19 de jan. de 2012

Estado emocional pode influenciar nas condições de dirigir

Com o crescimento avançado dos grandes centros urbanos, consequentemente há um aumento de veículos nas ruas e, com ele a falta de paciência e discussões acontecem diariamente entre os condutores. De acordo com a psiquiatra Aline Kárita dos Santos, o estresse emocional pode ser um grande vilão para esse tipo de desequilíbrio emocional. “Para os motoristas e motociclistas, o trânsito acaba transmitindo uma sensação de perda de tempo. Com isso, aumenta a pressão que os tornam irritados e agressivos”, explica.

A especialista acredita que ao entrar em um veículo o motorista tem reações que possivelmente não teria fora dele. “O veículo se torna um símbolo de poder causando uma situação de competição entre os motoristas. Além disso, quando eles estão dentro do carro se sentem anônimos e realizam atitudes que possivelmente não realizariam em público”, ressalta.

Casos 
 
Somente nos últimos três meses, o G1 noticiou quatro casos envolvendo desentendimentos entre condutores na Região Metropolitana de Goiânia. Em um deles, o motorista de uma caminhonete arremessou um extintor de incêndio no para-brisa de um ônibus do transporte coletivo, após uma discussão. Já em outra situação parecida, um motociclista, que estava sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), quebrou o para-brisa de outro ônibus público.

Em novembro de 2012, o delegado-adjunto da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), Alexandre Meinberg, chegou a ser detido suspeito de ameaçar um motorista que teria cochado o veículo no retrovisor do carro dele. De acordo com o delegado, o condutor teria causado a situação. “Depois que houve a batida, ele veio atrás de mim piscando os faróis, eu já ia parar para ver, mas ele veio me injuriando e eu desci com a arma”, declarou.

Morte
 
Há aproximadamente sete anos, o serralheiro Luís Sérgio, de 42 anos, foi morto após esbarrar a motocicleta dele no retrovisor do automóvel do advogado Silvio Martins, de 28 anos. De acordo com as testemunhas ouvidas na Delegacia de Homicídios, o motorista teria se irritado com a situação e atropelado o motociclista. Após o atropelamento, ele passou com a roda do carro sobre a cabeça da vítima.

Fonte: G1

Disponível em: 

17 de jan. de 2012

Curso de Fiscalização e Educação para o Trânsito


Forme uma Turma em sua Cidade!

Carga Horária: 30 horas/ aula

Objetivos
Possibilitar reflexões e aprendizagem sobre fiscalização e educação para o trânsito, a fim de aprimorar os conhecimentos nestas áreas.

Programa do Curso

Fiscalização para o Trânsito

 

1. Considerações gerais e preliminares: 2 h/a;
1.1. Competência legal para fiscalização de trânsito;
1.2. Campo de atuação do agente de trânsito.

2. Infrações de trânsito de competência do órgão municipal: 8 h/a;
Normas gerais e infrações de trânsito correlatas, relativas:
2.1. ao comportamento do condutor e obediência às normas de segurança;
2.2. às regras de preferência;      
2.3. às regras de ultrapassagem;
2.4. à circulação em geral;
2.5. às regras de velocidade;
2.6. às regras de estacionamento e parada.

3. Infrações de trânsito de competência do órgão estadual: 8 h/a;
Normas gerais e infrações de trânsito correlatas, relativas:
3.1. ao condutor;
3.2. ao veículo.

4. Atualização das Resoluções do CONTRAN relativas á  fiscalização: 2 h/a.
4.1. Resoluções de 2009,2010 e 2011;
4.2. Fiscalização Eletrônica e Fiscalização de condutores que ingerem substâncias alcoólicas.

Educação para o Trânsito

1.    Educação para o trânsito e aprendizagem: 2 h/a.

2.    Educação de trânsito para crianças e adolescentes: 6 h/a;
2.1. Educação baseada em valores;
2.2. Métodos e técnicas de educação para o trânsito;
2.3. O Trânsito como tema transversal na escola.

3.    Comunicação e trânsito: 2 h/a;
3.1. Funções da Linguagem;
3.2. Campanhas Educativas para o Trânsito.

Metodologia e Recursos Educativos
Dinâmicas individuais e de grupo, exposição de motivos, exemplificação, slides, imagens, músicas, vídeos, exercícios práticos e muito mais.

Docentes

RICARDO ALVES DA SILVA - Fiscalização para o Trânsito

 

Major da Polícia Militar de Santa Catarina* - Pós Graduado em Gestão e Segurança no Trânsito, pela UnC (Universidade do Contestado) Campus Concórdia – SC, e Pós Graduado em Segurança Pública pela UNISUL –SC.
Membro do Grupo Técnico para Estudos de Assuntos de Trânsito da PMSC; Membro da JARI Estadual de Concórdia - SC. Professor do Curso de Formação de instrutores da FABET (Fundação Adolfo Bósio para Educação no trânsito). Professor da Cadeira de Municipalização do Trânsito e Legislação de Trânsito, no Curso Superior de Administração no Trânsito, na UNOESC - Campus Videira - SC; Professor da cadeira de Legislação de Trânsito e Fiscalização de Trânsito na Pós Graduação em Educação e Direito de Trânsito de na COMUNIQUE CENTER, Joinville –SC. Professor. Professor na Cadeira de Fiscalização de Trânsito na Pós Graduação em Gestão e Direito de Trânsito CEAT – Centro de Estudos Avançados e Treinamento / Trânsito. Faculdade INESP – Instituto Nacional de Ensino Superior e Pesquisa. Autor do livro Tudo que você precisa saber sobre as infrações de trânsito: Ed. São Paulo: Letras Jurídicas, 2009. E o livro - Infrações de trânsito e processo administrativo: livro didático / Ricardo Alves da Silva; design instrucional Viviani Poyer. – Palhoça: UnisulVirtual, 2011

IRENE RIOS – Educação para o Trânsito
Mestranda em Educação; Especialista em Meio Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito e em Metodologia de Ensino; Diretora da EDUTRANEC - Educação para o Trânsito e Eventos Culturais; Professora conteudista da disciplina de Educação para o Trânsito, na UNISUL VIRTUAL; Professora da disciplina de "Educação de Trânsito" no CESUMAR (Educação á distância), “Educação de Trânsito para Crianças e Adolescentes”, no CEAT – Centro de Estudos Avançados e Treinamento – São Paulo – SP; Professora das disciplinas de “Educação no Trânsito” e “Campanhas Educativas de Trânsito” na UNIVALI – Universidade do Vale de Itajaí - SC; Coordenadora do projeto “Educação Continuada de Trânsito”, no município de Palhoça - SC; Consultora de Educação para o Trânsito no município de São José – SC; Com 24 anos de experiência em educação, sendo 8 em Educação para o Trânsito; Autora dos livros: "MANUAL PARA MOTORISTA com agenda", “QUEM? EU? EU NÃO! E outras crônicas de trânsito” e “TRANSITANDO COM SEGURANÇA: Educação para o Trânsito”. Contato: (48)

 

Investimento: Solicite um orçamento!

Incluso: material didático

Os participantes receberão certificado de participação.

EDUTRANEC – Educação para o Trânsito e Eventos Culturais Ltda. Me.
CNPJ: 11.112.468/0001-94
Endereço: Rua João Stahelin, 2359 - Boa Parada - São Pedro de Alcântara – SC - Cep: 88.125-000 Fone: (48) 3246-8038 - treinamentos@edutranec.com

Minutas de resolução para alterar a regulamentação da implantação de ondulações transversais e sonorizadores

Download Minuta Sonorizadores
Download Minuta Ondulações Transversais


Versão Preliminar

Informamos que a Câmara Temática de Engenharia de Tráfego, da Sinalização e da Via, do CONTRAN elaborou duas minutas de Resolução a fim de atualizar as normas para implantação de ondulações transversais e sonorizadores em vias públicas, hoje regulamentada pela Resolução 39/1998.

Essas minutas estarão disponíveis no site do DENATRAN – www.denatran.gov.br - até o dia 17 de fevereiro de 2012, período em que o DENATRAN receberá sugestões, críticas e comentários que serão, posteriormente, analisados pela referida Câmara Temática, previamente ao encaminhamento da versão final da minuta para deliberação do CONTRAN.

As contribuições devem ser enviadas à Coordenação Geral de Planejamento Normativo e Estratégico, do DENATRAN, no e-mail cgpne@cidades.gov.br, identificando como assunto "ondulações transversais" ou “sonorizadores”, conforme a minuta a que se refira a mensagem.

Sugestões de alteração nas minutas elaboradas pela Câmara Temática de Engenharia de Tráfego, da Sinalização e da Via devem especificar, no mínimo:
  • o trecho que se propõe alterar;
  • a alteração proposta;
  • a justificativa da alteração proposta.
Lembramos que se tratam aqui de minutas de Resolução e que qualquer alteração na regulamentação em vigor só tem validade após a aprovação da Resolução pelo Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN.

Mais informações,
CGPNE / DENATRAN
cgpne@cidades.gov.br
Telefone:(61) 2108-1860

12 de jan. de 2012

Idoso ao volante: Quando é a hora de parar de dirigir?

Especialistas dizem que famíla devem ficar atentos a perda de reflexos
 
Na semana passada, o Vanguarda TV mostrou o acidente provocado por uma motorista de 75 anos em Caraguatatuba. Ela perdeu o controle do carro e atropelou onze pessoas. A ocorrência deixou uma pergunta: até que idade é seguro dirigir, sem trazer riscos para si mesmo e as pessoas?

Ernane tem 68 anos e é aposentado. Jogar com os amigos é apenas uma das atividades diárias dele, que incluem ainda as compras da casa e idas ao banco.


Credito: Reprodução / Rede Vanguarda


Um dos pontos fundamentais para Ernane manter a independência, fazer o que quer, é ter um carro e poder dirigir. “O carro hoje não é luxo é uma necessidade. A gente dá conta de cumprir várias tarefas indo de carro”.


No trânsito, fica comprovado. Ernane dirige com cuidado, reclama dos apressadinhos e de quem faz barbeiragem. Mas ele reconhece, já encontra algumas dificuldades ao volante. “Nas condições noturnas aí dificulta um pouco. O pessoal não tem tanto cuidado com os outros. Eu podendo evitar, eu evito dirigir à noite”.


Mas até que idade é possível dirigir? A lei não impõe limites. Apenas exige exames mais frequentes para renovar a carteira de habilitação. “A cada três anos ele passa pela avaliação. O motorista novato vai ser avaliado a cada cinco anos”, explica o instrutor de trânsito, Gilberto França.


Na semana passada, uma idosa de 75 anos, atropelou 11 pessoas que estavam em uma calçada em Caraguatatuba. Ela estava estacionada em frente a uma agência bancária. Ao dar ré, bateu em um carro forte. Depois acelerou, atingindo as vítimas.


Segundo a médica geriatra Regina Vasconcelos, ao envelhecer temos uma perda parcial na visão, nos reflexos e na capacidade de tomar decisões rápidas. Sintomas normais, que não impedem a direção. Mas o idoso e a família devem ficar atentos caso eles se agravem. “É muito mais bom senso do que qualquer outra coisa. Não existe um limite de idade, mas existe o limite de capacidade e ele tem que ajudar os outros nessa decisão”.


Por enquanto Ernane pode passear á vontade por aí. Ele disse que vai saber a hora de parar. “Eu acho que vai chegar um dia em que eu mesmo vou perceber que não dá mais para dirigir, até para evitar problemas”.


Os especialistas afirmam ainda que para dirigir de forma segura, os idosos devem evitar sair nas horas de maior movimento e pegar o volante à noite, por causa da redução do campo visual. Além de optar por horários mais tranquilos, quem quiser dirigir por bastante tempo deve escolher as vias que já conhece e, de preferência, sair acompanhados.
 
Fonte: http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=111889  - Acesso em 12/01/2012

Pneus velhos viram proteção anti-ruído para estradas

Pneus velhos viram painéis acústicos para estradas


Além de uma maior absorção dos ruídos, as barreiras feitas com pneus reciclados são mais leves, minimizando os custos de engenharia durante a construção.[Imagem: Tecnalia]

 Pesquisadores espanhóis desenvolveram uma técnica de reprocessamento que permite construir barreiras anti-ruído para estradas usando pneus velhos.

Quem roda pelas estradas que passam próximo aos grandes centros urbanos observa enormes muros de concreto, ao lado da estrada ou entre as pistas.

Essas construções servem tanto para minimizar o ruído da estrada que chega às áreas residenciais, quanto para isolar as pistas.

Os engenheiros desenvolveram uma técnica que usa o material dos pneus, com um gasto mínimo de energia, para a confecção de painéis.

Estes painéis podem ser montados como se fossem segmentos de um muro pré-moldado.

Barreira acústica eficiente

Depois de resolver os problemas estruturais, a boa surpresa veio quando os pesquisadores verificaram que o material poroso dos pneus velhos produz uma barreira acústica mais eficiente.

Além de uma maior absorção dos ruídos, as barreiras feitas com pneus reciclados são mais leves, minimizando os custos de engenharia durante a construção.

Embora o objetivo primário seja a construção de proteções acústicas para rodovias, o material poderá ser usado em outras aplicações similares.

Mercado

O projeto é parte de um esforço de pesquisa e desenvolvimento, financiado pela União Europeia, para dar novas destinações aos pneus reciclados.

O projeto, chamado EKOPAN, pretende agora preencher o hiato existente entre a demonstração de que os painéis de isolamento acústico funcionam e a sua chegada ao mercado.

Para isso, os engenheiros do Instituto Tecnalia estão testando a conversão dos pneus velhos em painéis acústicos em escala industrial, para que a solução possa chegar às estradas.

Fonte: 

Debate Online - Psicologia do Trânsito e Avaliação Psicológica de Motoristas

11 de jan. de 2012

Cuidado com o Barulho!

Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior

Barulho causa zumbido, perda da audição e surdez.
                   
Você sabia que o barulho produzido pelo trânsito leva a surdez e a incapacidade para o trabalho no transporte?
                                              
Sabia que esse barulho produz doença do trabalho?
 
Os motoristas em geral não estão ligados no risco que o barulho produzido pelo trânsito é capaz de causar. Ele produz redução da audição, zumbidos e surdez.

Quanto maior o barulho e quanto maior o tempo de exposição diária maior será a perda. Não acontece num dia, logicamente, há necessidade de exposição prolongada. Depende também da sensibilidade de cada um e de doenças pré existentes ligadas à audição.

Observe o seguinte: a legislação do trabalho recomenda que o trabalhador não deva ficar exposto a ruído acima de 85 decibéis por mais de 8 horas por dia. 

Sabemos que todo veículo sem boa manutenção é bastante ruidoso chegando muitas vezes a ultrapassar os limites preconizados na legislação. Sabemos ainda que as jornadas de trabalho dos profissionais do transporte são muito longas e que em muitos casos fazem até duas jornadas por dia.

Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro, discordando da Legislação do Trabalho, não recomenda uso de protetores auriculares para aqueles que trabalham no transporte, mesmo sabendo tratar-se de ambiente extremamente ruidoso. Deixa dessa maneira totalmente desprotegidos os motociclistas e motoristas em geral.

Nós que atuamos na saúde ocupacional não conseguimos pensar de outra maneira se não na prevenção. Temos que evitar o zumbido, perdas auditivas e surdez porque são alterações que se iniciam e o indivíduo não percebe, e o pior, são lesões progressivas, crônicas e incapacitantes.

Em estudos realizados com o ruído produzido pelo trânsito chegamos a concluir que 20% dos investigados eram portadores de perdas auditivas importantes, e não sabiam. Lembro aqui que perda auditiva é uma redução da audição que pode chegar à surdez, e surdez é uma perda auditiva profunda, irreversível, e é hoje incapacitante para atividade profissional no transporte.

E como se percebe que está ocorrendo essas perdas?

A perda é gradual. Não é perceptível. Vai-se perdendo com a maior intensidade do ruído e com tempo de exposição. Lógico que depende também de outros fatores como idade, suscetibilidade, fator familiar, doenças pré-existentes, etc.

Muitas vezes quem identifica a perda auditiva são pessoas da família, no convívio diário percebem que precisam elevar a voz para serem ouvidas.

Outras vezes o indivíduo observa que tem dificuldade para ouvir a televisão quando alguém conversa próximo.

É comum também o indivíduo procurar o médico porque percebe um barulho dentro da orelha (ouvido), como se fosse o barulho de uma cachoeira, alguns até referem que parece existir um grilo dentro do ouvido. Esse barulho, eles referem que aumenta durante a noite e que não conseguem dormir por isso. O zumbido, a perda auditiva e a surdez são lesões evolutivas e definitivas, isto é, não tem retorno, não há recuperação e leva o indivíduo a incapacidade social e funcional.

Na verdade a única maneira de avaliarmos isto é através da curva audiométrica (audiometria) feita dento de uma cabine acústica pela fonoaudióloga ou pelo médico.

Como proceder?

A conduta diante do ruído é posicionar a máquina geradora o mais distante possível do homem. A fonte ruidosa deve ficar bem longe das orelhas do trabalhador. Não podendo adotar este critério temos que pensar em enclausurar a máquina ruidosa, colocá-la em ambiente totalmente fechado. Tudo isso é também impossível no nosso caso. Partimos então para proteção coletiva e ou individual. O uso de protetor auricular (plug ou abafador de ruído) seria a alternativa. A legislação de trânsito não recomenda tal proteção. A única opção que nos resta é reduzir o tempo de exposição do motociclista e do motorista ao ruído. Daí pode-se entender porque de longa data recomendamos redução da jornada de trabalho para todos aqueles que direta ou indiretamente estão expostos aos ruídos produzidos pelo trânsito dos grandes centos, durante a jornada de trabalho.

Como o motociclista, motorista e a empresa devem agir?
   
Devem inicialmente zelar pela boa manutenção da máquina. A máquina bem cuidada faz menos barulho. Atuar sempre na redução desses ruídos, observando vibrações, regulagem, descarga, ajustes, amortecedores, suspensão, etc. Sempre lembrar que buzina é outra fonte de ruído e como tal não deve ser usada para abrir caminho. Esta buzina também causa perda auditiva, zumbidos e surdez, mesmo usada de maneira intermitente como hoje fazem os motoboys.

No exame médico admissional deve ser incluído a realização de uma audiometria. Nesse exame é medido o nível de audição. Essa audiometria inicial servirá de parâmetro para os exames posteriores. A cada ano, faz-se no exame periódico, a audiometria, obedecendo ao Programa de Controle Médico da Saúde Ocupacional (PCMSO) do Ministério do Trabalho e Emprego. Essa nova audiometria será comparada a anterior. O médico avaliará e havendo perda tomará dentro das medidas preventivas já apresentadas a conduta ideal. Pode ser que seja o momento de se fazer um Comunicado de Doença do Trabalho (CAT) ao INSS. Dessa forma não se permite que o trabalhador chegue à surdez e incapacidade parcial ou total com prejuízo ao homem, à família, a empresa, a sociedade e ao país.

Não podemos esquecer que isto tudo que comentamos constitui doença do trabalho e como tal tem proteção da lei.


Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET - Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

Governo fecha os olhos para doença epidêmica no trânsito

Porque o acidente de trânsito é uma doença negligenciada pelo governo?

Acidente de trânsito e dengue são prioridades?
                                           
 
Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior*

A atenção do Ministério da Saúde de longa data é direcionada para a infestação de mosquitos transmissores da dengue. Mas uma doença epidêmica vem sendo negligenciada e que se comparada à dengue não tenho dúvida que terá número de vítimas e valores de custeio na prevenção e tratamento muito superiores.

Não é o que acontece. Hoje se gasta mais com a prevenção da dengue do que na prevenção dos acidentes de trânsito. 

Estou diante de uma doença grave, com alto índice de morbimortalidade para a qual diversos ministérios ainda não se voltaram. Enxergar o problema todos estão enxergando, mas nenhuma atitude convergente tem sido adotada. O Código de Trânsito Brasileiro determina em seu capítulo VI o envolvimento dos Ministérios da Educação, Desporto, Saúde, Trabalho, Transportes e Justiça desde que entrou em vigor em 22 de janeiro de 1998. Recentemente (19/12/2011) o governo lançou um novo projeto que chamou de PARADA (Pacto Nacional de Prevenção de Acidentes de Trânsito). Participam desse pacto o Ministério da Justiça, Cidades e Saúde. Deve atuar durante toda a década 2011-2020 conforme orientação da ONU.

Mas vejam os números da dengue e dos acidentes de trânsito:

Ano 2010, Brasil:

Dengue
936.260 vítimas
14.842 casos graves
592 óbitos
 
Acidentes de Trânsito
480.000 vítimas
110.000 seqüelados
40.000 óbitos

A diferença percentual de óbitos é de 6.756 %.

Surge triste notícia:

“Em 2011, o Departamento Nacio­nal de Trânsito (Denatran) teria à disposição R$ 690,9 milhões para ações de prevenção e educação no trânsito. No entanto, a maior parte dos recursos, provenientes do Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito (Funset), te­­rá outra finalidade: ajudar a formar o superávit primário do go­­ver­­no federal. Do orçamento do fun­­do previsto para este ano, 72% do total – o equivalente a R$ 494,1 milhões – foi bloqueado e não poderá ser investido em qualquer campanha ou programa de combate ao crescente número de mortes em ruas e rodovias do país”. (Hoje/ em DIA)

Para combate a dengue se gasta um percentual absurdamente maior que na prevenção dos acidentes de trânsito onde morrem milhares de pessoas e outras ficam seqüeladas.

Crescem as frotas, nenhum investimento para abrir espaço para se transitar. Como se não bastasse à precariedade com relação à educação de trânsito prevista no CTB que até hoje não foi aplicada. Ainda com CFCs com ensinamento precário, não permitindo o aprendizado das adversidades encontradas no dia a dia e sem uma educação continuada.

Não parece que o poder público reconhece a epidemia que assola o nosso país. Finge ignorar o prejuízo causado com repercussão em longo prazo. Esquece que não são apenas os óbitos que hoje perfazem 40.000 e os seqüelados 110.000 que em longo prazo irão se acumulando, derrubando a nossa produção, já que as maiores vítimas estão na faixa etária entre 18 e 29 anos, que desaparecem do cenário produtivo e passam a onerar o Estado até completarem 65 anos quando ainda deveriam ser produtivos.

Em curto prazo teremos uma diminuição significativa da produção que certamente repercutirá levando a redução de verbas para as áreas mais carentes.

Precisamos acordar o poder público para que consolide o Pacto Nacional de Prevenção de Acidentes de Trânsito (PARADA) recém criado e que implante normas para conter a guerra que vivemos nas ruas.

Diz o CTB que a educação para o trânsito é direito de todos e constitui dever prioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito, precisamos urgentemente de execuções.

Com o corte no orçamento para campanhas educativas em 72%, para o ano de 2011, concluímos que a proposta da ONU como sendo a Década de Ações para Segurança Viária não é, para nosso governo, motivo de ações exemplares.

Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET - Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

10 de jan. de 2012

Compartilhando e Multiplicando Educação para o Trânsito - Retrospectiva 2011.

 Os momentos de 2011,
Foram de grande intensidade.
Cursos, palestras e consultoria,
Orientações para várias idades,
Muitas postagens no blog
“Educação para o Trânsito com Qualidade”.

Atenção e carinho,
Visita a várias cidades,
Conhecimentos e experiências
E muitas amizades.
Fizeram de 2011,
Um ano bom, de verdade.

Palestra em Macapá - AP

Palestra em Águas de Lindóia - SP

Curso em Salvador - BA


Curso em São Paulo - SP



Palestra em Campo Grande - MS

Curso em Rio de Janeiro - RJ

Curso em São Bernardo do Campo – SP

Curso em Goiânia - GO



 Clique aqui para ver mais.

Curso em Rio Verde - GO



Palestra em Piracicaba - SP



Palestra em Quixeramobim – CE

Desenvolvimento do Livro Didático de Educação para o Trânsito 

(com 200 páginas)
Curso de Graduação em Segurança no Trânsito - Unisul Virtual

Curso no Detran do Pará – Belém - PA
Palestra no 7º Congresso Trânsito e Vida – Fortaleza – CE

Consultoria em São José - SC
Curso de Formação Continuada para Professores Multiplicadores de Educação para o Trânsito.



Clique aqui para ver mais.

Palestra no Festival Games for Change – São Paulo - SP

 Lançamento do "Jogo da Vida em Trânsito", pela Fundação Volkswagen.


Aula de Educação para o Trânsito
Curso de Especialização em Gestão, Educação e Direito de Trânsito  
Joinville - SC


Clique aqui para ver mais.

Alimentação do Blog Educação para o Trânsito com Qualidade
(248 postagens, em 2011)
113.611 visualizações de páginas. 
57.719 visitantes vieram de 1.037 cidadesComunicação sobre as novas postagens para 1.628 contatos cadastrados no blog.

Clique aqui para ver mais.

Perfil no Facebook - Compartilhando informações sobre trânsito.
 (4.427 amigos)


Clique aqui para ver mais.


Estou muito satisfeita
Por todas as atividades,
Pelo reconhecimento e apoio,
Pela afetividade.
Ao ver a educação para o trânsito multiplicada,
Vibro de felicidade.

Irene Rios

Manual para Motorista com agenda 2012, impresso pela prefeitura de Gaspar - SC



Autoria de Irene Rios

Política Nacional de Mobilidade Urbana entra em vigor em abril

[Foto]

A nova Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) entrará em vigor no prazo de 100 dias. A Lei 12.587/2012, que institui a PNMU, foi sancionada nesta terça-feira (3). A política estabelece princípios, diretrizes e instrumentos para que os municípios possam planejar um sistema de transporte coletivo capaz de atender à população e contribuir para o desenvolvimento urbano sustentável.

A lei incentiva a priorização do transporte coletivo, público e não motorizado, em vez do individual, particular e motorizado. Assim, determina, por exemplo, diversos mecanismos para garantir a oferta de gratuidades e a manutenção de passagens acessíveis nos meios de transporte coletivo.

As diretrizes da PNMU não poderão ser diretamente impostas aos municípios, já que estes têm competência para definir as regras do transporte urbano local. O governo federal poderá, no entanto, condicionar o repasse de verbas para projetos municipais de transporte à elaboração de planos baseados na PNMU.

O projeto original da PNMU foi apresentado em 1995, pelo então deputado Alberto Goldman, e absorveu contribuições de outras propostas. Recebido pelo Senado em 2010 como o PLC 166/2010, foi examinado pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), de Assuntos Econômicos (CAE), de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e de Serviços de Infraestrutura (CI), nesta última em caráter terminativo.

A presidente Dilma Rousseff vetou dispositivo que condicionava a concessão de benefícios tarifários à previsão em lei da origem dos recursos para seu custeio. Também rejeitou a possibilidade de estabelecimento de incentivos financeiros e fiscais para implementação das diretrizes da PNMU. Foi vetada, ainda, a revogação de artigos de outras leis que garantem gratuidade no transporte público para profissionais como carteiros e fiscais do trabalho.

Da Redação / Agência Senado