20 de out. de 2011

TESTE: Qual é o seu nível de permissividade no trânsito?

Escolha, em cada questão, a alternativa que mais retrata o seu comportamento habitual, quando interage com outras pessoas no trânsito. Ao final, some a pontuação obtida e veja o resultado do seu nível de permissividade no trânsito.

01.  Quando alguém vai lhe deixar em algum lugar, com automóvel, e não existe vaga liberada para o embarque e desembarque:

a)    não se incomoda em descer em local proibido, como fila dupla, contramão, na esquina ou em local sinalizado, desde que atenda à sua necessidade;
b)    demonstra à pessoa a sua insatisfação em ter de descer em local proibido, mas se convence de que não há outro jeito;

c)    convence o motorista a procurar um lugar permitido à parada de veículo, ainda que você tenha que andar um pouco mais para chegar ao seu destino.

2.    Quando você está com um grupo de amigos em número superior à capacidade de passageiros do automóvel:
a) entra no carro assim mesmo, se arrumando como for possível, ainda que fique apertado e/ou um no colo do outro;
b) tenta procurar uma solução mais adequada, sugerindo que dividam os passageiros nos veículos de outros amigos, mas, na impossibilidade, resigna-se com a situação;
c) não concorda com a situação e chama um táxi para acomodar você e outros que se convenceram de seu argumento.

03. Se alguém lhe oferece uma carona de motocicleta, mas só tem um capacete de segurança:
a) se for a única forma de você se locomover até onde precisa, vai assim mesmo, sem capacete;
b) aceita a carona, mas apenas porque o condutor decidiu ficar desprotegido e lhe ofereceu o único capacete disponível;
c) mesmo que seja a única forma de locomoção, recusa a carona.

04. Quando um amigo lhe pede carona em seu automóvel, para ele e o filho, menor de sete anos, e você não possui o dispositivo de segurança adequado à idade da criança:
a) leva assim mesmo, por conta da amizade, sem comentar sobre o assunto;
b) explica para o amigo que não pode levar a criança, por não possuir o dispositivo de segurança, mas realiza o transporte, frente à insistência dele;
c) recusa terminantemente a realizar o transporte inseguro e explica que a sua decisão procura salvaguardar a vida do filho dele.

05. Quando você está de carona e o motorista ingeriu bebida alcoólica (independente da quantidade):
a) vai embora com ele assim mesmo, pois confia na direção dele;
b) explica ao motorista sua preocupação e chama um táxi para você ir embora, permitindo que ele dirija sozinho;
c) procura convencê-lo a passar a direção para alguém que não tenha bebido ou, então, a deixar o veículo em um estacionamento.

06. Quando você liga para o celular de alguém e a pessoa diz que
está dirigindo:
a) continua falando normalmente;
b) diz que não quer atrapalhar e, portanto, vai falar rapidinho;
c) diz que liga depois ou, se for muito importante, pede para a pessoa estacionar para conversar com você.

07. Quando você está andando, na calçada, com outra pessoa e ela decide atravessar a rua fora da faixa de pedestres:
a) atravessa junto com ela, fora da faixa;
b) deixa-a atravessar e continua, sozinho, até a faixa;
c) explica o perigo de seu comportamento e procura convencê-la a atravessar na faixa;

08. Quando está em um automóvel (independente se na condição de motorista ou passageiro) e alguém não coloca o cinto de segurança (inclusive no banco traseiro):
a) fica quieto, pois já está fazendo a sua parte, utilizando o seu cinto de segurança;
b) informa à pessoa a necessidade de utilização do cinto e deixa a critério dela a escolha;
c) sendo você o motorista, não segue a marcha com o veículo, se a pessoa não colocar o cinto de segurança e, sendo você um dos passageiros, exige a utilização pela outra pessoa, dizendo que vai descer do automóvel, caso não atenda ao seu pedido.

09. Se você é passageiro e o motorista é imprudente, atendendo ao telefone celular, assistindo a um aparelho de DVD ou prestes a cometer qualquer infração de trânsito:
a) sente-se incomodado com o comportamento dele, mas prefere não falar nada (embora o risco lhe seja igualmente potencial);
b) deixa que ele continue no comportamento infracional e, na primeira oportunidade que tiver, comenta sobre o fato;
c) procura impedir, prontamente, que o motorista adote o comportamento inseguro, alertando que ele está colocando a vida de todos os ocupantes do veículo em risco.

10. Se você está em uma excursão e o ônibus utilizado para levar o grupo a um passeio estiver em fila dupla:
a) entra assim mesmo no ônibus; afinal de contas, quem está cometendo a infração de trânsito é o motorista e não você;
b) comenta com os outros sobre o cometimento da infração e/ou chama a atenção do motorista, mas entra no ônibus;
c) conversa com o motorista, para tentar persuadi-lo a parar em local correto, ainda que mais distante e, na impossibilidade de convencimento, decide não entrar no ônibus e vai de táxi ao local de encontro do grupo.

Resultado: Para cada alternativa “a”, adicione 1,0 ponto e para cada alternativa “b”, 0,5 pt (não some nada para cada “c”).
7 a 10 pontos – Você é muito permissivo no trânsito. Pode até ser alguém educado para a segurança do trânsito, mas ainda não pode se considerar um educador de trânsito. Conscientize-se de que as ações individuais não são suficientes para tornar o trânsito mais seguro, sendo necessária a colaboração de todos. Estimule os outros a seguirem o seu exemplo de motorista seguro!
3 a 6 pontos – Você é permissivo no trânsito com certa frequência. Embora não concorde com os comportamentos inseguros, não tem o costume de cobrar as outras pessoas. Procure fazê-lo de modo sutil, aproveitando as oportunidades para disseminar a cultura de segurança do trânsito!


0 a 2,5 pontos – PARABÉNS! Você é um verdadeiro EDUCADOR de trânsito, pois se preocupa tanto com seu comportamento quanto com o dos outros. Sua atitude transformadora é o ideal de todos os profissionais que atuam na área, para que a segurança do trânsito seja uma realidade no Brasil. Continue assim!

TESTE ELABORADO POR JULYVER MODESTO DE ARAUJO

Curso Básico de Educação para o Trânsito, em Recife


Últimos dias para as inscrições!



Temos inscrições das cidades de: Aracaju / SE - Limeira / SP - Maceió / AL -  Paulista / PE - Recife / PE - Rio Largo / AL - Teresina / PI.


Informações e Inscrições: Aqui!

Detran realiza curso de educação para o trânsito para universitários

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) realiza a partir desta quarta-feira (19.10) até sexta-feira (21.10) curso de educação para o trânsito para 60 alunos do curso de pedagogia de uma universidade particular de Cuiabá. É a primeira vez que um curso com este tema é ministrado para universitários. 
 
De acordo com a psicóloga do Detran-MT, Isabel Figueiredo, educar para o trânsito é importante no processo de conscientização e multiplicação do conhecimento. “Este curso possibilitará a esses futuros pedagogos irem para a sala de aula com conhecimento para trabalhar o assunto e, assim, multiplicar o entendimento sobre o tema”, enfatiza Isabel. 
 
Para o Presidente do Detran-MT, Teodoro Moreira Lopes, o Dóia, a meta é que em 2012 mais cursos de educação para o trânsito sejam realizados em instituições de ensino superior de Mato Grosso. “Este é apenas o primeiro curso, esperamos que mais universidades se interessem e, então, possamos caminhar para uma maior conscientização, e conseqüentemente, redução no número de acidentes de trânsito”, diz Dóia. 
 
As universidades que tiverem interesse no curso podem entrar em contato com a Coordenadoria de Educação para o Trânsito do Detran-MT por meio do telefone 3615-4703.
 

Recortes da Palestra em Quixeramobim - CE - A importância da autonomia

IV Fórum Mineiro da COMSET - Juiz de Fora


18 de out. de 2011

Cidade do interior de MS distribui carteira de ciclista para população

Em quatro dias, aproximadamente três mil documentos já foram entregues.
Departamento de Trânsito pretende registrar todas bicicletas de Caarapó.



Cidade do interior de MS distribui carteira de ciclista para população (Foto: André Nezzi/Caarapó News) 
Mulher recebe sua carteira de ciclista; cerca de 3 mil documentos já foram distribuídos na cidade
(Foto: André Nezzi/Caarapó News)


O Conselho Municipal de Segurança de Caarapó, a 273 quilômetros de Campo Grande, começou na última sexta-feira (14), a distribuição da carteira de ciclista no município. O documento, não é de porte obrigatório para a condução do veículo, mas terá informações sobre o condutor e a bicicleta.


Segundo o diretor do Departamento Municipal de Trânsito (Demtrat), Luiz Dáuria, a carteira de ciclista faz parte de um trabalho que está sendo executado pela prefeitura em parceria com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a Polícia Militar (PM) para conscientizar a população da importância da educação no trânsito.

 De acordo com o diretor do Demtrat, essa distribuição está sendo feita pelos estabelecimentos que vendem bicicletas. “É uma espécie de carteira de cidadania no trânsito”, disse. As pessoas devem preencher o documento com o nome, tipagem sanguínea, endereço, data de nascimento e o número de identificação da bicicleta. Até esta terça-feira (18) já foram distribuídos cerca de três mil carteiras.


Além da distribuição da carteira, Dáuria explica que o órgão está realizando um trabalho de conscientização com a população. “Estamos indo nas instituições de ensino, dando esta orientação sobre a educação no trânsito”, explicou.

Ainda segundo Dáuria, há um planejamento de registro das bicicletas da cidade. “Futuramente nós pretendemos registrar todas as bicicletas de Caarapó”, concluiu.

13 de out. de 2011

Essa não deu no jornal – Trânsito na Alemanha

Por Ricardo Gonzalez

Estava este blogueiro caminhando pelo centro de Berlim, durante a Copa de 2006, quando tive a oportunidade de corrigir um mau hábito, através de uma explicação das mais lógicas. Numa esquina, o sinal estava aberto para o tráfego e, é claro, fechado para os pedestres. Parei. Olhei para o lado de onde vinha o trânsito e não havia nem um único veículo a menos de um quilômetro. O que fiz, como bom brasileiro? Atravessei a rua.
 Ao chegar do outro lado, fui educadamente chamado por um policial. Ele olhou minha credencial da Copa e perguntou se eu falava inglês. Respondi que sim e ele disse o seguinte:

“Estou vendo que o senhor não é alemão, não conhece nossas regras e, por isso, eu não vou multá-lo por atravessar com o sinal vermelho. Mas se eu pegá-lo fazendo isso de novo, vai levar a multa. E em caso de reincidência, o senhor será levado ao distrito policial. O senhor compreendeu?”

Polidamente como ele, respondi: “Perfeitamente entendido. Mas, apenas para minha informação, por que eu devo levar a multa, se não vinha nenhum carro, se eu não causei nenhum prejuízo a ninguém?”

Sem se alterar, a explicação veio: “Por causa das crianças, da educação delas. Se uma criança visse o senhor atravessando no sinal vermelho, ela não ia entender que não vinha carro, ou que não havia risco. Por associação de ideias, ela ia passar a atravessar no sinal vermelho. E seria atropelada.”

Explicação aceita, aprendida. E nunca mais eu atravessei no sinal vermelho do pedestre.

  1. Antonio de Pádua:
    13 outubro, 2011 as 0:46
    Gonzalez.. tive experiência parecida sobre educação no trânsito, não com um policial, mas pelo exemplo… em setembro/2010 casei e fui passar 8 dias de lua de mel em Buenos Aires… fiquei impressionado com a educação no trânsito dos portenhos… sem brincadeira, nunca vi nada parecido aqui no Brasil…. essa cultura do “jeitinho brasileiro” é de lascar.. devíamos aprender com os bom exemplos e melhorar nossos hábitos…. abraço…

  2. carlos alberto:
    13 outubro, 2011 as 3:20 Senhor Ricardo Gonzalez, quanta FELICIDADE passa pelo meu coração em ler essa sua REPORTAGEM. Essa sua REPORTAGEM deveria ser ESTAMPADA em todas as ESCOLAS PÚBLICAS e PARTICULARES de ENSINO, como também em todas as AUTO ESCOLAS para que ficasse bem claro como um CIDADÃO tem e deve se COMPORTAR nas VIAS PÚBLICAS. Não tenho conhecimento da existência de LEI que puna o pedestre sobre o não cumprimento deste ELEMENTAR procedimento. Se não existe uma LEI deste tipo que se faça uma SOLICITAÇÃO a QUALQUER PARLAMENTAR do CONGRESSO FEDERAL para apresente um PROJETO DE LEI ou outro instrumento qualquer e se crie uma LEI nestes moldes, para que se crie as condições de OBRIGATORIEDADE de COMPORTAMENTE PÚBLICO de qualquer cidadão que não proceda de forma EDUCATIVA nas VIAS PÚBLICAS. Quero aquí deixar meus votos de MUITAS FELICIDADES pela OPORTUNA e EDUCATIVA REPORTAGEM. Quanto resolveu escrever essa REPORTAGEM, certamente o SENHOR ESTAVA ILUMINADO. Parece simples, mas não é. As coisas simples são, talvez as mais IMPORTANTES DAS NOSSAS VIDAS.

  3. 13 outubro, 2011 as 6:29 Caraca, meu!
    Fiquei com vergonha de mim e de você com e por você!
    Que cena!

    A melhor explicação ever!
    Aqui isso nunca vai acontecer… sinal funcionando 100%, policial na rua, policial educado e inteligente… pedestre educado…


  4. marcus vincius:
    13 outubro, 2011 as 12:20
    CARA, ISSO QUE SE CHAMA PAIS *-* pq o Brasil, NUNCAA VAI SER ASSIM !

  5. Leonardo:
    13 outubro, 2011 as 12:39
    Ola,
    morei na Alemanha por dois anos e esse fato que aconteceu contigo ocorre a toda hora. Uma colega de trabalho, alema, atravessou a rua no sinal vermelho e foi abordada pela policia em Munique. Resultado, multa e pontos na carteira de habilitacao. O argumento do policial desta vez foi outro, “se a senhora tem carteira de habilitacao eh porque passastes por rigorosos testes de transito e os pedestres tb fazem parte do transito.” Outro fato muito comum sao as blitz de transito para ciclistas. Certa vez fui pego em uma pedalando na contra-mao! Como eu nao tinha carteira de habilitacao alema recebi apenas uma multa de 15 Euros e um puxao de orelhas da policial!
    abraco

  6. JefFogão:
    13 outubro, 2011 as 14:32 Show de bola!
    Cultura e educação são tudo!!

Fonte: 

10 de out. de 2011

Política Nacional de Promoção da Saúde.

O Ministério da Saúde, através da Portaria nº 277, de 09/09/2011, publicada em 12/09/2011 estabelece o mecanismo de repasse financeiro do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Estaduais, Municipais e do Distrito Federal, para implantação e fortalecimento da Política Nacional de Promoção da Saúde.
A Portaria estabelece que os municípios que desejem apresentar ações de vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito e promoção da paz no trânsito, desenvolvidas em conformidade com o Projeto de Redução da Morbimortalidade por Acidente de Trânsito (Portaria Nº 344/GM/MS, de 19 de fevereiro de 2002), deverão:
I – Estar integrados ao Sistema Nacional de Trânsito, na forma da Resolução CONTRAN nº 296/2008;
II – Ter população de 50.000 (cinquenta mil) ou mais habitantes (IBGE, Censo 2010).
Os projetos deverão seguir uma ou mais das seguintes diretrizes, preconizadas com base em evidências de efetividade:
  • implantação de Observatórios de Trânsito;
  • desenvolvimento de programas de capacitação de gestores e profissionais de saúde, educação e trânsito, bem como de representantes de movimentos e conselhos sociais que tenham por objetivo a prevenção de lesões e mortes no trânsito e a promoção da paz no trânsito, a critério do gestor responsável pelo programa de capacitação;
  • articulação intersetorial e interlocução com o Poder Legislativo, e com áreas de infraestrutura, planejamento urbano, transporte e trânsito, segurança pública e outros setores de governo, setores privados e instâncias de controle social, na promoção de ambientes seguros, saudáveis e sustentáveis;
  • articulação intersetorial para a implementação de planos de ação de segurança para pedestres, ciclistas, motociclistas e população em geral;
  • intensificação das estratégias de educação e promoção que incentivem o uso de equipamentos de segurança e de respeito às normas de circulação e conduta no trânsito;
  • fomento às campanhas de educação e marketing social; e
  • articulação intersetorial e interlocução com os Poderes Judiciário e Legislativo, e com órgãos de segurança pública, de transporte e trânsito e outros setores e instâncias de controle social, na promoção de medidas de fiscalização e policiamento; 
    Essas diretrizes vão de encontro ao que estabeleceu a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que instituiu a Década de Ações para a Segurança Rodoviária 2011 -2020.
    A portaria e o manual para elaboração de projetos estão disponíveis em http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1483.
    O prazo para o envio das propostas, que será feita exclusivamente pelo endereço http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=7120 , até o dia 24 de outubro de 2011.
     
    Mais informações,
    Assessoria de Imprensa – Denatran

    8 de out. de 2011

    Aprenda a lidar com o estresse no trânsito

    Depois de um dia intenso de trabalho não é fácil deparar com uma grande quantidade de veículos ''devagar quase parando'' nas ruas

    E todos com o mesmo objetivo: chegar o mais rápido possível ao destino. Esta é a dura realidade de quem precisa passar diariamente pelos pontos de estrangulamento, como a avenida Nossa Senhora da Paz, entrada da rodovia Washington Luís para avenida Alberto Andaló, rotatórias da avenida Ernani Pires Domingues nos acessos às avenidas Fortunato Ernesto Vetorazzo, Mirassolândia e Domingos Falavina, principalmente nos horários de pico, das 7h30 às 9h e das 17h30 às 19h. 

    Dados revelam que entre 2001 e 2009 o Brasil ganhou mais de 24 milhões de veículos, entre carros, caminhões e motocicletas. Os números do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) mostram que Rio Preto registrou em julho deste ano uma frota de 295.377 veículos, lembrando que a população da cidade é de pouco mais de 400 mil habitantes. A psicóloga Mara Lúcia Madureira ensina que, em congestionamentos, a primeira estratégia para manter a calma é aceitar a impotência para modificar a situação. A segunda é iniciar um diálogo interior, ou seja, explicar a você mesmo que nenhum tipo de desconforto ou sofrimento (como irritabilidade, estresse, raiva ou agressividade) poderá melhorar o caos ou diminuir o tempo de espera. 

    Convencido de que terá de esperar, procure normalizar a respiração e encontre algo agradável para fazer: ouvir música, mandar torpedos, ler algo, observar as pessoas. Repita, sempre que perceber mudanças no seu humor: ''Não adianta ficar estressado. Os compromissos já eram, os planos terão de ser alterado e, por ora, o melhor é relaxar até que a situação se resolva.'' Outra dica é tentar ser o observador da sua própria ansiedade. Imagine a ansiedade sobre uma prancha no mar. ''Contemple-a em suas oscilações como um surfista que sobe e desce conforme as ondas. Simultaneamente, uma parte do cérebro controla a imagem com seus picos e vales de ansiedade e a outra parte regula a respiração, sempre inspirando lenta e profundamente, inflando o abdômen ao inspirar e soltando o ar lentamente também pelo nariz'', explica Mara. 

    Ela garante ser perfeitamente possível não se irritar em um congestionamento. ''É preciso desaprender os padrões de comportamento de inconformidade quando as coisas estão fora do nosso controle. O que não depende da nossa vontade para mudar nos obriga a modificar nossa vontade. Se estiver no congestionamento lembre-se de que terá muito tempo de espera. Essa espera pode ser desesperadora, normal ou até mesmo agradável, dependendo de como você decide pensar e agir naquela situação'', diz. 


        A paciência gera gentileza
     
    A psicóloga Carolina Fernandes Todesco ensina que, com muita paciência, a experiência no congestionamento pode ser um bom momento para praticar a gentileza. Bons hábitos e comportamentos sempre serão ótimas opções para gerar boas respostas. ''É claro que todos os condutores precisam de mais conscientização, mas com certeza, se cada um fizer um pouco o trânsito pode se tornar mais calmo e, na medida do possível, mais seguro.'' Dentre os fatores responsáveis por acidentes de trânsito, o fator humano é o principal causador de acidentes, o que é justificado pela agressividade e intolerância presentes na maioria dos condutores.

    É importante que os indivíduos tenham maior consciência de si próprios, isto é, da bagagem que estão carregando consigo, como frustrações, problemas, cansaço, entre outros. É preciso ter essa concepção para que todos os motoristas consigam lidar melhor com o trânsito a ser enfrentado, não permitindo que fatores externos pesem negativamente nesta bagagem. A dica é procurar manter sempre o autocontrole e cultivar a paciência.


    4 de out. de 2011

    Especialista é contra estacionar na rua


    Uma das maiores autoridades em mobilidade urbana do País, o urbanista Nazareno Affonso defende o fim das vagas de estacionamento nas vias públicas como uma das formas de diminuir o caos no trânsito do Grande ABC. O coordenador do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte e ex-secretário municipal de Transportes de Santo André (gestão Celso Daniel) sugere ainda que o poder público regule as vagas de estacionamento privado nos bairros.

    "Atualmente, muitas vias importantes nas cidades perdem uma ou até duas faixas de rolamento por conta dos carros estacionados. A medida imediata a ser tomada é proibir isso", aponta. Por outro lado, o especialista enxerga que o espaço recuperado com a remoção dos veículos parados não deve ser devolvido aos carros de passeio. "É preciso acabar com a lógica de que o transporte particular deve se sobrepor ao coletivo. Por isso, esses espaços devem ser usados para a criação de corredores de ônibus, ciclovias, ou simplesmente para o aumento da calçada."

    Para que a modificação não seja de forma radical, o urbanista sugere que as proibições tenham início nas avenidas que fazem parte do itinerário das linhas de ônibus. "A partir daí, deve haver a regulamentação das vagas privadas. Ou seja, a Prefeitura deveria limitar o número de estacionamentos em cada região e tabelar os preços", acrescenta. Na opinião do especialista, essa medida ajudaria a desestimular o uso do automóvel.

    Nazareno defende mudança na lógica de investimentos relacionados à mobilidade urbana. "Se não houver investimento maciço em transporte público, não conseguiremos mais andar, seja de carro ou de ônibus." Para reforçar a iminência da piora no trânsito, o ex-secretário remete a dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. "De 1957 a 2007, o Brasil atingiu a marca de 50 milhões de veículos fabricados. No entanto, a expectativa é de que os próximos 50 milhões sejam montados até 2022, portanto, daqui a 11 anos."

    No Grande ABC, a estimativa do Departamento Nacional de Trânsito é de que 2012 comece com a frota total chegando a 1,4 milhão de veículos, incluindo caminhões, ônibus, utilitários e motocicletas.

    Apesar do caos vivido atualmente nas ruas da região, Nazareno avalia que o Grande ABC tem condições de reverter a situação e melhorar a mobilidade urbana. O especialista se refere aos investimentos anunciados para o transporte pelas prefeituras e pelo Estado. Em junho, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que investirá R$ 5,4 bilhões em obras viárias nas sete cidades. "Já é um início bom. Só temos que ver se tudo isso sairá do papel e quando ficará pronto", finaliza.

    Fonte: DIÁRIO DO GRANDE ABC

    1 de out. de 2011

    Audiência do Blog em setembro de 2011


     
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