19 de abr. de 2012

Artigo – A transversalidade na educação para o trânsito.

Uma maneira de formar cidadãos com comportamentos mais seguros no trânsito
 
Edilson Fernando CARDOSO Júnior*

Assistimos atônitos as manchetes dos jornais dando conta que pessoas são mutiladas e muitas vezes mortas no trânsito. Dados do Ministério da Saúde dão conta que só em 2010 morreram 40.610 pessoas vítimas da violência no trânsito. Algo lamentável. E o que fazer para revertermos esse cenário?

Não há outra saída a não ser Educação para o Trânsito de qualidade, Esforço Legal (Fiscalização eficiente) e Condições (Engenharia) adequadas das vias públicas. Esse é o tripé para um trânsito seguro. Nesse sentido, a curto prazo, para aumentarmos a segurança no trânsito é necessário tornar a fiscalização mais rigorosa e as vias mais trafegáveis e bem sinalizadas.

No campo da fiscalização até já temos tido a edição de leis mais rígidas, como foi o caso da Lei nº 11.275/06 que possibilitou, em linhas gerais, ao agente de trânsito configurar a infração constante no artigo 165 do Código de Trânsito (dirigir sob efeito de álcool) na recusa do condutor em se submeter ao teste do etilômetro ou de outros exames. Em seguida, foi sancionada a Lei nº 11.705/08, a conhecida “Lei Seca”, ambas concebidas para conter a escaladas nos números da violência no trânsito e também para punir de forma dura condutores que fazem a perigosa associação de álcool e direção.

Contudo, como no Brasil já se criou a cultura de serem editadas normas com inúmeras “brechas jurídicas”, a tão temida Lei Seca, também vem perdendo fôlego, principalmente após a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça – STJ, que limitou apenas o teste de etilômetro ou o exame de sangue como meio de prova para caracterização do crime tipificado no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro – CTB.

Assim, para sanar tais “brechas” é que o Congresso Nacional se apressa para aprovar o projeto que torna admissíveis imagens de câmeras de vídeo e de celulares, testemunhos de agentes de trânsito ou de outras pessoas, como meio de prova para configuração do crime de constante no artigo 306 do CTB.

Entretanto, não se pode achar que apenas tornando as leis mais rígidas poderemos reduzir a violência no trânsito. Lógico que o rigor da norma tem papel importante nessa redução, mas, só ela, repita-se, não é suficiente para a redução da violência viária. Desse modo, a maneira mais eficiente para reduzirmos a violência nas vias, é trabalharmos maciçamente na educação para o trânsito de forma transversal desde a tenra idade, ou seja, a partir da educação infantil e não tratarmos do assunto apenas com jovens em idade de candidatar-se a uma habilitação veicular, os quais, na sua maioria, já estão com sua personalidade quase toda formada.

Com isso, é de fundamental importância que os governos incluam nas estruturas curriculares das escolas, o trânsito como tema transversal, vez que preenche todos os requisitos estipulados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s, reconhecendo-o como sendo de urgência social, pois os problemas decorrentes do trânsito atingem toda a população.

E, quando se fala dessa inclusão nas estruturas curriculares, não é algo de outro mundo e que seja difícil de se fazer. O que falta é apenas vontade política, pois o Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN já editou a Portaria nº 147/09 aprovando as Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito na Pré- Escola e no Ensino Fundamental, faltando apenas, como já dito, ser implementada.

Nesse passo, é necessário também, que os gestores públicos entendam que, quando a criança desde cedo é estimulada a compreender e a interagir com a dinamicidade que é o trânsito, certamente se tornará um adulto mais preparado para lidar com os conflitos decorrentes das relações humanas no trânsito.

Sobre a importância da interação da criança com o meio social em que vive para o bom desenvolvimento desta, VYGOTSKY apud REGO¹, assim conclui: “o desenvolvimento do sujeito humano se dá a partir das constantes interações com o meio social em que vive, já que as formas psicológicas mais sofisticadas emergem da vida social. Assim, o desenvolvimento do psiquismo humano é sempre mediado pelo outro (outras pessoas do grupo cultural) que indica, delimita e atribui significados à realidade. Por intermédio dessas mediações, os membros imaturos da espécie humana vão pouco a pouco se apropriando dos modos de funcionamento psicológico, do comportamento e da cultura, enfim, do patrimônio da história da humanidade e de seu grupo cultural.”

Portanto, verifica-se a necessidade de desde cedo trabalharmos nas crianças, valores que são de fundamental importância para a harmonia nas relações humanas, como, o respeito ao próximo, a obediência, a solidariedade, a prudência, o equilíbrio, a compreensão e a responsabilidade. No entanto, enquanto não trabalharmos a questão da educação para o trânsito de forma transversal, continuaremos a assistir cada dia mais o aumento das várias formas de violência no trânsito.

¹ – REGO, Teresa Cristina. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópoles, RJ. 1995.

*Oficial da PMMA; Bacharel em Segurança Pública; Instrutor do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PMMA do Curso de Formação Especial de Sargentos 2008 da disciplina Policiamento Ostensivo Rodoviário de Trânsito; Atualmente Instrutor da Academia de Polícia Militar Gonçalves Dias no Curso de Formação de Oficiais da disciplina Policiamento Ostensivo de Trânsito. Orientador monográfico de vários trabalhos científicos.

Fonte: 

ALE aprova PL que institui disciplina de Educação no Trânsito na grade do Sistema de Ensino Estadual

Aprovado na manhã desta quinta-feira (12), na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-RR), o Projeto de Lei nº 027/11, que dispõe sobre a inclusão da disciplina Educação para o Trânsito no currículo do Sistema de Ensino Estadual e dá outras providências, de autoria do deputado Remídio Monai (PR). O PL foi aprovado em turno único e por unanimidade.

De acordo com o parlamentar, o objetivo do projeto é seguir a cartilha já preparada pelo Departamento de Trânsito de Roraima (Detran/RR), que orienta e prepara as crianças, transformando-a em lei, para que possa ser colocada em prática nas escolas do Estado, atingindo um maior público. “É importante que esse aprendizado seja fixado na memória dessas crianças e faça com que os seus pais se eduquem cada vez mais no trânsito”, disse.

A disciplina Educação para o Trânsito será ofertada no ensino fundamental, no sistema estadual de educação. Destacando, especialmente, a pré-adolescência e adolescência, fase da vida que forma a cidadania. As séries serão definidas pelo Conselho Estadual de Educação (CEE).

Apoio

O deputado Jalser Renier (DEM) comentou que apresentou projeto semelhante em sua segunda legislação na ALE-RR, e que naquela composição, o projeto foi vetado. “Hoje voltamos a discutir uma matéria apresentada anos atrás e voto favorável, pois tenho o entendimento que é algo extremamente importante. Vivemos uma nova mentalidade na Casa, e devemos nos unir para que o governo acate esta proposta. A educação começa na sala de aula”, finalizou.

Fonte:

9 de abr. de 2012

Curso de Educação para o Trânsito


Forme uma turma em sua  cidade!

Objetivos
Proporcionar a aquisição de conhecimentos sobre conteúdos, métodos e técnicas educativas de trânsito, para o desenvolvimento de aulas, palestras, campanhas educativas e demais atividades em prol da segurança viária.

Carga Horária: 16 horas (dois dias)

Programa do Curso
  • Educação para o trânsito e aprendizagem.   
  • Trânsito e Valores.  
  • Educação de trânsito para crianças e adolescentes. 
  • O trânsito como tema transversal na escola.
  • Projetos de Educação para o Trânsito.

Público Alvo:  Gestores de trânsito, coordenadores de educação para o trânsito, professores, supervisores, orientadores e demais interessaos nos temas. (Turmas com até 50 participantes)

Metodologia e Recursos Educativos: Dinâmicas individuais e de grupo, exposição de motivos, exemplificação, slides, imagens, músicas, vídeos, exercícios práticos e muito mais.

Veja como foram os cursos em:


Itajaí - SC: Clique aqui!
UFPA - PA: Clique aqui!
Detran - PA: Clique aqui! 
Rio Verde - GO: Clique aqui!
Goiânia - GO: Clique aqui!
Rio de Janeiro - RJ: Clique aqui!
São Paulo - SP: Clique aqui!
Salvador - BA: Clique aqui!

São José – SC: Clique aqui!

Docente
IRENE RIOS, Mestranda em Educação; Especialista em Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito e em Metodologia de Ensino; Professora universitária de Educação para o Trânsito, Campanhas Educativas de Trânsito e Educação de Trânsito para Crianças e Adolescentes; Autora de artigos e livros na área de Educação para o Trânsito.

SOLICITE UM ORÇAMENTO!

EDUTRANEC – Educação para o Trânsito e Eventos Culturais Ltda. Me.
(48) 3246-8038 - treinamentos@edutranec.com

6 de abr. de 2012

Andar de bicicleta pode fazer mal à saúde sexual

Mas ninguém precisa abandonar um hábito tão saudável: basta tomar alguns cuidados.


NEW HAVEN, Connecticut — Inocentes passeios de bicicleta podem não ser tão inocentes assim. Ótimos como atividade física e forma de lazer, eles podem ser perigosos para a saúde sexual: estudos indicam que o hábito de passar muito tempo sobre o banco da magrela está relacionado a disfunção erétil, no caso dos homens, e menos prazer, no das mulheres. É o que mostra um estudo da Universidade de Yale publicado na revista on-line “Journal of Sexual Medicine”.

Soou estranho? Nem tanto. Muitas mulheres que costumam andar de bicicleta ao ar livre ou fazer spinning na academia já experimentaram a sensação de entorpecimento que ocorre na área genital depois de algum tempo de exercício. Os bancos das bicicletas são desenhados de tal forma que o peso do corpo normalmente fica sobre a parte dianteiera do assento, quase sempre mais fina, o que pode comprimir os vasos sanguíneos e os nervos nesta região. Nos homens, isso aumenta o risco de disfunção erétil, o que foi documentado em estudos envolvendo policiais que fazem patrulhamento de bicicleta.

As cicilistas ainda não foram estudadas tão minuciosamente. Mas uma pesquisa de Yale, de 2006, mostrou que elas têm menos sensibilidade na região genital do que mulheres que correm. Daí alguns cientistas acreditarem que sua saúde sexual corre tanto risco quanto a dos homens em razão da atividade.

Agora, no novo estudo, os pesquisadores de Yale tentaram determinar se fatores específicos influenciam a dor e o entorpecimento da região genital nas ciclistas. Quarenta e oito mulheres participaram da pesquisa, e todas elas pedalavam um mínimo de 16 quilômetros por semana, embora a maioria percorresse distâncias maiores.

As mulheres levaram suas próprias bicicletas para o laboratório. Os pesquisadores puseram suas magrelas sobre máquinas estacionárias, e cada participante posicionou o banco e o guidão de acordo com sua preferência. Enquanto elas pedalavam, relatavam se sentiam alguma dor, torpor ou formigamento como consequência de estarem sentadas sob o assento das bicicletas, e um dispositivo era usado para medir a sensação no soalho pélvico.

Ao longo do trabalho, os pesquisadores perceberam que a posição do guidão é que parece causar os maiores problemas. Mulheres que o posicionam abaixo dos seus assentos experimentam mais pressão na área do períneo, e têm menos sensibilidade no soalho pélvico.

Isso porque, quando o guidão está muito baixo, a mulher precisa se inclinar para frente, fazendo com que grande parte do seu peso fique sobre o períneo. O problema é particularmente observado quando a mulher se inclina para a frente, mantendo as costas retas, e põe as mãos sobre a barra da bicicleta, para obter uma posição mais aerodinâmica.

— Nós basicamente estamos mostrando que deve haver fatores de risco modificáveis associados com as mulheres ciclistas — disse ao jornal “New York Times” Marsha K. Guess, uma das autoras do estudo e professora assistente de ginecologia, obstetrícia e ciências reprodutivas na Escola de Medicina de Yale. — Isso nos permite educar as ciclistas no sentido de adotarem práticas mais seguras, que possam reduzir a pressão e a perda de sensação no soalho pélvico.

Segundo o cientista Steven M. Schrader, do Instituto de Saúde e Segurança Ocupacional, que participou da pesquisa com policiais do sexo masculino encarregados de fazer patrulhamento sobre bicicletas, ainda é preciso estudar mais os problemas enfrentados pelas mulheres ciclistas. Ele contou que se convenceu desta necessidade durante palestras que deu abordando o resultado daquele trabalho: mulheres na plateia costumavam se dirigir a ele e revelar: “Isso não acontece apenas com os homens”.

Segundo Schrader, a pesquisa com os policiais mostrou que uma das melhores maneiras de reduzir a pressão sobre a região genital é usar assentos que não sejam mais finos na parte dianteira. A constatação levou o instituto a recomendar aos agentes e a outras categorias que usam bicicleta no trabalho que os evitassem, o que põe pressão nos ossos da região inferior da pélvis, como o ísquio, mais do que no períneo. Embora não tenha estudado o que acontece com as mulheres, ele acredita que elas também podem se beneficiar de assentos mais largos.

— Se você não põe peso sobre esta área, não há pressão — observa.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/andar-de-bicicleta-pode-fazer-mal-saude-sexual-4484494#ixzz1rHeQliNp
© 1996 - 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

4 de abr. de 2012

"LEGAL" - Cartilha sobre Ética e Segurança Viária, para Adolescentes

Amigos,

Desenvolvi a cartilha educativa "Legal", com conteúdos sobre ética e segurança viária, destinada à adolescentes.

Esta obra está dividida em aulas, contendo textos de diversos estilos, imagens e atividades reflexivas.

Ela pode ser adapatada conforme a necessidade de quem vai usá-a, sendo possível incluir temas como: primeiros socorros, meio ambiente e outros.

A impressão deve ser em quantidade, acima de 500 unidades.

Veja uma amostra da cartilha personalizada para o Corpo de Bombeiros da cidade de Gaspar - SC:






Câmara aprova regulamentação da profissão de motorista

Texto contém regras sobre a jornada de trabalho, viagens de longa distância, locais de descanso em rodovias e transporte de cargas e escolar.
 
O Plenário aprovou nesta terça-feira o substitutivo do Senado para o Projeto de Lei 99/07, do ex-deputado Tarcísio Zimmermann, que regulamenta a atividade de motorista profissional com vínculo empregatício, inclusive dos operadores de trator e empilhadeira. A matéria será enviada à sanção presidencial.

O texto é muito diferente da primeira versão aprovada pela Câmara, em 2009. Os senadores mantiveram apenas o direito a seguro obrigatório pago pelo empregador, especificando que o valor mínimo será de 10 vezes o piso da categoria.

A proposta foi relatada em Plenário pelo deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) pela Comissão de Viação e Transportes. “Esse texto resultou de longa discussão e negociação entre as entidades representativas dos trabalhadores e das empresas transportadoras. Há 40 anos que a categoria está lutando para regulamentar sua profissão”, afirmou.

Os deputados Fernando Ferro (PT-PE) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) recomendaram a aprovação do relatório de Lopes pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, respectivamente.

Repouso diário
 
O texto aprovado estabelece regras gerais de horário para esses profissionais, que incluem intervalo mínimo de refeição de uma hora, além de repouso diário de 11 horas a cada 24 horas e descanso semanal de 35 horas.

Entretanto, acordo coletivo poderá permitir a redução das 11 horas de descanso para até 9, desde que compensada no dia seguinte.

A prorrogação de jornada poderá ser de até 2 horas, pagas com o acréscimo constitucional de 50% ou conforme acordo coletivo de trabalho. As horas noturnas, entre as 22 horas de um dia e as 5 do dia seguinte, continuam a ser pagas com 20% de aumento, segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-Lei 5.452/43).

O acordo coletivo poderá permitir também o uso de banco de horas para compensação do excesso trabalhado em outro dia.

O texto proíbe explicitamente a concessão de prêmios ao motorista por tempo de viagem ou natureza dos produtos transportados se isso comprometer a segurança rodoviária ou da coletividade.

Direitos e deveres
 
O substitutivo define direitos e deveres dos motoristas. Além do seguro obrigatório e dos previstos na Constituição, são direitos: acesso gratuito a programas de formação e aperfeiçoamento; atendimento profilático, terapêutico e reabilitador no Sistema Único de Saúde (SUS) em relação às enfermidades profissionais; não ser responsabilizado por danos patrimoniais para os quais não tenha concorrido (roubo de carga, por exemplo).

Entre os deveres, destacam-se: estar atento às condições de segurança do veículo; conduzi-lo com perícia e prudência; cumprir regulamento patronal sobre o tempo de direção e de descanso; e submeter-se a teste e a programa de controle de uso de droga e de bebida alcoólica, instituído pelo empregador.

Longa distância
 
Nas viagens de longa distância, classificadas como aquelas em que o motorista fica distante da base da empresa por mais de 24 horas, o projeto determina um descanso mínimo de 30 minutos a cada quatro horas contínuas de direção.

O intervalo de refeição também será de uma hora, e o repouso diário será obrigatoriamente com o veículo estacionado, podendo ser feito em cabine leito ou em alojamento ou hotel.

Transporte de cargas
 
No caso de transporte de cargas a longa distância, outras regras poderão ser aplicadas de acordo com a especificidade da operação.

Se a viagem durar mais que uma semana, o descanso semanal será de 36 horas, mas será permitido seu acúmulo até 108 horas.

O descanso semanal poderá ser fracionado. Das 36 horas, 30 podem ser gozadas diretamente e as demais 6 horas ao longo da semana, em continuidade ao período de repouso diário.

Quando dois motoristas trabalharem em sistema de revezamento, será garantido o repouso diário mínimo de 6 horas consecutivas fora do veículo ou na cabine leito com o ônibus ou caminhão estacionado.

Apesar de prever a obediência à jornada de trabalho constitucional de oito horas, o projeto permite que convenção coletiva estipule jornada de 12 horas com 36 horas de descanso se o tipo de transporte justificar a mudança.

Pena de detenção
 
O transportador de cargas, operador de terminais de carga ou de transporte multimodal, ou agente de cargas que ordenar ou permitir o início de viagem de duração maior que um dia, sabendo que o motorista não cumpriu o período de descanso diário, estará sujeito a pena de detenção de 6 meses a 1 ano e multa.

Quanto à pontuação na carteira de habilitação, o projeto determina ao motorista profissional realizar curso de reciclagem ao atingir 20 pontos, sob pena de suspensão imediata, conforme regra geral do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). A suspensão ocorrerá para os motoristas quando o acúmulo das multas atingir 30 pontos.

Com informações da Agência Câmara

1 de abr. de 2012

São Paulo ganha primeiras escolas de bicicleta

Alunos de todos os CEUs vão passar por curso de formação de ciclistas urbanos em veículos sustentáveis  

Thaís Nunes

thais.nunes@diariosp.com.br


São Paulo é a primeiro cidade do mundo a formar jovens ciclistas urbanos . O programa  “Escolas de Bicicleta”, mantido pela Secretaria Municipal de Educação, teve início neste sábado e vai muito além do pedalar.

Os 4,7 mil alunos participantes do projeto não vão só aprender a manter o equilíbrio em cima das bikes, mas a dominar legislação de trânsito, entender a história e importância da bicicleta como meio de transporte e receber noções de como consertar as “magrelas”. 

As Escolas de Bicicleta estarão presentes nos 45 CEUs (Centros Educacionais Unificados) da cidade e no Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis, Zona Sul, onde aconteceu a inauguração do projeto com pedalada coletiva pelo bairro, gincanas com alunos e show dos cantores Max de Castro e Simoninha. 

“Nas periferias, onde os CEUs estão localizados, a bicicleta é um meio de transporte muito usado. Vamos ensinar as crianças a pedalar com segurança e a entender conceitos de sustentabilidade”, explica o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider. 

Até o fim de 2012, cada CEU terá 100 alunos ciclistas, entre 12 e 14 anos, que farão diariamente o trajeto de casa até a escola em comboios de 15 a 25 estudantes. As bicicletas usadas no projeto são feitas de bambu, inéditas no Brasil. Neste mês, inicia-se o treinamento dos 92 monitores do projeto. Os alunos começarão a pedalar na segunda quinzena de abril. 
 
 
São Paulo terá 4,6 mil alunos pedalando bicicletas de bambu


Projeto distribui bicicletas para alunos dos CEUs. Foto: Edson Lopes Jr./Terra
Projeto distribui bicicletas para alunos dos CEUs
Foto: Edson Lopes Jr./Terra


VAGNER MAGALHÃES
Direto de São Paulo
A Secretaria Municipal de Educação da cidade de São Paulo lançou neste sábado, no bairro de Heliópolis, zona sul da capital paulista, o projeto que prevê a distribuição de cerca de 4,6 mil bicicletas fabricadas de bambu para que alunos de 45 Centros Educacionais Unificados (CEUs) façam diariamente os trajetos de ida e volta aos estudos utilizando o equipamento.
Para celebrar o início do projeto foi realizado um passeio ciclístico de 6 km, pelas ruas do bairro. O evento, no entanto, foi realizado com bicicletas convencionais, já que apenas duas do projeto tinham sido entregue a tempo.
A ideia é que até o fim do ano, cada um dos CEUs tenha pelo menos 100 alunos ciclistas, com idades entre 12 e 14 anos. O trajeto entre casa e escola será feito em comboios de 15 a 25 estudantes e dentro dos colégios haverá um local apropriado para o estacionamento das bicicletas.
Monitores treinados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e pelo Instituto Parada Vital serão encarregados do treinamento dos alunos, que envolvem, inclusive, regras de trânsito e manutenção dos equipamentos. Para a realização do projeto, a Secretaria da Educação teve como consultor o especialista em mobilidade urbana Mikael Colville-Andersen, da Dinamarca. Para participar, os alunos precisarão ter o consentimento dos pais.
De acordo com o designer brasileiro Flávio Deslandes, que começou a utilizar o bambu para a fabricação de bicicletas em 1995, o material é viável e tão resistente quanto o alumínio. "Por ser flexível, o bambu tem uma resistência muito adequada. Exige baixo gasto de energia por ser cilíndrico e é extremamente viável. Com a fabricação em escala de cerca de 5 mil bicicletas, o custo, que hoje gira um pouco abaixo dos R$ 1 mil deve cair bastante", disse.
 

Audiência do Blog em Março de 2012



241 Visualizações de página










208 Visualizações de página










208 Visualizações de página










205 Visualizações de página










179 Visualizações de página










161 Visualizações de página










145 Visualizações de página










125 Visualizações de página











125 Visualizações de página










115 Visualizações de página
 

27 de mar. de 2012

Copenhague - ''O carro está sempre errado se não respeita o ciclista e o pedestre''

Entrevista com a brasileira Ana Paula Olesen, radicada na Dinamarca

    A cultura, as políticas públicas e a história são alguns fatores que permitem entender a diferença do trânsito para os pedestres no Brasil em comparação a outras localidades. Para aprofundar o tema, a Perkons ouviu brasileiros residentes na Espanha e na Dinamarca, o presidente da Associação Brasileira de Pedestres, Eduardo Daros, e a especialista em trânsito da Perkons, Maria Amélia Franco. 

Crédito: Maria Amélia Franco 

Copenhague: semáforo orienta passagem de pedestres, ciclistas e veículos

Dinamarca     A terra dos vikings tem quase mil anos a mais de existência do que o Brasil. Em Copenhague, capital do país, a conquista de espaço, característica do povo nórdico, ganha um novo sentido quando o assunto é trânsito. A soberania do pedestre e da bicicleta observada lá define bem a cultura e educação no trânsito.
     Há 12 anos morando no país nórdico, a profissional de design gráfico Ana Paula Olesen fala um pouco de sua experiência. “A Dinamarca tem uma diferença cultural enorme para o Brasil. Aqui, conseguimos observar a ideia de justiça e igualdade. Ninguém é melhor ou pior porque tem carro ou anda a pé. Essa é a democracia socialista dinamarquesa”, diz.
     Ela conta que desde cedo, com as crianças, se desenvolve o pensamento e o costume de caminhar, inclusive no frio e na chuva. Os pedestres circulam despreocupados porque confiam nos condutores e há um respeito mútuo. “Os pedestres atravessam a faixa ’quase sem olhar‘ se os carros estão parando. Nas ruas que não têm sinal de pedestre, estes atravessam na faixa quando o fluxo para. Se o fluxo for pequeno, os carros param para os pedestres que estão na faixa. Quando as vias são muito compridas, há faixas no meio do quarteirão”, descreve Ana Paula. “Além disso, nos semáforos há um botão para o pedestre acionar. Essa ferramenta tem cronometragem curta, ou seja, o pedestre não espera muito tempo para atravessar. O ciclista também pode fazer uso desse sistema se seguir a pé empurrando a bicicleta. E ninguém fica constrangido ou entra em pânico quando o sinal do pedestre fica vermelho no meio da travessia, pois os carros aguardam completar o trajeto”, comenta.
     Na capital dinamarquesa os semáforos têm sensor sincronizado e quando não há veículos trafegando ou parados esperando o sinal, o sinaleiro do outro sentido não fica vermelho. Ana Paula explica que “se um carro se aproxima, o dispositivo vai do verde para o amarelo, e para o vermelho e, logo depois, volta ao amarelo, rapidamente seguido pelo verde. Ou seja, o semáforo não fica verde de uma hora pra outra”.
     O incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte coloca Copenhague entre as cidades mais cicláveis da Europa. A qualidade da mobilidade urbana torna o veículo supérfluo. “Ninguém é incentivado a ter carro. Ao contrário, o imposto sobre o veículo é de 145%. O jovem não tem situação econômica compatível para comprar e manter automóvel. Combustíveis e impostos mensais pra isso são caríssimos. As ruas são planejadas e os lugares para estacioná-los são raros, por isso as pistas são largas e há espaço para ciclofaixas”, esclarece.
     Casada com dinamarquês e mãe de duas crianças, a brasileira conclui: “aqui as pessoas sabem que a preferência é de quem anda a pé, depois de bicicleta e só então de quem está no automóvel. A cultura dinamarquesa nos ensina que o carro está sempre errado, se não respeitar o ciclista e o pedestre”.

Confira também:

  Na prática, a preferência não é do pedestre
A rua é a segunda casa do cidadão, mas é pública, compartilhada e deve acolher com prioridade os pedestres.
     
  Trânsito espanhol é mais humanizado
Entrevista com Roberto Ghidini Jr. – curitibano doutorando em urbanismo em Madri.
     
  Andar a pé no Brasil é sinônimo de pobreza
Entrevista com Eduardo Daros – presidente da Associação Brasileira de Pedestres





Fonte: http://www.perkons.com/index.php?page=noticias&sub=ultimas-noticias&subid=10767&pagina=1 - Acesso em 27/03/2012






Curso de Pós-Graduação em Educação para o Trânsito

Público-Alvo


Profissionais graduados em diversas áreas como Pedagogia, Psicologia, Direito, Sociologia, Serviço Social, Segurança do Trabalho entre outras; professores e coordenadores do ensino fundamental, do ensino médio e do ensino superior; profissionais de centros de formação de condutores e de órgãos executivos de trânsito; agentes e fiscais de trânsito; policiais militares; policiais civis; educadores em geral que já trabalham ou queiram incluir a educação para o trânsito em seus projetos.

Disciplinas


Extensão em Tópicos Específicos da Educação para o Trânsito
Legislação de Trânsito - 30h
Mobilidade e Trânsito - 30h
Psicologia do Trânsito - 30h

Extensão em Educação para o Trânsito, Ética e Meio Ambiente
Ética e Cidadania - 30h
Trânsito e Meio Ambiente - 30h

Extensão em Fundamentos Didáticos da Educação para o Trânsito
Didática Aplicada à Educação para o Trânsito - 60h
Educação para o Trânsito - 30h
Projetos em Educação para o Trânsito - 30h

Prática de Pesquisa Científica
Metodologia Científica - 30h
Orientação de Trabalho de Conclusão de Curso - 30h
Seminário de Projetos de TCC - 30h

    Carga Horária
    360 h


    Representantes - Aulas e metodologia

    Verifique com o representante os cursos oferecidos na sua região.

    Aulas presenciais, com turmas formadas por no mínimo 30 alunos, nos seguintes horários:

    Curitiba
    Aulas semanais: segundas, quartas e sextas, das 19h às 22h50 ou todos os sábados, das 8h às 20h.

    Joinville
    Aulas quinzenais, aos sábados, das 8h às 20h.

    Demais locais
    Aulas 1 vez por mês, das 8h às 20h, aos sábados e domingos.

    Clique aqui e faça já sua INSCRIÇÃO

    Mais informações em: http://www.ibpex.com.br/curso.php?cd_curso=1377

    21 de mar. de 2012

    O Especialista J. Pedro Correa


    Conhecido nacionalmente, Jota Pedro Correa é Consultor do Programa de Segurança do Trânsito da Volvo do Brasil, e é a grande referência quando se fala em programas de Segurança de Trânsito.

    No Blog do Trânsito de Cristina Aragón no dia 19/03/12, J. Pedro respondeu aos questionamentos. 

    BT) O número de mortos no trânsito no Brasil vem aumentando. Na sua opinião onde está o erro?
    JP- Claramente na desimportância que o tema significa para os governos (qualquer nível) e mesmo para a própria sociedade. Não temos um plano nacional de redução de acidentes, não temos um Programa de Segurança no Trânsito, não temos sequer estrutura mínima nos órgãos federais, estaduais e municipais para tratar do tema. Quando muito temos, nas prefeituras, áreas de engenharia de tráfego (!!!) e de educação de trânsito mas que não formam uma equipe que trabalhe dentro de um plano de ação comum para reduzir a violência e as fatalidades. Para complicar a maioria absoluta das prefeituras e dos Estados (Detrans, especialmente) não divulga os números de mortos e feridos na cidade e, quando o faz usa os números mais baixos, geralmente da Polícia militar que faz o policiamento de trânsito e que usa os números de fatalidades ocorridos na hora e no local do acidente e (quase) nunca os números da própria Secretaria Municipal de Saúde que registro as mortes de acordo com os registros dos Atestados de Óbitos da cidade que geralmente são duas ou três vezes maiores. Por isso não surpreende que o número de mortos cresça: de verdade ninguém se interessa a não ser os familiares e eventualmente amigos mais próximos dos que morreram. Não conheço nenhuma cidade brasileira que tenha um programa claro de redução de vítimas fatais que revele seus números reais e que proponha um pacto com a sociedade de como reduzi-los.

    BT) A cadeia é solução para os crimes de trânsito?
    JP- Se cadeia fosse solução, o problema estaria resolvido há muito tempo. Todo mundo sabe que a raiz do problema está na (falta de) educação do nosso povo. Não temos nem educação nem cultura de segurança no trânsito, o que explica nosso comportamento desarvorado e inseguro no trânsito. A solução certamente passa pela inserção do tema trânsito no cotidiano da sociedade. Como se consegue isto? Investindo 10-20% do que desperdiçamos todos os anos pagando custos das centenas de milhares de acidentes por todo o País. A solução é conhecida há muito tempo mas não encontramos vontade política para organizar o processo.

    BT) Como você avalia a eficácia da Lei Seca?
    JP- Embora o nome não seja o mais correto, ela cumpriu bem a primeira etapa que era provocar um choque e enquadrar os que bebem e dirigem. Infelizmente, dentro de uma tônica bem brasileira, não damos continuidade às ações e, para valer, a Lei Seca ficou quase que só nas ações iniciais. O que vemos, hoje, é que a turma já viu que esta é mais uma lei que não pega e, simplesmente deixou para lá. Os bares, que haviam alugado carros/taxis para levar seus clientes em casa, pararam há muito tempo com esta prática. Enfim, para recuperar agora, será necessário um enorme esforço, muito maior que o inicial para repor as coisas no devido lugar. Ficou claro que a sociedade quer mas, como tudo no País, quando não há fiscalização, a coisa não funciona.

    BT) Como o ensino universitário pode contribuir para um trânsito melhor?
    JP- O Brasil só chegará ao primeiro mundo real pelo saber, pelo conhecimento, pela capacidade intelectual da sua gente. Se não gerarmos conhecimento efetivo, que nos ajude no enfrentamento dos grandes desafios brasileiros, sempre teremos dificuldades. O ensino universitário tem uma enorme contribuição a dar ao País em todos os campos e assim também será na área de trânsito. O que, de fato, observo é que este conhecimento não está sendo estimulado através de investimentos, pesquisa, formação de quadros que possam ajudar a gerenciar o complicado trânsito brasileiro. Imaginem que até hoje o País não possui um cento de estudos de trânsito, um instituto de pesquisa, uma boa escola de engenharia de tráfego, enfim, há um campo extraordinário a ser explorado para dominarmos efetivamente a realidade do nosso trânsito. A Universidade tem as respostas, mas é preciso saber buscá-las.


    Disponível em: http://www.labtrans.ufsc.br/projetoescola - Acesso em 21/03/2012

    20 de mar. de 2012

    Novas postagens no Portal de Psicologia do Trânsito

    Para visualizar, clique nos títulos!


    Uso de automóveis e o caos urbano – considerações sobre o planejamento de transportes das grandes cidades  
    Autores: Jacqueline Elhage Ramis; Emmanuel Antônio dos Santos
    Referência: Journal of Transport Literature, v. 6, n. 4, 2012, p. 164-177


    Autora: Alessandra Sant’Anna Bianchi
    Referência: Interação em Psicologia, v. 15 (número especial), 2011, p. 71-75

    Autora: Iara Picchioni Thielen
    Referência: Interação em Psicologia, v. 15 (número especial), 2011, p. 77-86 

    Relação entre valores e o comportamento de motoristas no trânsito
    Autores:
    João Bosco de Assis Rocha; William Lee Berdel Martin; Olavo de Faria Galvão
    Referência: Temas em Psicologia, v. 19, n. 2, 2011, p. 391-403

    19 de mar. de 2012

    EDITAL Nº 02 - Programa de Extensão Universitária

    O Programa de Extensão Universitária (ProExt) tem o objetivo de apoiar as instituições públicas de ensino superior no desenvolvimento de programas ou projetos de extensão que contribuam para a implementação de políticas públicas. 

    O Ministério da Educação em parceria com o Ministério das Cidades/Denatran e outras 14 instituições do governo federal está convocando as Universidades Públicas Federais, Estaduais, Municipais e os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IF) a apresentarem propostas de desenvolvimento de programas e projetos no âmbito da extensão universitária.

    O Trânsito é um subtema da Linha Temática do Desenvolvimento Urbano. Assim as instituições de ensino superior concorrem a financiamento para projetos e programas. 

    Conheça o Edital nº 2/2012 do Programa de Extensão Universitária PROEXT 2013 – MEC/SESu, publicado no Diário Oficial da União, seção 1, de 2 de março de 2012, páginas 51 a 57:

    Clique aqui  

    Disponível em http://www.denatran.gov.br/ultimas/20120307_proext.htm - Acesso em 19/03/2012