionais e internacionais de engenharia de tráfego. A definição de “faixas de trânsito” está no CTB:


Faixas de Trânsito – qualquer uma das áreas longitudinais em que a pista pode ser subdividida, sinalizada ou não por marcas viárias longitudinais, que tenham uma largura suficiente para permitir a circulação de veículos automotores. 

Existem outros artigos que poderiam e deveriam ser aplicados, como por exemplo: 

Art. 188º Transitar ao lado de outro veículo, interrompendo ou perturbando trânsito. 
Art. 192º Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáticas do local da circulação e do veículo. 
Art. 196º Deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação. 
Art. 199º Ultrapassar pela direita, salvo quando o veículo da frente estiver colocado na faixa apropriada e der sinal de que vai entrar à esquerda: 
Quando uma moto ultrapassa entre dois veículos ela está ultrapassando um pela esquerda e outro pela direita. Simples assim. 
Art. 227º Usar buzina: 
I. em situação que não a de simples toque breve como advertência ao pedestre ou a condutores de outros veículos; 
II. prolongada e sucessivamente a qualquer pretexto; 
III. entre as vinte e duas e as seis horas; 
Infelizmente os órgãos de trânsito no Brasil se omitem, por receio de protestos e preferem tolerar e só incentivam o aumento do número de mortos e mutilados nesse tipo de veículo no Brasil. Só falta aplicar o que já existe no CTB! 

2 - Um pedestre pode atravessar na faixa, mesmo quando o farol estiver fechado para ele? – pergunta enviada por Juliano Jorge.

Não é o mais adequado e nem seguro, mas se o pedestre já tiver iniciado a travessia e o semáforo ficar verde para o veículo ele tem o direito de concluir a travessia com segurança (Art. 214º). O problema mais grave é quando no cruzamento semaforizado não existem os focos para os pedestres com os tempos máximos de espera e adequados de travessia para todos os tipos de pedestres (idosos, jovens, etc.) e aí ele tem que se guiar pelos focos para os veículos o que não é seguro. Em minha opinião deveria ter uma lei do CONTRAN que obrigasse as Prefeituras de todas as cidades do Brasil a instalar o conjunto semafórico completo, ou seja, para veículos e pedestres. Não fazem por economia (o que ganhamos: mortos e mutilados). A travessia segura tem de ser uma certeza e não uma probabilidade.

3 - Trabalho como instrutora teórica e gostaria de saber quais os motivos levaram o novo código a substituir a preferência em vias não sinalizadas (regra da mão direita)? Por que a mudança? Com que embasamento? – pergunta enviada por Clarice da Silva Nunes.

No Art. 29º-III, quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem de local não sinalizado, terá preferência de passagem:
a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver circulando por ela; 
b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela; 
c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor. 
Esta regra é universal, aonde os veículos circulam pela direita e aonde se recomenda que o condutor do veículo que vier pela esquerda deve parar e sinalizar com a mão direita para que o outro condutor siga. Mas sempre cabe um lembrete de segurança, se for cruzar uma via que não tenha nenhuma sinalização de preferência: PARE, visualize e depois siga com segurança. 

4 - Por que as escolas brasileiras não ensinam os primeiros socorros nas escolas? Se ensinassem desde pequenos para nossas crianças, hoje muito mais pessoas poderiam ser salvas por nós! – pergunta enviada por Filipe Santana.

As escolas deveriam ensinar a educação no trânsito de forma transversal, como previsto no CTB desde 1997 e até hoje não implantado no Brasil, salvo algumas exceções de governos estaduais e iniciativas de algumas e cidades, para preparar as pessoas para serem cidadãos, pedestres, ciclistas e depois condutores. Creio que primeiros socorros devem ser ficar restritos às pessoas especializadas ou na fase de habilitação aonde são falados conceitos básicos e até em muitos casos não se deve tocar na vítima. O que precisamos mesmo é ter menos infrações e menos incidentes (“acidentes”) de trânsito.

5 - Gostaria de saber se existe de fato uma lei que nos proteja e anule a multa caso não receba a notificação no prazo de 30 dias após a aplicação desta multa. E a mesma esteja só na internet sem nenhuma especificação, apenas informando que é uma AI e que foi uma multa de velocidade com 50% acima do valor da permitida. Não informa a velocidade do carro, a permitida, a imagem, nada! Gostaria de recorrer, mas não sei como! – pergunta enviada por Ana Patricia Freitas.

Há controvérsias em relação a como contar o prazo: O Contran diz que o órgão ou entidade de trânsito possui o prazo de 30 (trinta) dias para entregar a notificação da autuação à empresa responsável por seu envio, ao passo que o Superior Tribunal de Justiça preceitua que o órgão ou entidade de trânsito possui o prazo de 30 (trinta) dias para entregar a notificação ao infrator. Se permitir, como dica de segurança, recomendo apenas que você respeite os limites de velocidade, pois as placas de regulamentação não estão lá decorando a via e sim visando garantir a sua segurança e dos demais usuários da via. A maioria dos testes de impacto feitos com automóveis são à uma velocidade entre 50 e 60 km/h. Segundo estudos feitos na Inglaterra, com atropelamentos, a 32 km/h há 5% de chances de um automóvel causar a morte num pedestre. A 48 km/h teremos 45% de óbitos e a 64 km/h teremos 85% de pedestres mortos.

6 - Monitoramento das cidades de uma forma constante seria quase impossível atualmente, porém, sei que no código de trânsito brasileiro toda infração de trânsito deve ser referendada por um agente de trânsito. Gostaria de saber qual a possibilidade de tornar cada cidadão um fiscal de trânsito, já que todos hoje em dia têm um telefone com câmera e poderiam filmar um condutor cometendo uma infração e enviar para um órgão competente para tomar as devidas providências. – pergunta enviada por Rafael Guedes.

A sua ideia é boa como forma de pressão social. Não temos o poder de autuar, mas temos o poder de denunciar ao órgão de trânsito a localização (cruzamento, dia e horário), os tipos de infrações e os infratores que estão colocando em risco a vida de pedestres, de ciclistas e de condutores. Com os aplicativos fica fácil. Em algumas infrações (velocidade, semáforo vermelho, etc.) a tecnologia não precisa do agente humano e todos os equipamentos são aferidos pelo Inmetro. Uma idéia que defendo há pelo menos 15 anos é de que a fiscalização, seja humana ou eletrônica, seja feita de forma totalmente aleatória, com sorteio no computador do cruzamento/local, dia da semana e período, para que os condutores não tenham o controle da fiscalização, o que vai resultar na diminuição dos índices de infrações (atitudes de risco) e em consequência o de acidentes, pois elas têm correlação estatística. Cobre do seu prefeito e do secretário de Transporte da sua cidade a fiscalização aleatória.

7 - Minha dúvida é em relação ao que me ocorreu ontem. Estava dirigindo quando passei por uma rotatória, estava na faixa de dentro, da esquerda, contornei parte da rotatória e segui em frente. O motorista que estava na faixa do meio queria subir e quase bateu no meu carro e ainda buzinou. Eu entendo que quem está na faixa de dentro pode contornar a rotatória ou seguir em frente, e as demais faixas só podem seguir em frente. Gostaria de saber se estou certa ou errada. – pergunta enviada por Alessandra.

Em toda rotatória existem fluxos de entrelaçamento, pois você entra em um ponto e irá sair em outro. Depende da sinalização horizontal (de solo) existente em cada faixa indicando os movimentos permitidos (esquerda, em frente ou à direita), com as setas direcionais. Caso não tenha sinalização, aí vale o bom senso de sempre ligar a seta, antes da mudança de faixa de circulação, indicando aos demais condutores sua intenção e aí vale a regra da segurança, na dúvida reduza um pouco a velocidade até que o outro veículo ultrapasse você e mude de faixa à sua frente e depois você continua na sua faixa ou então muda para a faixa desejada sem atritos. Cabe lembrar que uma rotatória é um local de pequena extensão, de muita atenção e onde devemos diminuir a velocidade. Alguns segundos de espera só vão lhe fazer bem. Você fica menos estressada e evita situações de risco.

8 - Sou instrutora e diretora de ensino de uma autoescola em Minas Gerais. Foi muito bem colocado pelo entrevistado o paralelo entre Trânsito e Amor (Amor ao próximo). Em meio a uma cultura tão desumana como nós instrutores, diretores e proprietários de autoescola podemos contribuir na formação deste condutor em 45 horas de aulas teóricas e 20 ou 25 horas de aulas práticas, se o mesmo não recebe do estado o cumprimento do artigo 76 do CTB, e os CFCs Centro de Formação de Condutores (autoescolas). Sem contar o meio voraz comercial em que vivemos, onde sermos melhores e aprovarmos mais e não qualificarmos mais. A inversão de valores na sociedade nos impede de irmos além. Quais alternativas podem ser apontadas para um trabalho brilhante na formação deste candidato a condutor (mais humano, com mais amor próprio, com mais empatia)? – pergunta enviada por Elida de Souza Candido.

Mesmo com as limitações de carga horária, a forma que considero mais eficiente é começar pela sensibilização das pessoas, pelo lado humano, ilustrando situações de cidadania, de uma forma geral, procurando mostrar que somos pessoas com muitos direitos e muitos deveres também. Quando for falar dos artigos do CTB, comece por ilustrar as consequências de cada comportamento de risco, deixando por último a questão dos pontos na CNH e do valor das multas. Cite, por exemplo, os riscos de incidentes ao passar por um semáforo vermelho, não parar no “PARE”, não uso cinto de segurança, dirigir alcoolizado, usar o celular ao volante, não dar seta nas conversões e mudanças de faixas, etc. Procure fazer uma dinâmica de grupo e de sensibilização inicial com os alunos, utilizando filmes de 1 ou 2 minutos que existem na internet: Vocês gostariam de encontrar nas vias condutores que dirigem assim? Se sentiriam seguros quando estiverem apenas caminhando como pedestres e vão atravessar a via? Existe o “acidente” de trânsito? Ou existem muitas infrações que geram incidentes de trânsito? Segundo pesquisas que realizo há mais de 15 anos, no Brasil, para cada multa que um condutor recebe em média por ano e reclama ele comete em média 10.000 (dez mil) infrações por ano.

9 - Gostaria de saber qual o tempo que leva para 300ml de cerveja saírem do sangue e não constarem mais no bafômetro – pergunta enviada por Joao Batista Leite.

Segundo o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), em São Paulo, como regra geral, é possível dizer que quem consome uma lata de cerveja (350 ml) deve esperar entre duas a quatro horas antes de poder assumir o volante com tranquilidade. No entanto, a variabilidade entre as pessoas é tão grande que esse tempo pode dobrar, mesmo quando doses idênticas são consumidas. Na verdade, não existe dose segura. Caso pretenda dirigir, o melhor é não ingerir bebidas alcoólicas. A sua segurança, a dos que estiverem no seu veículo e das demais pessoas do lado de fora vale muito mais do que o risco de tomar bebidas alcoólicas.