12 de nov. de 2011

SME leva estudantes ao teatro

Mais de 12 mil alunos das redes municipal e estadual de ensino assistem, até a próxima sexta-feira (11), à peça teatral educativa "Brincando com o trânsito" como parte integrante do projeto "Amigos do Trânsito", encerrado em setembro. A ação é desenvolvida pelo CIET (Centro Infantil de Educação para o Trânsito), departamento vinculado à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Semuttran), e tem como objetivo levar ao público infantil os conceitos de segurança no trânsito, bem como mostrar a importância de ser responsável como condutor, pedestre ou ciclista.

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O espetáculo apresenta cinco personagens: a Fusquinha, o Juca (que gosta de ser chamado de Justin Bieber), Claudinha Café com Leite, Aninha, menina sapeca de 7 anos e o Paulinho, um garoto de 8 anos muito responsável.

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Com lazer e entretenimento, o enredo do grupo "Teatro in Cena"reforça a importância de atravessar a rua na faixa de pedestre, conhecer e respeitar a leitura  do semáforo, uso do capacete, cinto de segurança e assento de elevação, entre outros aspectos educativos importantes à formação das crianças.

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Alunos da Escola Municipal "Taufic Dumit" assistiram à peça na tarde do dia 8 de outubro

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11 de nov. de 2011

Avaliação teórica: Alunos se preparam para a prova ou para o trânsito?

Quando se fala em prova teórica, há uma questão polêmica que envolve a preparação dos candidatos a primeira habilitação. Os alunos têm estudado para passar na prova ou a preocupação é adquirir conhecimento sobre os direitos e deveres daquilo que será colocado em prática?

No período de 25 de outubro a 07 de novembro deste ano, o Portal do Trânsito realizou uma enquete com internautas sobre a satisfação com o processo de habilitação. 79% deles disseram que o processo de habilitação é falho em alguns pontos e deveria preparar melhor o futuro condutor. Em contrapartida, 21% dos entrevistados acreditam que os futuros condutores estão preparados para enfrentar os desafios do trânsito. No total, 455 pessoas participaram da enquete.

Para realizar a prova teórica do Detran, todo aluno deve ter concluído às 45 horas/aula em um Centro de Formação de Condutores (CFC). A prova contém 30 questões distribuídas de acordo com a carga horária de cada disciplina do curso teórico. Para realizar a próxima etapa, ou seja, para partir para o curso prático, o aluno deve obter um acerto de, pelo menos, 70% das questões.

Para realizar a prova teórica, alunos têm que cumprir 45 horas/aula

Para realizar a prova teórica, alunos têm que cumprir 45 horas/aula

Larson Orlando, coordenador da Coordenadoria de Habilitação no Paraná diz que as perguntas são condizentes com a realidade do trânsito. Segundo ele, “o conteúdo programático das aulas que os candidatos fazem nos CFCs tem a ver com a prática vivenciada no trânsito”.

Eloyluz de Sousa Moreira realizou a prova teórica há seis anos e diz que “todo o processo de habilitação está organizado de tal modo que aquele que paga pelo serviço não está preocupado em aprender a se portar no trânsito, mas sim em não perder mais tempo e dinheiro”. Segundo o estudante de filosofia, o CFC serve, portanto, “como uma espécie de curso pré-vestibular, que não possui a função de formar o aluno, mas sim de torná-lo o mais preparado possível para que responda àquilo que será exigido dele no teste”.

Marília Silva, diretora e gerente da Autoescola Silva, comenta que existem alunos interessados em aprender apenas aquilo que cai na prova, assim como existem alunos preocupados em conhecer mais sobre as responsabilidades da prática no trânsito. “Muitos alunos se interessam bastante pelas aulas e questionam, enquanto outros usam até fone de ouvido na sala de aula”.

Gregg Bertolotti Stella, redator, está tirando a primeira habilitação e realizou a prova teórica há três meses. Segundo ele, “o “conteúdo” que faltou ser trabalhado é justamente aquele que não está na apostila e que não diz respeito diretamente ao exame teórico”. O redator diz que, entre seus colegas que também estão tirando a primeira habilitação, muitos comentavam entre as discussões “que não estavam ali para “perder tempo” com coisas que não iriam cair na prova”.
Elaine Sizilo, especialista de trânsito e consultora da Tecnodata Educacional, diz que toda a equipe de profissionais de formação de condutores dos CFCs deve ter consciência que seu trabalho pode fazer diferença na vida dos futuros condutores e na realidade do trânsito atual. Sizilo acredita que “capacitar o futuro condutor a preservar a vida no trânsito torna-o preparado para passar em qualquer teste, independente da qualidade das questões, mas melhor do que isso: faz do trânsito um lugar mais humano”.

Existe um setor no DETRAN (Departamento de Trânsito) que faz a auditoria dos CFCs para verificar se o conteúdo está sendo passado da maneira adequada, é o que afirma Orlando. “Existe controle e fiscalização para tornar os motoristas mais preparados”.

Mudança de comportamento

Utopicamente, todos deveriam preocupar-se em melhorar a situação e a realidade do trânsito atual.

Futuros motoristas precisam ter uma opinião uniforme sobre o processo de habilitação e existem ferramentas de ensino que possibilitam a educação de trânsito de forma completa e objetiva, com o foco na preservação da vida.

Segundo Sizilo, o uso de técnicas e recursos didáticos diferenciados facilitaria a compreensão dos alunos tanto nas aulas quanto na prova. “O ideal seria desenvolver questões com linguagem mais clara e acessível, que exijam conhecimento teórico do candidato diante de problemas que enfrentará no dia a dia do trânsito, com conteúdos atualizados e diferenciação de técnicas de apresentação das questões, usando fotos, tiras de quadrinho, recortes de notícias, ilustrações, narrativas e até vídeos”.

Escolher uma boa autoescola, com credibilidade e competência, verificar o material utilizado e os recursos que este possibilita são ações que interferem diretamente na formação do motorista. Uma boa autoescola e um material de qualidade preocupam-se em preparar o aluno em um condutor responsável e, consequentemente, adquirir bons resultados nas provas.

Fonte: http://www.abramet.org.br/Site/Pagina.aspx?ID=2706&MenuID=16 - Acesso em 11/11/2011

Artigo: A importância da mobilização social no Trânsito

Página Publicada em: novembro, 11 de 2011 as 10:14 am. Na Categoria: Notícias

Edilson Fernando Cardoso Júnior*

Não é de hoje que a mobilização de pessoas tem proporcionado grandes vitórias nas sociedades, seja na seara do regime político, da saúde ou da segurança, por exemplo.

Nesse sentido, podemos citar, na história recente do Brasil, alguns fatos marcantes de mobilização social, como foi o caso dos Caras Pintadas, movimento composto, na sua maioria, por jovens estudantes que foram às ruas do país como forma de protesto, de pressionar a classe política, bem como pedindo o impeachment do então Presidente da República, Fernando Collor, que estava sendo acusado de participar de um esquema de corrupção integrado por grandes empresas empreiteiras (MOTA, 2002, pg 552).

Outro fato que merece destaque e que, embora ainda não tenha sido cumprida em sua plenitude, mas que houve grande mobilização por parte da sociedade, foi a edição da chamada Lei da Ficha Limpa, uma norma que permite apenas que pessoas de conduta ilibada, que não respondam e que não tenham sido condenadas em processos criminais a concorrerem eleições para os cargos eletivos dos poderes executivo e legislativo.

Assim, poderíamos enumerar vários exemplos de mobilização social que deram certo, não só no Brasil, mas em outros países, como é o caso da chamada Primavera Árabe (movimentos populares ocorridos a partir de 2010 em vários países árabes como a Síria, Egito e outros, os quais buscavam a queda de regimes autoritários.). Contudo, o que queremos é fomentar nos leitores a necessidade de se mobilizar, enquanto cidadãos livres, na busca de um trânsito mais seguro, o qual tem tirado de nossos convívios, pessoas que amamos.

Para se ter noção do perigo no trânsito do qual todos nós corremos no cotidiano em nossas cidades, basta verificarmos os dados horripilantes registrados de acidentes. Números apresentados pelas Organizações das Nações Unidas – ONU, dão conta que morreram no Mundo no ano de 2009, cerca de 1,3 milhões de pessoas, já no Brasil em 2010, segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde, morreram 40.610 pessoas vítimas da violência no trânsito, é como se dizimássemos toda a população da cidade de Turiaçu no Maranhão, conhecida pelo cultivo do abacaxi considerado o mais doce do País e possui 33.933 habitantes, segundo dados do censo 2010 do IBGE. Portanto, algo extremamente preocupante, prova disso que a ONU instituiu, em 2005, o terceiro domingo do mês de novembro, como o dia mundial em memória das vítimas de acidentes de trânsito, bem como, definiu o período de 2011 a 2020 como sendo a Década Mundial de Ações para a Segurança no Trânsito tendo como objetivo a redução em até 50% no número de vitimas fatais no trânsito.

Contudo, não podemos ficar a esperar apenas ações do ente estatal, é necessário, pois, que nos mobilizemos para revertermos esse cenário de guerra com a adoção de ações individuais que devemos tomar e que, sem sombra de dúvida, refletirão na segurança do trânsito. Condutas simples como sair de casa mais cedo para não ter que acelerar demais seu veículo; parar o veículo para falar ao celular; parar seu veículo para só então mudar a estação de rádio ou a faixa musical; colocar o cinto de segurança antes de ligar o veículo; dar a preferência; atravessar a via na faixa destinada aos pedestres ou na falta desta somente quando estiver em segurança; pedir desculpa ao cometer pequenos erros; dizer “Jesus te ama” ao ouvir alguma ofensa verbal, além de várias outras atitudes que podem ser tomadas para melhorar a segurança no trânsito. É difícil? Lógico que é, porque somos pessoas cheias de defeitos, mas nós precisamos confiar e dar a volta por cima.

Outrossim, aliada a essas condutas individuais sugeridas para a almejada segurança viária, existem movimentos sociais organizados que buscam mudar o trágico cenário apresentado por meio dos números de vítimas da violência no trânsito. Tais movimentos fomentam a mudança comportamental dos usuários das vias, ou seja, condutores e pedestres, assim como o interesse dos órgãos competentes na aplicação de políticas públicas voltadas às melhorias da malha viária, da fiscalização e da educação para o trânsito.

Nesse sentido, podemos citar o Movimento Chega de Acidentes, formado por instituições que militam na área do trânsito como a ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego); o Programa de Valorização à Vida, desenvolvido pela Maçonaria no Maranhão. Enfim, poderíamos mencionar vários outros movimentos sociais que buscam a segurança no trânsito. Contudo, o que queremos é conscientizá-lo da importância da mobilização social para diminuirmos as várias formas de violência no trânsito.

Portanto, mobilize-se, faça a sua parte, mude suas atitudes e una-se aos movimentos sociais de combate à violência no trânsito, para que não tenhamos que chorar a perda de familiares por falta de paciência, respeito, solidariedade, equilíbrio e compreensão no trânsito.

*Oficial da PMMA; Bacharel em Segurança Pública; Instrutor do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PMMA do Curso de Formação Especial de Sargentos 2008 da disciplina Policiamento Ostensivo Rodoviário de Trânsito; Atualmente Instrutor da Academia de Polícia Militar Gonçalves Dias no Curso de Formação de Oficiais da disciplina Policiamento Ostensivo de Trânsito.

7 de nov. de 2011

Antecipar possíveis acontecimentos pode evitar acidentes


Segundo os preceitos da direção defensiva, a previsão ocorre simultaneamente com a atenção. Enquanto o condutor observa tudo com atenção, seu cérebro prevê e antecipa possíveis acontecimentos, agindo prontamente, sem ser tomado de surpresa.

São muitos os exemplos que podem ilustrar as previsões. Veja alguns, começando pelos mais óbvios.

Criança
 O condutor está dirigindo e VÊ uma bola rolando pela via: imediatamente PREVÊ que uma criança distraída venha logo correndo atrás da bola.

Ponto de ônibus
Ao passar por um ponto de parada, VÊ um ônibus desembarcando passageiros: ele PREVÊ que algum passageiro distraído tentará atravessar a rua, saindo repentinamente de trás do ônibus.

Veículos estacionados
Dirigindo pela via, você passa por alguns veículos estacionados e VÊ que alguns deles têm pessoas dentro e PREVÊ que alguém possa tentar desembarcar, abrindo subitamente a porta do veículo.

Saída de garagem
Logo adiante, VÊ um veículo saindo de uma residência, cujo motorista está olhando para outro lado: PREVÊ que ele poderá entrar na via perigosamente, porque não notou a sua presença.

Ciclista
O condutor VENDO que está na iminência de ultrapassar um ciclista, PREVÊ um possível movimento lateral brusco, comum entre os ciclistas.

Carro em ziguezague
Você VÊ que o carro à frente está com um comportamento estranho, do tipo ziguezague. É fácil PREVER que aquele motorista está desatento ou com problemas.

Fonte: 

6 de nov. de 2011

Governo de Pernambuco - Vídeos: Motos x EPI, Imprudência e Bebida.







Filmes criado pela RGA Comunicação e produzido pela Urso Filmes para a campanha de Motos do Governo de Pernambuco.

Criação: Renata Gusmão, Eduardo Rocha e Alexandre Pons.
Direção de Criação: Alexandre Pons
Arte Final: João Monteiro e Rosalvo Pereira
Atendimento: Emília Medina, Cynthia Beltrão
Direção de Atendimento: Maria Edith Cunha
Mídia: Milka Elys
Direção de Mídia: Melissa Fernandes
RTVC: Thiago Alonso
Produtora de Vídeo: Urso Filmes
Direção: André Ferezini e Paulo Caldas
Fotografia: Chico Barros
Tratamento de Imagem: Daniel Xavier
Produtora de Áudio Filme: DaHouse
Produtora de Áudio Spot: Muzak
Produção Gráfica: Durval Sanches
Aprovação: Tadeu Alencar

1 de nov. de 2011

Audiência do Blog em outubro de 2011


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30 de out. de 2011

Curso Básico de Educação para o Trânsito: FORME UMA TURMA EM SUA CIDADE!


Objetivos
Proporcionar a aquisição de conhecimentos sobre conteúdos, métodos e técnicas educativas de trânsito, para o desenvolvimento de aulas, palestras, campanhas educativas e demais atividades em prol da segurança viária.

Carga Horária: 24 horas (três dias)
Público: Turmas com até 50 participantes.
Fornecemos: apostila digitalizada e certificado de participação.

Programa do Curso
Educação para o trânsito e aprendizagem.
 
Trânsito e Valores.
 
Educação de trânsito para crianças e adolescentes. 
Por que, o que, quem e como educar para o trânsito.
Literatura, contação de histórias, fantoches e vídeos. 
Desenho, brincadeira, música e vivência.
Como elaborar e trabalhar com paródias educativas para o trânsito.
 
Educação para o trânsito na escola.
Na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. 
O trânsito como tema transversal.
No Ensino Médio.
 
Comunicação e Trânsito.
 Funções da linguagem.
Campanhas educativas para o trânsito.

Metodologia e Recursos Educativos: Dinâmicas individuais e de grupo, exposição de motivos, exemplificação, slides, imagens, músicas, vídeos, exercícios práticos e muito mais.

Veja como foram os cursos em:
Detran - PA: Clique aqui! 
Rio Verde - GO: Clique aqui!
Goiânia - GO: Clique aqui!
Rio de Janeiro - RJ: Clique aqui!
São Paulo - SP: Clique aqui!
Salvador - BA: Clique aqui!
São José – SC: Clique aqui!

Docente
IRENE RIOS, Mestranda em Educação; Especialista em Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito e em Metodologia de Ensino; Professora universitária de Educação para o Trânsito, Campanhas Educativas de Trânsito e Educação de Trânsito para Crianças e Adolescentes; Autora de artigos e livros na área de Educação para o Trânsito.

Solicite um Orçamento!

Empresa
EDUTRANEC – Educação para o Trânsito e Eventos Culturais Ltda. Me.
CNPJ: 11.112.468/0001-94 - Rua João Stahelin, 2359 - Boa Parada - São Pedro de Alcântara - SC - 88.125-000 - (48) 3246-8038 - treinamentos@edutranec.com

Drops Vida Urgente no 8º Fórum Vida Urgente

5 ideias para fazer a lei seca funcionar

Como evitar que motoristas bêbados fiquem impunes e continuem a matar no trânsito

Rodrigo Cardoso, Paula Rocha, Michel Alecrim e Luciani Gomes

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O Brasil possui uma legislação que dificulta a redução do número de mortes em acidentes de trânsito. Nem mesmo a Lei 11.705, a chamada Lei Seca, que entrou em vigor em meados de 2008 para frear o ímpeto de brasileiros que insistem em guiar sob o efeito do álcool, tem conseguido conter o avanço desse tipo de tragédia. É fácil identificar o porquê. Está disseminado no País o sentimento de que é possível combinar a bebida com a direção sem que haja punição.

As garras do Judiciário, na maioria dos casos, não têm alcançado esses motoristas porque a lei é falha. O exame do bafômetro, necessário para que se detecte a quantidade de álcool ingerida passível de penalidade, pode ser recusado pelo potencial infrator. Um dispositivo legal desobriga qualquer cidadão brasileiro a produzir provas contra si mesmo. Sem o teste, não há aferição de alcoolemia e, por consequência, não se pune com rigor – apenas, nesses casos, é lavrada uma multa, suspendida a carteira de habilitação e apreendido o carro. Não à toa, há pelo menos 170 projetos de lei propondo alterações na Lei Seca na Câmara dos Deputados. “Do jeito que está, não existe Lei Seca no País”, diz o advogado Maurício Januzzi, presidente da comissão de trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de São Paulo.

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EM SÃO PAULO
Dois garis morreram atropelados pelo bancário
Fernando Mirabelli no sábado 22: ele estava embriagado

Os números mostram a ineficácia do atual Código de Trânsito. No ano seguinte à implantação da Lei Seca, quando a fiscalização marcava presença nas ruas e os veículos de comunicação a divulgava, houve uma redução de 1,8% nas mortes de trânsito. No total, 679 vidas foram poupadas com o decréscimo de 38.273 mortes, em 2008, para 37.594 em 2009. Bastou um ano para a situação degringolar. Em 2010, o número de mortes subiu para 40.610, apontam dados preliminares do Ministério da Saúde. Trata-se de um aumento de 8%, ou 3.016 vidas perdidas a mais, em relação a 2009.

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BALADA
As pessoas perderam o medo de dirigir depois de beber

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TESTE
A lei permite que o motorista se recuse a passar pelo bafômetro

Nos últimos meses, uma sequência de acidentes com vítimas fatais em ruas e avenidas tem chocado a opinião pública (leia à pág. 84). No Brasil, essas mortes crescem a uma taxa média anual de aproximadamente 3%, aponta o Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes (IPC-LFG). Por outro lado, a União Europeia registra uma queda anual dos acidentes fatais na casa dos 5%. Na última década, enquanto nos países da comunidade europeia as mortes no trânsito decresceram em 41%, no Brasil verificou-se um crescimento de 40%. Na Europa, um programa de segurança viária apoiado em cinco pilastras (educação, engenharia de carros e vias públicas, fiscalização, prevenção e punição) é o responsável pela mudança do cenário trágico do trânsito. A seguir, especialistas ouvidos por ISTOÉ apontam cinco caminhos que o Brasil poderia seguir para diminuir as estatísticas:

1 A LEI E O BAFÔMETRO

Não demorou muito para os motoristas descobrirem o princípio constitucional da não autoincriminação. A legislação brasileira entende que nenhum cidadão é obrigado a produzir provas contra si mesmo. Por meio dessa possibilidade legal, criou-se o hábito da recusa do teste do bafômetro, aparelho que detecta álcool no corpo. Se pego dirigindo com 0,1 miligrama de álcool por litro de ar expelido (mg/l) dos pulmões, o indivíduo recebe multa de R$ 957,70 e tem suspenso o direito de dirigir por um ano. Se apresentar nível acima de 0,3 mg/l, pode sofrer detenção de seis meses a três anos, recebe multa de R$ 957,70 e pode até ser proibido de guiar. Ao não se submeter ao exame, o motorista não corre o risco de ser enquadrado nessas penas administrativas do Código de Trânsito. “Em outras palavras, não há Lei Seca no País. Só é punido quem quer ou desconhece a lei”, diz o advogado Maurício Januzzi. “A não obrigatoriedade do bafômetro é o grande furo”, diz o sociólogo Eduardo Biavati, consultor de trânsito.

Presidente da Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de São Paulo, Januzzi defende que seja abolida a dosagem alcoólica para medição do nível de álcool no organismo para caracterizar crime de trânsito. Seria, segundo ele, o fim do bafômetro e o nascimento da figura do médico legista nas blitze. “Um policial civil técnico faria um exame clínico para produzir a prova, ou seja, a embriaguez”, explica o jurista e cientista criminal Luiz Flávio Gomes, que compactua com a proposta.

O pântano legislativo de não produzir prova contra si mesmo poderia ser evitado pelo uso do bafômetro passivo pelos agentes policiais. É o que defende o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, que coordena o Departamento de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria. Com esse aparelho, que já é usado em caráter experimental para triagem de motoristas alcoolizados na capital paulista, o condutor não precisaria soprar e bastaria uma conversa com o policial para que a presença de álcool fosse detectada. “A lei atual é muito restritiva no que se considera o bafômetro legítimo e foi feita muito antes dessa tecnologia. O bafômetro passivo é simples e eficiente”, diz Laranjeira. Para que essa tecnologia se firme é necessária uma mudança na lei, uma vez que o teste passivo mede se há presença de álcool, mas não a quantidade.

O especialista em medicina de tráfego Mauro Augusto Ribeiro sugere um ajuste no Código de Trânsito, que prevê somente penas administrativas como multa, retenção da habilitação e do veículo, caso o motorista recuse o bafômetro. Para ele, não participar do teste deveria ser uma confissão presumida de culpa. “O motorista pode ter o direito de não produzir provas contra si, mas não pode expor outras pessoas ao risco quando bebe e dirige.”

2 PUNIÇÃO

Aumentar a punição de quem dirige embriagado é um dos caminhos para inibir as pessoas de dirigir depois de beber. Muitos projetos com esse objetivo estão no Congresso Nacional. Um deles é do deputado Hugo Leal (PSC-RJ), autor da Lei Seca e presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro. Ele propõe aumentar a penalidade para motoristas que se envolverem em acidentes estando sob efeito de álcool, chegando a até 12 anos de prisão em caso de morte. O projeto prevê ainda que a prova de embriaguez seja obtida não só pelo bafômetro, mas também mediante testes de alcoolemia, exames clínicos ou provas testemunhais. Essa modificação também consta no projeto de lei do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que torna crime dirigir sob o efeito de qualquer concentração de álcool ou substância psicoativa no sangue. A proposta irá para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

A sociedade civil também se movimenta. Maurício Januzzi, da OAB, coleta assinaturas para encaminhar um projeto que amplia as penalidades para quem beber, guiar e matar uma pessoa, de forma que a pena comece a ser cumprida em regime fechado. “Se a política é de tolerância zero é assim que se faz. Oba-oba é como tem sido feito”, diz.

3 FISCALIZAÇÃO

Um dos maiores problemas da eficácia da Lei Seca é a fiscalização. Poucas cidades, como o Rio de Janeiro, conseguiram manter na população, três anos após o início da vigência da lei, o mesmo temor das blitze – apesar do Twitter da Lei Seca que informa onde estão as barreiras. Em São Paulo, a fiscalização, que era visível no começo, hoje é difícil de ser percebida. Além disso, os infratores esperam o horário previsto para o término da vigilância, que normalmente é em torno das 4h, para pegar o carro. E em cidades menores, no interior do País, a fiscalização praticamente inexiste e os bafômetros nem sequer chegaram lá. Por isso, especialistas defendem o endurecimento das operações.

Quando o cerco aperta, os resultados aparecem. Em um único final de semana na capital paulista, entre os dias 21 e 23 de outubro, quando o horário de fiscalização foi estendido até às 6h, os policiais flagraram oito motoristas embriagados por hora. “As tragédias acontecem depois das 4h ou 5h, tem boate que abre às 9h do domingo para receber o pessoal que saiu de outro local às 6h. Se a blitz encerrou o serviço às 4h, ela deixou muita gente escapar”, diz o sociólogo Eduardo Biavati. Há quem defenda barreiras até durante o dia. O jurista e cientista criminal Luiz Flávio Gomes acredita que o controle tem que ser implacável. “A fiscalização não pode ser flexibilizada, afrouxada”, afirma.

De acordo com o presidente da Associção Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Mauro Augusto Ribeiro, as operações precisam ter frequência e intensidade que as tornem perceptíveis, como ocorre no Rio, onde o posicionamento é escolhido de acordo com a quantidade de acidentes no local e pela proximidade com pontos de grande concentração de bares. “Também têm de gerar autuações, as pessoas têm de ser processadas, administrativa ou judicialmente”, complementa. Só o Estado de São Paulo, com 18 milhões de condutores, deveria fazer seis milhões de abordagens por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde. A dificuldade de estar presente em pontos tão espalhados e em horários adversos, como as madrugadas, pode estar por trás da falta de efetividade das blitze. Ribeiro cobra mais investimento nas operações. “É preciso dimensionar os recursos humanos. Quantas abordagens a PM quer fazer?”, indaga.

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CARIOCA
As blitze da Lei Seca no Rio são ostensivas e inibem quem bebe

4 EDUCAÇÃO

Mostrar o caminho e reger o comportamento. É assim, afirmam especialistas, que campanhas de segurança no trânsito mundo afora tiveram sucesso. Se educar deve vir primeiro do que a repressão, rever socialmente o conceito que temos sobre o álcool, porém, não é fácil. O uso da bebida alcoólica está culturalmente presente na vida do brasileiro. É uma das poucas drogas consumidas – por ser lícita – com a família reunida. O álcool ganha poder de sedução por meio de propagandas direcionadas ao público jovem que o associam a situações de poder, conquista, de belas companhias, velocidade.

Para dirigir, porém, não se deve beber. O consumo, mesmo em doses baixas, prejudica a visão noturna, a capacidade crítica e de respeito a normas e regras, como a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança e o respeito aos limites de velocidade. “Entre as vítimas fatais de trânsito, metade delas apresenta álcool no sangue”, afirma Ribeiro, da Abramet. No Rio de Janeiro, um dos focos da Operação Lei Seca é a conscientização preventiva feita também por cadeirantes que sofreram acidente de trânsito quando dirigiam embriagados.

Essas pessoas frequentam locais de grande concentração de bares, como a Lapa, para convencer motoristas a não guiar sob o efeito do álcool. O programa inclui palestras em escolas, universidades e empresas. Desde abril, já aconteceram sessenta delas. “Os cadeirantes mostram que um dia eles foram motoristas iguais aos demais. As palestras sensibilizam muito”, afirma o coordenador da Operação Lei Seca, major Marco Andrade. “Sou a favor que se faça uma campanha parecida à dos cigarros, com fotos chocantes nos rótulos das garrafas de bebida alcoólica”, reforça a procuradora de Justiça Luiza Nagib Eluf, do Ministério Público (MP) de São Paulo.

O alerta para os perigos do uso do álcool, segundo o sociólogo Biavati, deve ser reforçado em campanhas em escolas do ensino médio e universidades, uma vez que os jovens são as principais vítimas da direção perigosa. Um estudo do Ministério da Saúde, de 2009, aponta que 45,5% das vítimas têm entre 20 e 39 anos. “Aulas sobre prevenção ao álcool e entorpecentes deveriam constar do currículo escolar. Porque é um assunto importante para a sobrevivência do aluno”, diz a procuradora paulista.

5 TRANSPORTE

No início da Lei Seca, alguns bares firmaram acordos com taxistas para que o cliente não perdesse o hábito de beber de noite e voltasse para casa no banco do carona de um táxi. No Rio de Janeiro, onde as distâncias entre os pontos são menores e o preço da bandeirada do táxi é mais barato do que em São Paulo, por exemplo, muitos boêmios abraçaram esse transporte particular. “Mas em São Paulo, Brasília e Porto Alegre isso não deu muito certo”, afirma o sociólogo Biavati. Fornecer transporte público para quem vai sair para a rua de noite, porém, é que representaria um avanço real na direção da diminuição dos casos de acidentes automobilísticos causados por embriaguez.

É preciso oferecer esse serviço para quem se dispõe a deixar o carro em casa e aos que não têm condições de pegar um táxi, defendem especialistas no tema. “O metrô fecha à meia-noite em muitos países? Ok, mas que o nosso metrô funcione de madrugada”, opina Luiza, do MP paulista. Em Nova York, por exemplo, funciona. “É preciso uma política governamental para atender uma parcela da população que transita pelas ruas à noite, seja nos bairros boêmios, seja na periferia.”

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27 de out. de 2011

Boas maneiras e cortesia


Se cada vez mais pessoas vão usar a bicicleta mais vezes, é importante que todo mundo compartilhe as ruas com segurança, boas maneiras e cortesia.

Espera-se sempre que os ciclistas saibam compartilhar o espaço urbano com pessoas de todas as idades e ritmos, incluindo pedestres, patinadores, corredores de rua, skatistas e triciclos.

Com respeito e educação, ciclistas e pedestres podem perfeitamente compartilhar rotas e caminhos. Pois caminhos compartilhados funcionam na maioria das situações, para ambos os lados.

Em alguns lugares talvez seja melhor ter ciclovias e calçadas separadas, devido ao volume de bicicleta e pedestres. No entanto, na maioria das situações, um caminho amplo e bem concebido, com no mínimo 3 metros de largura, é ideal para ser utilizado por todos de modo compartilhado.

Onde existir ciclofaixas e ciclovias, pedale nelas e deixe as calçadas para pedestres. Sabemos a raiva que dá quando carros andam nas ciclofaixas ou acostamentos.
Em qualquer ocasião, se precisar parar, saia do caminho.

Ou seja, existem regras para a utilização de espaços urbanos comuns que os tornam mais agradáveis para todos. Os principais pontos de etiqueta urbana que os ciclistas devem observar foram selecionados e colocados nestes dois folhetos que a Transporte Ativo acaba de publicar:


O primeiro folheto mostra as regras gerais de comportamento, como obedecer semáforos, sempre respeitar pedestres, ter cuidado ao compartilhar espaços, pedir licença, agradecer, ser visto e ouvido com luzes, faixas e campainhas.


O segundo folheto fala de boas maneiras específicas ao estacionar nossas bicicletas. Evitar trancar a bicicleta em outra desconhecida, verificar se não está impedindo ou atrapalhando a passagem de pedestres, nunca amarrar em árvores. Boas maneiras e bom senso pode evitar conflitos no prédio ou condomínio onde você mora, e no trabalho, se nestes locais 
você costuma parar sua bicicleta em espaços comuns.

Ao contrário do motorista preso dentro de um carro, andar de bicicleta é uma atividade sociável. Ciclistas podem dizer olá e sorrir para as pessoas quando passar por elas.

Vivemos em cidades com ruas vibrantes e vida intensa. Ter tempo para apreciar isto enriquece o convívio de todos que compartilham nossos espaços públicos. Compartilhar as ruas significa cada um perceber e respeitar o outro. Significa a certeza de que, somente na presença do outro, ao reconhecer ou notar a presença do outro é que também somos notados e percebidos.

E é assim que, de fato, podemos construir o que é coletivo. A cidade melhor para todos depende principalmente de mim mesmo.

26 de out. de 2011

Distúrbios comportamentais no trânsito, por Dirceu Rodrigues Alves Jr

É assustador o que se vê no trânsito hoje em dia.
 

É a máquina sobre rodas virando escudo e arma ao mesmo tempo. Falta educação, gentileza, cordialidade e cidadania. Mas existem alguns comportamentos que assustam, intimidam e geram insegurança a todos nós.
     
Vamos chamar de psicopatias ou sociopatias o Transtorno de Personalidade Antissocial. Nessa condição nosso motorista vê as pessoas como objeto. Ele é consciente, sabe o que está fazendo, nunca identifica seu erro. Isso não tem cura, é um processo crônico, evolutivo. Ele é capaz de atropelar um pedestre, dar uma fechada num outro veículo causando dano pessoal e material e nem se importar com isso. Nunca sente remorso dos erros e absurdos cometidos. É avesso a vida associativa.
 

O raciocínio, razão, emoção são nulos.

Os loucos são tratáveis. São inconscientes, não têm razão e são afogados por excesso de emoções.
    

Existem ainda os distúrbios comportamentais ou comportamento antissocial gerados pelo uso do álcool e drogas de maneira isolada ou crônica.
    

Álcool e drogas atuam no cérebro alterando funções cognitiva (atenção, concentração, raciocínio, vigília), motora (reflexos, movimentos coordenado) e sensório perceptivo (tato, audição, visão).
    

Tanto um como outro agem deprimindo o sistema nervoso central. Provocam distúrbios comportamentais, geram fatos policiais e impreguinam o nosso trânsito.
    

Temos ainda, indivíduos portadores do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI). São aqueles chamados de ''Pavio Curto''. Trata-se de um quadro psiquiátrico em que o indivíduo perde ''a estribeira'', perde a tranquilidade e parte para o ataque. Faz escândalo, berra, grita, xinga, faz ameaças, é capaz de destruir objetos, bater no veículo que supostamente lhe incomoda sendo capaz de saltar e agredir fisicamente ou através do que tiver nas mãos. Torna-se elemento extremamente perigoso porque não tem limites. Naquele momento se acha pleno de razão. São esses que intimidam as pessoas no trânsito.
    

O quadro aparece de maneira súbita, inesperadamente diante do que julga ter sido agredido, ultrajado, explode com esse distúrbio tornando-se extremamente perigoso diante do que julga ser o seu algoz.
    

Interessante que após o fato demonstra vergonha, arrepende-se e julga-se culpado.
    

Esse é o inimigo que mais vemos presente no dia a dia do nosso trânsito, que gera violência, agressões e desencadeia a ''Fúria no Trânsito''.
    

É o elemento que sempre está na defensiva e repentinamente, quase sempre sem motivo mais justo, parte para o ataque enfurecido, da fechada, joga o farol alto, cola na traseira, tornando-se um invasor da tranquilidade e do espaço alheio.
    

Fatores biológicos, psíquicos, sociais e ambientais são os desencadeantes desse transtorno.
    

Há necessidade de se buscar auxílio psicológico e psiquiátrico por conta própria e muitas vezes por orientação da família que teme os momentos mais agudos das crises. Não podemos e não devemos deixar tais quadros evoluírem e levarem os portadores a conflitos no trânsito que podem chegar à prisão ou morte.

Dr. Dirceu Rodrigues Alves JúniorDiretor de Comunicação e do Departamento de medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET
 

www.abramet.org.br
dirceurodrigues@abramet.org.br
dirceu.rodrigues5@terra.com.br


Fonte: 
http://www.perkons.com/?page=noticias&sub=opiniao&subid=713&__akacao=625447&__akcnt=1bc33edb&__akvkey=9cc2&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=261011_newsletter_out11B - Acesso em 26/10/2011

''Temos gente capacitada e bons conteúdos. Falta dar capilaridade''

Assessoria de Imprensa Perkons

Especialistas em trânsito falam sobre as conquistas e os desafios da educação viária no Brasil.

Quando o assunto é educação lidamos o tempo todo com conceitos e ética. Dessa forma, no trabalho com o jovem e com a criança, é preciso mostrar o valor do respeito em geral. Do ponto de vista da própria ética e do papel da escola, que muitas vezes sequer dá condição para que a criança transborde essa educação além dos muros da escola.

A transversalidade, na questão da saúde, da educação, transporte e meio ambiente com o trânsito é muito importante. Analisado do ponto de vista da política pública se faz essencial. Luiz Carlos Néspoli, da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET), um dos estudiosos de educação de trânsito mais respeitados no país, esteve no 18º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito, da ANTP, e falou sobre o tema.

 Segundo ele, ''levantamos que existem, hoje, no Brasil, mais de 300 mil pessoas, entre professores, especialistas e profissionais que falam de trânsito no país. Mas o que será que eles estão falando?''.

O responsável pelo setor de educação da CET/SP conta que há muitas experiências de educação no trânsito e que é preciso tirar o melhor do que cada um está fazendo. ''A nossa política de educação no trânsito se baseia em educar alunos, condutores habilitados, profissionais do setor, além de criar campanhas educativas e ações comunitárias. No entanto, os programas são espasmódicos'', constata. ''Hoje, há mais gente capacitada, bons e fartos conteúdos educativos. Mas precisamos dar capilaridade a esse material, envolvendo mídia, autoridades e sociedade. Assim, dá certo'', completa. 

A preferência do pedestre

Recentemente, a CET/SP colocou nas ruas uma campanha pedindo aos participantes do trânsito que priorizem o pedestre. Batizada de ''Dê preferência à vida, respeite o pedestre'', o projeto comprova a eficácia de uma fórmula desenvolvida pelo departamento de educação em poucos meses.

''Em São Paulo, esse tipo de ocorrência representa mais de 50% das estatísticas de acidentes de trânsito. A questão é colocar o assunto em discussão porque dela surge conhecimento. Antes da campanha, apenas 10% dos motoristas respeitavam pedestres na faixa, em 60 dias depois da campanha discutida e repercutida, esse número subiu para 25%, em outubro, já estamos em 32%'', apresenta.

O Código de Trânsito Brasileiro, quando passou a viger em 1998, foi anunciado à época como o código da vida por prever que os pedestres tinham prioridade. Para Maria Amélia Franco, especialista em trânsito e gerente de comunicação corporativa da Perkons, empresa que trabalha com gestão de tecnologias para o trânsito, “o sucesso em uma campanha como esta, passa necessariamente pela integração de ações de engenharia, educação e fiscalização, assim como a atuação por meio da mobilização da sociedade e imprensa”, diz. 

Ela acredita que as intervenções nas vias, como sinalização, melhoria de calçadas, além de mudanças no ambiente são algumas medidas de engenharia que contribuem para a percepção de que a preferência é do pedestre. A responsável pela criação do site www.educacaoetransito.com.br afirma que medidas como essa são percebidas rapidamente pois fazem parte do cenário. “Já a fiscalização, ampliada por meio das tecnologias de monitoramento disponíveis, cumpre o papel de fazer valer a sinalização, a lei e prevalecer o respeito”, conclui.